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Teorias do Envelhecimento - Coggle Diagram
Teorias do Envelhecimento
Definições:
Envelhecimento não é uma doença.
NÃO OBSERVAR PELA ÓPTICA DE DOENÇA
As modificações ocorrem:
Em qualquer animal que atinge a idade adulta;
Dão-se após a maturação sexual;
Aumentam a vulnerabilidade à morte;
Trajetória demarcada para cada espécie.
Strehler - definições de alterações do envelhecimento
O envelhecimento é universal: apesar de sofrer variações de indivíduo a indivíduo, o fenômeno do envelhecimento deve ocorrer em todos de uma mesma espécie.
O envelhecimento deve ser intrínseco: as causas que dão origem ao envelhecimento devem serendógenas; não devem depender de fatores externos
O envelhecimento deve ser progressivo: os fenômenos que se expressam durante o envelhecimentodevem ser progressivos ao longo do curso da vida
O envelhecimento deve ser deletério: os fenômenos associados ao envelhecimento somente serãoconsiderados parte dele quando traduzirem-se de forma negativa para a espécie, ou seja, reduzindo suafuncionalidade
Teorias Biológicas
Existem 3 grandes processos pelos quais moléculas sofrem comprometimento gerando senescência ou doenças:
É secundária à reações químicas intracelulares, seja como consequência do surgimento de espécies tóxicas de oxigênio, os radicais livres, seja por agentes exógenos, como poluentes ou radiação.
associa-se a subprodutos de componentes da glicose e seus metabólitos;
Presença de erros espontâneos nos processos bioquímicos como a duplicação de DNA, modificações nos processos de transcrição, pós-transcrição, translação e pós-translação no âmago celular.
Agrupam-se em inúmeras categorias e formas para cobrir:
aspectos: genéticos, bioquímicos e fisiológicos do organismo.
Genéticos: evidências sobrea a identidade de genes responsáveis pelo envelhecimento, acumulações de erros na estrutura genética, senescência programada e telômeros.
Bioquímica: focadas no metabolismo energético, geração de radicais livres e taxa de sobrevida associada à saúde mitocondrial.
Fisiológicas: associa-se ao sistema endócrino.
Frequentemente se agrupam em 2 categorais:
teorias programadas (baseadas no conceito de “relógio biológico”, ou seja, fenômenos delimitados marcando etapas específicas da vida como crescimento, maturidade, senescência e morte)
estocásticas: condicionadas a alterações moleculares e celulares, progressivas e aleatórias que promovem danos nas estruturas biológicas para manutenção da vida.
O capítulo adota a classificação de Arking:
Teorias Estotáticas:
Todas as células estão submetidas às leis da termodinâmica (desordem/aumento entropia);
Teoria do Uso e desgaste
(Hoje há discordâncias a partir de observações práticas)
Quanto mais desgaste sofre uma célula, maior é o comprometimento em sua habilidade de
sobrevida.
Animais que estão protegidos de lesões ambientais ou patologias
secundárias não apenas envelhecem, como também falham em exibir qualquer melhora no tempo
máximo de vida :red_cross:
Outra questão relevante é que muitos dos danos supostos pelo uso e desgastesão mudanças que dependem apenas do tempo e não podem ser os elementos causais do
envelhecimento por si só. :red_cross:
Teoria das modificações proteicas:
A produção de proteínas ocorrem em duas fases: transcrição do gene que envolve a produção do RNAm, seguido de translação da mensagem para a produção da proteína - para células que estão em divisão, ainda ocorre a replicação do DNA (precede etapas anteriores) = erros podem acontecer e serem acumulados, proteínas podem ser produzidas de forma defeituosa/inadequada.
Exemplos: Colágenos e Elastina
Teoria da mutação somática e do dano ao DNA
Fatores orgânicos podem gerar alterações específicas na composição do DNA e nas células somáticas.
Falha na reparação = "golpes" aleatórios com comprometimento a expressão de grandes regiões cromossômicas ou mesmo cromossomos inteiros.
Consequência: expressão inadequada de funções = envelhecimento celular.
Dna pode sofrer dois tipos de lesões:
mutações: mudanças nas sequências dos polinucleotídeos, em que as bases nitrogenadas sofrem deleções, acréscimos, substituições ou rearranjos. - ex.: anemia falciforme;
dano: qualquer uma das alterações químicas dentro da estrutura bi-helicoidal da molécula (fontes endógenas e exógenas)
Teoria do Erro Catastrófico
Ao longo dos anos, erros aleatórios e constantes poderiam construir alterações drásticas nas atividades enzimáticas levando à limitação do funcionamento celular e, em nível macro, de todo o organismo
Desdiferenciação
Mecanismos estocásticos promoveriam uma ativação ou repressão gênica gerando,
com isto, síntese inadequada de proteínas ou mesmo a síntese de proteínas desnecessárias que,
com o tempo, diminuiriam a atividade celular e as levaria à morte.
Dano Oxidativo e radicais livres