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WEBINARIO PERSUASÃO E INFLUÊNCIA APLICADA PARA VENDAS - Coggle Diagram
WEBINARIO PERSUASÃO E INFLUÊNCIA APLICADA PARA VENDAS
Sobre o Walter
EVOLUÇÃO DA PERSUASÃO E INFLUÊNCIA
Aristóteles e a Retórica Clássica
c. 350 a.C.
Aristóteles formalizou os três pilares da persuasão humana na obra A Retórica:
Ethos: A credibilidade e autoridade do emissor.
Pathos: A conexão emocional com a audiência.
Logos: A lógica e a consistência dos argumentos.
Psicologia das Multidões e Condicionamento
1895 - 1902
1895 (Gustave Le Bon): Publica A Psicologia das Multidões, mostrando que indivíduos em grupo perdem parte da racionalidade e se tornam altamente suscetíveis à sugestão.
AS MARIAS VÃO COM AS OUTRAS
1902 (Ivan Pavlov): Descobre o Condicionamento Clássico, provando que comportamentos e respostas emocionais podem ser associados a estímulos externos involuntários.
ESTÍMULO FREQUENTE SE TORNA UM HÁBITO E UM HÁBITO SE TORNA INCOSNCIETE
Engenharia do Consentimento e Behaviorismo
1920 - 1930
1928 (Edward Bernays): Sobrinho de Freud, lança Propaganda e funda as Relações Públicas modernas ao aplicar conceitos de psicanálise para moldar o comportamento do consumidor em massa.
A grande virada de chave de Bernays foi perceber que as pessoas raramente compram ou agem por razões puramente lógicas; elas tomam decisões impulsionadas por desejos inconscientes, medos e busca de status.
1938 (B.F. Skinner): Introduz o Condicionamento Operante, demonstrando como recompensas e punições modelam e fixam hábitos comportamentais.
A premissa fundamental de Skinner era simples, porém revolucionária: o comportamento humano não é guiado por intenções internas invisíveis, mas sim moldado pelas consequências que o ambiente devolve após uma ação.
Dissonância Cognitiva e Pressão Social
1950 - 1957
1951 (Solomon Asch): Experimentos de Conformidade revelam como a busca por aceitação social faz indivíduos mudarem de opinião para concordar com o grupo, mesmo quando o grupo está visivelmente errado.
MARIAVAI COM AS OUTRAS DE NOVO??
1957 (Leon Festinger): Formula a Teoria da Dissonância Cognitiva, explicando o desconforto mental que surge quando ações e crenças entram em conflito — um dos motores mais poderosos da persuasão.
Obediência e Nascimento da Economia Comportamental
1963 - 1979
1963 (Stanley Milgram): Demonstra o peso esmagador da autoridade sobre o comportamento humano.
ETHOS DO SÓCRATES
1974/1979 (Daniel Kahneman & Amos Tversky): Revolucionam a psicologia ao mapear os vieses cognitivos e criar a Prospect Theory (Teoria da Perspectiva), provando que o cérebro humano decide com base em atalhos mentais (heurísticas) e aversão à perda, e não por pura lógica.
A Sistematização Científica da Persuasão
1980 - 1984
1980 (Petty & Cacioppo): Criam o Modelo de Probabilidade de Elaboração (ELM), dividindo o processamento persuasivo em duas vias: Central (reflexiva/analítica) e Periférica (emocional/superficial).
1984 (Robert Cialdini): Publica A Psicologia da Persuasão, sintetizando as armas de influência em 6 princípios universais: Reciprocidade, Coerência, Prova Social, Afeição, Autoridade e Escassez.
Nudge, Arquitetura de Escolhas e Sistemas Mentais
2008 - 2016
2008 (Thaler & Sunstein): Conceitualizam a teoria do Nudge (Arquitetura de Escolhas), mostrando como alterar o contexto de decisão orienta as escolhas das pessoas sem proibir nenhuma opção.
Ela parte da seguinte premissa: se os seres humanos decidem usando atalhos mentais (heurísticas) e cometem erros previsíveis, podemos projetar o ambiente de escolha para ajudá-los a tomar decisões melhores.
Eles chamaram essa abordagem de Paternalismo Libertário:
Paternalismo: Tenta influenciar o comportamento das pessoas para o próprio bem delas (ou da sociedade).
Libertário: Não proíbe nenhuma opção nem força ninguém a nada. A liberdade de escolha permanece intacta.
2011 (Daniel Kahneman): Consolida o modelo de Sistema 1 (rápido, intuitivo e emocional) vs. Sistema 2 (lento, analítico e custoso), tornando-se a base da persuasão moderna.
2016 (Robert Cialdini): Lança a Pré-suasão, demonstrando que o momento que antecede a mensagem é tão decisivo para o "sim" quanto o conteúdo da mensagem em si.
Persuasão Digital, Microtargeting e Neurociência
2020 em diante
A persuasão atual combina psicologia comportamental com tecnologia em tempo real:
Microtargeting comportamental: Uso de modelos de personalidade (como o Big Five) alimentados por IA para personalizar mensagens persuasivas individualmente.
Engenharia de Atenção: Aplicação de loops de dopamina (design persuasivo de redes e aplicativos) para retenção de foco e construção de hábitos automatizados.
Síntese do Cenário Atual
A persuasão moderna deslocou o foco do "o que dizer" (argumentação verbal) para o "como o ambiente e a mente processam a informação" (arquitetura de escolha, redução de fricção cognitiva e acionamento do Sistema 1 de decisão).