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Wuchereria bancrofti (Filariase linfática) - Coggle Diagram
Wuchereria bancrofti (Filariase linfática)
Características Morfológicas
Verme Adulto
Fêmea
Vermes longos e delgados, de aspecto opalino e translúcido. Comprimento de 8-10 cm, diâmetro de 0,3 mm e vulva localizada próxima à extremidade anterior.
Macho
Menor que a fêmea, com comprimento de 4 cm e diâmetro de 0,1 mm. Sua extremidade posterior é enrolada ventralmente e possui espículos copuladores.
Microfilárias
São embainhadas (possuem uma membrana ovular distendida). Tamanho entre 250-300 μm. A extremidade anterior é arredondada e possui um estilete bucal. A região posterior (caudal) possui uma fiada de núcleos atribuídos a "células germinativas", constituindo o primórdio do aparelho genital. Apresentam periodicidade noturna na circulação periférica (com pico nas primeiras horas da madrugada) e acumulam-se nos pulmões durante o dia.
Larvas L1 e L2
etapas de desenvolvimento no músculo torácico do vetor
Larva L3
forma infectante desenvolvida no vetor
Ciclo Biológico
Fase no Vetor (Inseto)
O mosquito (principalmente Culex quinquefasciatus) ingere as microfilárias ao sugar o sangue do indivíduo parasitado à noite. No inseto, as microfilárias perdem a bainha, perfuram o estômago e migram para os músculos torácicos. Ali sofrem duas mudas, transformando-se em larvas infectantes (L3) em 10-15 dias. Essas larvas migram para a probóscide do mosquito.
Fase no Homem (Hospedeiro Definitivo)
Durante a picada, as larvas infectantes (L3) penetram ativamente pela lesão da pele, sendo atraídas pela linfa. Elas migram pelos vasos linfáticos até seus locais de permanência definitiva (habitando vasos e gânglios linfáticos). Passam por duas mudas até se transformarem em vermes adultos (maturação de cerca de 1 ano). Nos novelos linfáticos, há uma proporção de 5 fêmeas para cada macho. Após o acasalamento, as fêmeas produzem e liberam novas microfilárias que ganham a circulação sanguínea.
Sinais e Sintomas
Período Pré-patente / Patente Assintomático
Geralmente sem sintomas evidentes, embora já ocorra a dilatação dos vasos linfáticos.
Período Agudo (Fenômenos inflamatórios)
Manifesta-se por linfangites, linfadenites, adenites, processos obstrutivos linfáticos, reações granulomatosas, orquites, epididimites e funiculites.
Período Crônico (Fenômenos obstrutivos)
Ocorre devido à fibrose progressiva e obstrução provocada por novelos de vermes. Os principais sinais são a hidrocele (acúmulo de líquido em cavidades serosas), quilúria e elefantíase (espessamento e endurecimento progressivo dos tecidos).
Medidas de Tratamento, Controle e Prevenção
Tratamento Quimioterápico
Dietilcarbamazina (DEC), Ivermectina e Ivermectina
Tratamento Sintomático e Cirúrgico
Uso de anti-inflamatórios, antibióticos e anti-histamínicos. Remoção cirúrgica de adultos nos linfáticos escrotais, correção de hidrocele e realização de anastomoses ou remoção de tecido indurado na elefantíase.
Prevenção e Controle
Tratamento da população (seletivo ou em massa), combate ao vetor (inseticidas, controle biológico e eliminação de criadouros), saneamento básico (redes de drenagem e esgotos) e educação sanitária com mobilização comunitária.
Fêmea - longo, delgado, aspecto opalino e translúcido Macho - menor que a fêmea, com extremidade posterior enrolada ventralmente