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(LUTO E MELANCOLIA) e DEPRESSÃO - Coggle Diagram
(LUTO E MELANCOLIA) e DEPRESSÃO
LUTO
O luto é o
processo/resposta
ante a
perda real
de um objeto amado (necessário para processar a perda), tendo como consequência o
empobrecimento e esvaziamento do mundo externo
. Podendo acontecer em qualquer momento da vida, vale-se ressaltar que no luto o sujeito tem o ego estruturado e fortalecido (estrutura neurótica).
Não se restringindo a perda de pessoas, mas indo além:
da liberdade, de uma situação, de uma pátria/território, do ideal, de uma fantasia
.
Após a perda, a
libido investida
no objeto é retornada ao sujeito, sendo caracterizada como uma
experiência dolorosa
(fere, machuca, tortura o ego) e de resistência para com a realidade atual. A utilização da medicação depende da situação.
A libido na psicanálise é definida como
energia de vida
, sendo alvo e depositada em coisas que nos identificamos.
O luto é elaborado vivendo (trabalhando, estudando...), e a sua última fase é quando este é entendido e então simbolizado (após sentir culpa e raiva).
MELANCOLIA
A melancolia é uma
estrutura psíquica
derivada de uma perda do objeto amado na primeira infância,
antes da estruturação do ego
.
Atualmente a melancolia é reconhecida como
Borderline
, que flutua entre depressão e mania, havendo a necessidade da medicalização.
Então o ego e o mundo interno se torna
pobre e vazio
, além de se
identificar
com o mal vivido já que se trata do
ICS clivado
.
O sujeito pode até saber em quem perdeu, mas
não sabe o que perdeu
neste, declarando "ter sido sempre assim", também sentindo um eterno pesar (como uma ferida aberta no aparelho psíquico onde a libido vaza). A perda é mais voltado ao campo do ideal.
O trabalho do melancólico cessa quando o sujeito
aprende a experimentar a se usar na vida
. A clínica entra nesses casos com a função de
realizar a separação
, da identificação com o objeto amado perdido.
SEMELHANÇAS/DIFERENÇAS ENTRE LUTO E MELANCOLIA
Compartilham a mesma origem,
a reação à perda de um objeto amado;
No luto há
uma perda real
e na melancolia o sujeito perde algo lá nas relações primárias,
mas não quer dizer morte
. Ele entra em melancolia porque não consegue se separar da identificação do objeto, então se estrutura na dor;
Freud escreve "Luto e Melancolia" por possuírem
sentimentos semelhantes.
DEPRESSÃO
Para Winnicott, a depressão vai além do caráter psicopatológico, mas carrega em si um valor.
Humor deprimido puro
A capacidade de se deprimir tem como
requisito um ego estruturado
(capacidade de sentir tristeza, culpa, raiva, empatia...), sendo a depressão um sinal da
conquista do amadurecimento
.
É um estado passageiro.
A pessoa com depressão carrega em si um
germe da recuperação
, se este teve um ambiente suficientemente bom, e tem um ambiente interno e externo forte, ele irá se recuperar
Sinaliza uma
capacidade de contenção
, e a
ligação
com culpa e luto.
Humor deprimido impuro
(psicopatologia grave)
É uma
incapacidade severa
Há uma
rigidez (corpo enrijecido) de caráter
. Análogo à uma pessoa desconfiada.
Uma
ameaça de desintegração (corpo frágil)
, medo do ego se romper, como por ex.: uma pessoa que tem dificuldade em se impor pelas "múltiplas consequências"
Uso de
delírios e somatizações
(hipocondríacos)
Negação e oscilação
via defesa maníaca (melancolia)
Pode acontecer em qualquer momento da vida;
É
mecanismo inconsciente para proteger
o indivíduo de um ambiente desfavorável, assim, a depressão age na
sobrevivência
ao meio.
Na depressão há um ódio que
não teve como explodir
, infernizando assim a vida do sujeito.
Engolir o ódio tende a deprimir
, acontecimento passivo, já que às vezes nem o próprio sujeito reconhece (o ódio) como tal. Análogo à uma bomba (de ódio) prestes a explodir.