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Biologia da secreção, armazenamento e ejeção do leite - Coggle Diagram
Biologia da secreção, armazenamento e ejeção do leite
FRAÇÃO CISTERNAL DO LEITE
FRAÇÃO ALVEOLAR
Retida nos alvéolos por:
forças capilares
adesão nos pequenos ductos
DADO PRINCIPAL → Pode representar até 25% do leite após 10–12 h entre ordenhas.
DEFINIÇÃO:
Leite armazenado:
nas cisternas da glândula
cisterna do teto
ductos maiores
DISTÚRBIOS DA EJEÃO DO LEITE
INIBIÇÃO CENTRAL
Ocorre por:
medo
estresse
ambiente desconhecido
manejo agressivo
Consequência
pouca ocitocina
remoção apenas do leite cisternal
↑ leite residual
Conceito
→ Problema na LIBERAÇÃO de ocitocina
Exemplos do artigo
vacas em ambiente desconhecido
comportamento agressivo do ordenhador
situações imprevisíveis
INIBIÇÃO PERIFÉRICA
Mecanismos
redução do fluxo sanguíneo mamário
catecolaminas
dor no teto
vácuo excessivo
liners inadequados
Observação importante
→ O artigo destaca que as implicações práticas da inibição periférica NÃO estão bem confirmadas.
Conceito
→ A ocitocina é liberada, MAS não atua adequadamente no úbere.
QUAL TEM MAIOR IMPORTÂNCIA NA PRÁTICA
INIBIÇÃO CENTRAL
Porque:
mais documentada
diretamente ligada ao manejo
interfere claramente na ordenha
EJEÇÃO DO LEITE
Controle neuroendócrino
Liberação de ocitocina
→ circulação sanguínea → células mioepiteliais
Resultado
→ contração dos alvéolos
→ ejeção do leite para os ductos e cisterna
Estímulo tátil no teto
→ nervos → hipotálamo → hipófise posterior
FATORES QUE ALTERAM A FRAÇÃO CISTERNAL
INTERVALO ENTRE ORDENHAS
Intervalos longos
↑ enchimento do úbere
↑ pressão alveolar
↑ leite cisternal
Intervalos curtos
↓ reserva cisternal
fluxo inicial reduzido
Mecanismo
→ O leite migra progressivamente para a cisterna conforme o úbere enche
GRAU DE ENCHIMENTO DO ÚBERE
Quanto maior o enchimento:
↑ fração cisternal
↑ deslocamento do leite dos alvéolos → cisterna
↑ pressão intramamária
Mecanismo
→ O acúmulo de leite nos alvéolos aumenta a pressão interna e empurra o leite para regiões cisternais.
ESTÁGIO DA LACTAÇÃO
Lactação tardia
↑ fração cisternal
↓ dependência do leite alveolar
maior disponibilidade imediata de leite
Início/pico de lactação
↑ fração alveolar
maior dependência da ocitocina para ejeção
Mecanismo
→ Alterações fisiológicas do tecido mamário ao longo da lactação.
EXPERIMENTO DE RUSHEN et al. (1999)
Resultado
Comportamento negativo IMPREVISÍVEL
→ ↑ leite residual em 70%
Comportamento negativo PREVISÍVEL
→ sem efeito importante
INTERPRETAÇÃO FISIOLÓGICA
IMPLICA QUE
Relação com a inibição central
→ estresse agudo → ↓ ocitocina → ↓ ejeção do leite
o medo/imprevisibilidade bloqueia a liberação central de ocitocina
vacas conseguem adaptação quando o estímulo é previsível
IMPLICAÇÕES PARA MANEJO
ORDENHADORES DEVEM
→ previsibilidade é essencial para boa ejeção do leite.
Conclusão prática
manter rotina consistente
evitar brusquidão inesperada
trabalhar calmamente
reduzir medo e excitação
LATÊNCIA ENTRE ESTÍMULO E FLUXO CONTÍNUO
Interpretação ERRADA
→ acreditar que vacas em lactação tardia possuem ejeção lenta.
O QUE ACONTECE
Explicação correta (Bruckmaier e Hilger, 2001)
Assim:
→ o atraso aparente NÃO significa falha de ocitocina.
De acordo com artigo
vacas em lactação tardia possuem maior fração cisternal
o leite cisternal sai imediatamente
o padrão do fluxo muda
Mecanismo envolvido
menor dependência da ejeção alveolar
diferenças na quantidade de leite cisternal disponível
influência do enchimento do úbere e intervalo entre ordenhas