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Pergunta - Coggle Diagram
Pergunta
ABORDAGENS EVOLUCIONÁRIAS / NEOSCHUMPETERIANAS
NATUREZA DA INOVAÇÃO
Caráter: INCREMENTAL, CUMULATIVO, contínuo.
Risco: Incerteza modelada ESTOCASTICAMENTE
Fonte: Endógena, mas depende de ROTINAS organizacionais e de interações com usuários e fornecedores
Resultado: Vantagem competitiva SUSTENTADA por CAPACITAÇÕES DIFÍCEIS DE IMITAR
AGENTE DA INOVAÇÃO
Motivação: Lucro como critério de SOBREVIVÊNCIA e EXPANSÃO
Capacidade: CAPACITAÇÕES DINÂMICAS (Teece)
Ator central: A FIRMA COMO ORGANIZAÇÃO, com suas rotinas, estrutura de governança e sistemas de aprendizado coletivo.
Papel do conhecimento: Conhecimento DISTRIBUÍDO na organização (Penrose), incorporado em ROTINAS (Nelson & Winter), e socialmente produzido via APRENDIZADO POR INTERAÇÃO (Lundvall).
MECANISMO DE SELEÇÃO E COORDENAÇÃO
Coordenação: MÚLTIPLOS MODOS DE GOVERNANÇA: MERCADOS, HÍBRIDOS e HIERARQUIAS (Coase, Williamson). A inovação ocorre em “MERCADOS ORGANIZADOS” (Lundvall) – relações de confiança, troca de informações qualitativas
Seleção: SELEÇÃO DARWINIANA DE ROTINAS: firmas mais lucrativas expandem; as menos lucrativas contraem (Nelson & Winter)
Papel do usuário: USUÁRIO ATIVO e COMPETENTE. A inovação é frequentemente PUXADA pela demanda qualificada
APRENDIZADO E CONHECIMENTO
Cumulatividade: ALTA. O conhecimento de hoje constrói o de amanhã. AS TRAJETÓRIAS IMPORTAM
Papel da ciência: CIÊNCIA E TECNOLOGIA dependem de avanços científicos prévios. A P&D é uma ROTINA ORGANIZACIONAL.
Processo de aprendizado: INTERATIVO, SOCIAL, LOCALIZADO. Ocorre LEARNING BY DOING, LEARNING BY USING e LEARNING BY INTERACTING
ESPECIFICIDADES SETORIAIS E A FIRMA
Natureza da firma: FIRMA COMO ESTRUTURA DE GOVERNANÇA (Williamson); FIRMA COMO REPOSITÓRIO DE ROTINAS (Nelson & Winter); FIRMA COMO CONJUNTO DE RECURSOS E CAPACITAÇÕES (Penrose, Teece)
Limites da firma: Custos de transação crescentes (Coase); Retornos decrescentes à gestão (Nelson & Winter); Restrições de aprendizado e diversificação (Penrose); Impossibilidade de replicar incentivos de mercado dentro da hierarquia (Williamson)
Heterogeneidade setorial: TAXONOMIA DE PAVITT (1984): SETORES DOMINADOS POR FORNECEDORES; SETORES DE PRODUÇÃO INTENSIVA; SETORES BASEADOS EM CIÊNCIA
PERSPECTIVA SCHUMPETERIANA
NATUREZA DA INOVAÇÃO
Caráter: RADICAL, DESCONTÍNUO, em CLUSTERS. A inovação rompe com o “fluxo circular”
Fonte: Endógena ao capitalismo
Risco: Incerteza RADICAL; não calculável probabilisticamente
Resultado: Lucro EXTRAORDINÁRIO TEMPORÁRIO
AGENTE DA INOVAÇÃO
Motivação: Lucro extraordinário, “vontade de liderar”, poder.
Capacidade: Intuição, visão, capacidade de romper com o habitual.
Ator central: EMPREENDEDOR INDIVIDUAL
Papel do conhecimento: Conhecimento TÁCITO do empreendedor, focado no ato de inovar.
MECANISMO DE SELEÇÃO E COORDENAÇÃO
Coordenação: O MERCADO (com imperfeições) é o principal campo de teste. O CRÉDITO bancário financia a inovação.
Seleção: A “destruição criadora” é mais um processo de substituição de tecnologias do que de firmas.
APRENDIZADO E CONHECIMENTO
Cumulatividade: Inovações radicais podem tornar OBSOLETAS as competências anteriores (“destruição criadora”)
Papel da ciência: SECUNDÁRIO. A inovação é um ato econômico, não científico. A P&D não é rotinizada.
Processo de aprendizado: NÃO TEORIZADO explicitamente. A ênfase está na RUPTURA, não na acumulação.
ESPECIFICIDADES SETORIAIS E A FIRMA
Natureza da firma: A firma é uma CAIXA‑PRETA que transforma inputs em outputs; o foco está no empresário, não na organização interna.
Crescimento da firma: Crescimento resulta da acumulação de lucros extraordinários e reinvestimento na inovação.
Heterogeneidade setorial: NÃO TRATADA. A análise é geral, aplicável a qualquer indústria.
Limites da firma: NÃO DISCUTIDOS. A firma pode crescer enquanto inovar.