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Evolução da Psicofarmacologia - Coggle Diagram
Evolução da Psicofarmacologia
Tratamentos antes de 1950
Tratamento Moral: Baseado no isolamento e controle comportamental
Sedativos e Hipnóticos: Uso de hidrato de cloral, paraldeído, narcóticos e barbitúricos.
Terapias de Choque: Malarioterapia, injeção de cardiazol e cálcio, insulinoterapia, eletroconvulsoterapia (ECT) e psicocirurgias.
Tratamento de Mania
Estabilizadores de humor
Carbonato de lítio
A clopormazina foi o primeiro antipsicótico eficaz em grupos de tratamento, auxiliando na excitação psiquica e agitação.
Evolução
Mudança de um modelo de "reação drástica" (choque) para a eficácia isolada da molécula. Nos anos subsequentes, as evidências se consolidaram com grandes ensaios clínicos
Ansiolíticos
Surgem na década de 1950
(60-90): Passaram a integrar o regime de tratamento na comunidade e consultórios, saindo dos muros do asilo.
Antidepressivos
Início na década de 1950
(80-90): Inserem-se na genealogia das neurociências, onde o cérebro passa a ser visto como um sistema biomolecular passível de modulação da neurotransmissão.
Psicofarmacologia contemporânea
"Giro Químico"
Engenharia Molecular: Capacidade de, por meio de técnicas laboratoriais, modificar a estrutura de carbono dos fármacos para alterar substancialmente suas propriedades químicas e farmacológicas.
Cérebro Biomolecular e Plástico: A compreensão do cérebro como um órgão visível (via neuroimagem) e plástico, cuja neurotransmissão é modulada por substâncias químicas.
Integração com a Neurociência: O uso de psicofármacos é associado a novos atores como biomarcadores, epigenética e receptores, formando uma nova rede de governo da mente.
Conceito de Pharmakon: O psicofármaco não possui um efeito único ou universal; ele pode atuar como remédio ou veneno dependendo da situação de uso, da dose e do contexto clínico (se asilar ou comunitário).
Desinstitucionalização: Permite o tratamento fora do hospital psiquiátrico, em serviços comunitários ou residenciais, favorecendo a participação do paciente (como nos Grupos Autônomos de Medicação).