PRÉ RENAL: SRAA ATIVADO -> REABSORÇÃO DE AGUA E SODIO - (FE Na) reduzida (< 1%) e concentração urinária de sódio baixa (< 20mmol/L). Como também há retenção de água, a urina fica mais concentrada, com osmolaridade elevada (> 500mOsm/L) e aumento da densidade (> 1.020). Além disso, no túbulo contorcido proximal, onde a maior parte da água, sódio e quase todas as outras substâncias são absorvidos, ocorre aumento da reabsorção passiva de ureia. Esse fato tem duas implicações práticas: a fração de excreção de ureia (FE Ur) é reduzida (< 35%) e ocorre um aumento desproporcional da ureia sérica em relação à creatinina sérica, o que gera uma relação ureia/creatinina > 40. Como a urina também está muito concentrada, há aumento acentuado da concentração urinária de creatinina, ocasionando uma alta relação creatinina urinária/creatinina plasmática > 40. Os cilindros hialinos = urina está concentrada, como é o caso das lesões pré-renais.
RENAL:
A NTA leva à lesão estrutural do parênquima renal, ou seja, não é apenas uma lesão hemodinâmica, como na pré-renal, – ela realmente causa dano à célula renal!
Nesses casos, os túbulos renais encontram-se, diretamente, lesionados, o que impossibilita sua capacidade reabsortiva. Por consequência, teremos excreções elevadas de solutos (FE Na > 1%; concentração urinária de sódio alta > 20mmol/L e FE Ur > 35%) e urina diluída (forma não oligúrica - osmolaridade < 500mOsm/L e densidade < 1.020). Como não há aumento desproporcional da reabsorção de ureia, a relação ureia/creatinina < 20 e a concentração urinária de creatinina também não apresentam aumento acentuado, permanecendo com a relação creatinina urinária/creatinina plasmática < 20.
NIA:
A nefrite intersticial aguda (também conhecida como NIA) é uma causa rara, porém cada vez mais comum de lesão
renal aguda (LRA). Essa entidade se caracteriza pela presença de infiltrado inflamatório no interstício renal, que é uma reação de hipersensibilidade a determinado agente. Na maioria dos casos, é um medicamento, mas pode ser de origem autoimune ou infecciosa. Dessa forma, podemos caracterizar a NIA como a “alergia” do rim, a qual compromete o espaço virtual, que é o interstício renal pela presença de células inflamatórias nesse espaço renal.
Quando estivermos diante de um paciente que desenvolve LRA após a introdução de certo medicamento (exemplo: paciente com dor que recebe AINH ou com infecção urinária que recebe antibiótico), temos o dever de pensar em NIA!
É assim que cai em sua prova: dar o diagnóstico de casos de LRA + rash cutâneo + eosinofilia/eosinofilúria após introdução de determinado medicamento!