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Frei Luís de Sousa- Personagens - Coggle Diagram
Frei Luís de Sousa- Personagens
D.Madalena de Vilhena:
A mulher romântica
Nobre (o epíteto "dona" era próprio da aristocracia- "sangue de Vilhenas")
Casada em primeiras núpcias com D.João de Portugal
Após o desaparecimento de D.João em Alcacer Quibir e sete anos de buscas, casa com D.Manuel de Sousa Coutinho
Romântica (sensibilidade e submissão total à paixão por Manuel de Sousa Coutinho, que está acima até da sua condição de mãe)
Atormentada pelo remorso e pela culpa de se ter apaixonado por Manuel de Sousa Coutinho ainda casada com o primeiro marido e antes do seu desaparecimento
Dotada de grande humanidade enquanto mulher e mãe (preocupação permanente com Maria- a doença, a precocidade e a crença sebastiana)
Dominada pelos "contínuos terrores" que a impedem de ser feliz, fraca perante os indícios/presságios de "uma grande desgraça" que adivinha
Resignada (no final, aceita a sua desgraça como a purificação dos seus pecados)
Manuel de Sousa Coutinho:
O herói romântico
Nobre ("um cavaleiro de Malta"- Ordem Militar limitada aos membros da aristocracia)
Digno e honrado, casou de boa-fé com D.Madalena e a sua conciência está tranquila
Patriota exemplar, corajoso e rebelde (incendiar o seu palácio é exemplo de resistência)
Desapegado dos bens materiais e até da própria vida na sua ação contra a tirania e em prol da liberdade
Sensível e terno com a esposa e com a filha, sendo primeiro pai, só depois marido
Racional, cede ao sofrimento, por momentos e por amor à filha, cuja aniquilação prevê
Inflexível na decisão final da separação do casal e da entrega a Deus
D.Maria de Noronha:
A "donzela Teodora"
Nobre ("tem sangue de Vilhenas e Sousas")
Heroína romântica:
Crescimento e maturidade precoces para a idade (13 anos)
Fragilidade de saúde (tuberculose)
Bondade, sensibilidade e ternura
Interesses intelectuais (novelas de cavalaria, romances populares, estuda, lê e escreve)
Patriotismo (apologia do uso da força contra a tirania e orgulho pelo ato heroico do pai)
Sebastianismo (admiração pelo rei desaparecido e crença no seu regresso)
Intuição clarividente (dons de siliba)- os sonhos, as visões, o poder de dedução
Marcada pelo destino (a doença, a ilegitimidade do nascimento)
D.João de Portugal:
O Romeiro
Nobre (virtuoso cavaleiro cristão, amor ao Rei e à Pátria, combate contra os inimigos da Fé, sofrimento no cativeiro)
Importante na ação dramática, quer na sua ausência quer na sua presença
Anjo vingador, contudo ao saber da atuação de D.Madalena, após o seu desaparecimento, e da existência de Maria, arrepende-se, anula-se e procura remediar a situação que provocou
Honrado, generoso, com grandeza de alma (não quer desonrar D.Madalena)
Íntegro (mantém a palavra, após recuo momentâneo perante um suposto chamamento da esposa)
Duplo de D.Sebastião, simboliza o Portugal "velho" e ultrapassado, a perspetiva sebastiana, o passadismo
Telmo Pais:
Amigo e confidente de D.Madalena, que o respeita como a um pai
Fiel ao seu primeiro amo ("Dúvida de fiel servidor")
Sebastianista (crê no regresso do primeiro amo e alimenta fantasias de Maria)
Incapaz de esquecer o passado (lembrança viva e permanente do "remorso" de D.Madalena e não aceita o casamento com Manuel de Sousa, considerando-o uma traição a D.João)
Reto de caráter (muda de postura perante Manuel de Sousa, após o seu ato patriótico)
Sofre o conflito interior entre a lealdade a D.João e o amor por Maria e vive um dilema, mas apercebe-se de que este novo amor é superior ao que nutria por D.João de Portugal
O fiel escudeiro
Frei Jorge Coutinho:
Amigo e confidente dos membros da família
Terno para com Maria
Intrasigente e inflexível, relativamente à necessidade de separação do casal e voz da consciência, da religião e da moral
O irmão amigo
Figurantes:
Criados (Miranda, Doroteia e outros)
Religiosos (Prior de Benfica, Irmão Converso, Arcebispo de Lisboa, Clérigos do Arcebispo, coro de frades de S.Domingos)