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Temáticas de Fernado Pessoa- Ortónimo - Coggle Diagram
Temáticas de Fernado Pessoa- Ortónimo
Fingimento artístico
A emoção verdadeira só é bem expressa depois de se tornar experiência
Fingir a dor ≠ mentir
Fingir = intelectualizar emoções
Tipos de dor:
Dor sentida (real)
Dor fingida (criada pela imaginação)
Dor lida (sentida pelo leitor)
O poeta distancia-se emocionalmente do que sente
Rejeição da espontaneidade e emotividade literárias românticas
A emoção final pertence ao leitor, não ao poeta
A arte superior exige fingimento
Exemplos de poemas: "Isto" e "Autopsicografia"
Sonho e realidade
Realidade- insatisfação e angústia
Angústia existencial
Vida dominada pelo tédio e pelo vazio
Frustração das expectativas pessoais
Sonho- busca de realização
Tentativa de resolver a insatisfação
Imaginar-se outro e ultrapassar frustrações
Evasão do quotidiano
Idealização do amor e das relações com os outros
Evocação da infância e do passado feliz
Passado irrecuperável
Consciência do caráter ilusório do sonho
Medo do "despertar"
Regresso do sonho ao real
Sonho fracassado, ilusório e efémero
Não realiza o "eu"
Não cumpre a função de evasão verdadeira
Regressar ao real implica enfrentar novamente angústias
Nostalgia da infância
Presente I
Consciência, deceção e dor de pensar
Desejo de evasão do presente
Insatisfação e ausência de afetividade e inocência (infância)
Infância
Evasão para o estado de infância
Associada a:
Felicidade
Inconsciência
Sonho
Refúgio nostálgico num tempo passado
Paraíso perdido
Subterfúgio artístico
Presente II
Infância não é recuperável
Estado de pureza e felicidade perdidos
Nova frustração
Presente melancólico
O refúgio no mundo da infância é uma mera ilusão
Dor de pensar
Dicotomia sentir/pensar
Pensar confirma a existência
Resulta da/o:
Análise excessiva da realidade feita "eu"
Tendência para a abstração
Intelectualização constante das emoções
Predomínio da razão sobre a sensação
Estados de hiperlucidez
Dor e angústia
Incapacidade de parar de pensar
Consequências:
Insatisfação
Angústia
Infelicidade
Consciência de um "eu" fragmentado
Desejo paradoxal
A reflexão constante que gera sofrimento
O sofrimento desperta:
Inveja dos seres inconscientes
Desejo de viver instintivamente
Vontade de apenas sentir, sem pensar
O desejo de ser inconsciente mas manter a consciência (desejo impossível de concretizar)
Resultado:
Não se liberta da dor de pensar
A busca pela felicidade é vã