A asma é conhecida desde a antiguidade, e seu nome vem do grego ázen, que significa “respiração ofegante”. Os primeiros registros da doença aparecem no Papiro Ebers, no Egito, por volta de 1550 a.C., onde já se descreviam sintomas semelhantes à dificuldade de respirar. Na Grécia, Hipócrates foi o primeiro a usar o termo “asma” para definir crises de falta de ar, percebendo também sua relação com fatores ambientais como poeira e fumaça. Ao longo da Idade Média e do Renascimento, a doença continuou sendo estudada, embora ainda pouco compreendida. Somente no século XIX começou-se a entender que a asma envolvia espasmos nos brônquios e processos alérgicos. No século XX, com avanços na imunologia, descobriu-se que se trata de uma inflamação crônica das vias aéreas, o que levou ao desenvolvimento de tratamentos modernos, como broncodilatadores e corticoides inalatórios. Hoje, sabe-se que a asma resulta da interação entre fatores genéticos, ambientais e imunológicos.