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PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL - Coggle Diagram
PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL
O conhecimento e sua origem
O ser humano nasce em um mundo socialmente construído ao longo dos séculos
A observação foi o primeiro elemento essencial para o desenvolvimento do conhecimento
Desde o período paleolítico, o homem observava a natureza para criar ferramentas e resolver problemas do cotidiano
O conhecimento foi sendo acumulado e transmitido socialmente, inicialmente pelos mais velhos às novas gerações
De onde vem o conhecimento?
Pode vir de autoridades sociais (pais, professores, líderes, governantes etc.)
Pode surgir do senso comum, baseado em experiências cotidianas
A observação gera percepções que orientam comportamentos e tomada de decisões
Conhecer é compreender a realidade para utilizá-la de forma prática
Tipos de conhecimento
Conhecimento Popular (Senso Comum)
Baseado na experiência diária
Espontâneo, não sistematizado e sem comprovação científica
Transmitido por tradições e crenças
Conhecimento Filosófico
Baseado na razão e reflexão profunda
Busca compreender a totalidade da realidade
Não pode ser testado empiricamente
Conhecimento Religioso
Fundamentado na fé, crença e doutrinas sagradas
É considerado infalível para seus seguidores
Não depende de comprovação científica
Conhecimento Científico
Baseado em fatos reais, investigação, experimentação e razão
Sistemático, organizado, verificável e falível (pode ser contestado)
Utiliza métodos rigorosos
O que é pesquisa científica?
Aplicação prática de métodos investigativos rigorosos
Caracteriza-se por disciplina, regras e procedimentos
Produz novos conhecimentos e soluções para problemas
Envolve etapas como observação, formulação de hipóteses, coleta de dados e análise
Definições de autores
Minayo: pesquisa é atividade básica da ciência e nasce de problemas reais
Ander-Egg: procedimento reflexivo, sistemático e crítico
Rummel: engloba investigações especializadas e estudos mais aprofundados
Para que pesquisa
Para atualizar teorias e produzir novos conhecimentos
No Serviço Social, é essencial para compreender a realidade social e propor intervenções
A pesquisa é parte fundamental da prática profissional crítica e transformadora
Pesquisa no Serviço Social
Inserida no campo da pesquisa social
Utiliza metodologia científica para compreender instituições, conflitos e expressões da questão social
Tem papel histórico na construção do saber profissional
Permite recriar práticas, renovar intervenções e contribuir para mudanças sociais
Regulamentação e papel da pesquisa no Serviço Social
A profissão foi regulamentada em 1953
Atuação nas políticas públicas e privadas
Planejamento, execução e avaliação de programas e políticas sociais
A pesquisa torna-se essencial para analisar a realidade social e qualificar a intervenção profissional
Lei 8.662/93 determina a pesquisa como parte do trabalho do assistente social
A pesquisa aproxima o profissional da realidade, permitindo respostas mais efetivas para os usuários
ABEPSS (1946) coordena a formação acadêmica na graduação e pós-graduação
Define Diretrizes Curriculares
Organiza políticas de estágio
Articula pesquisa e ensino no campo
MÉTODO CIENTÍFICO
Importância do método científico
Toda pesquisa científica precisa seguir um método, com regras e procedimentos claros
O método orienta o caminho do pesquisador para comprovar, refutar ou produzir conhecimentos
Origem histórica do método
Antigos humanos já usavam formas rudimentares de método (observação → tentativa → erro → acertos)
O método científico formal surge apenas na Idade Moderna
Galileu introduz a ideia de hipóteses e experimentação como base da ciência moderna
Diferença entre senso comum e método científico
Senso comum: conhecimento cotidiano, sem rigor ou sistematização
Método científico: exige etapas, lógica, fundamentação, verificabilidade e documentação
Conceito de método científico
Conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para produzir conhecimento (GIL, 2008)
Envolve observação, formulação de problemas, hipóteses, experimentação, análise e conclusão
Etapas gerais do método científico (segundo Richardson)
Observação do fenômeno
Formulação do problema
Levantamento de informações (pesquisa bibliográfica)
Construção de hipóteses
Predição (antecipação dos resultados)
Experimentação (manipulação de variáveis)
Análise e conclusão (aceitação ou rejeição da hipótese)
Principais métodos científicos apresentados
Método Dedutivo
Parte do geral → para o particular
Muito usado nas ciências exatas; limitado nas ciências sociais
Método Indutivo
Parte do particular → generalizações
Baseado em observação e experiência
Influente nas ciências sociais, apesar de gerar generalizações às vezes frágeis
Método Dialético (Marx e Engels)
Realidade em constante mudança.
Baseado em contradições, movimento e transformação
Muito utilizado em pesquisas sociais (ex.: Serviço Social).
Método Hipotético-dedutivo (Popper)
Baseado em problemas → hipóteses → testes → falseamento
Muito presente nas ciências naturais; uso limitado nas ciências sociais
Método Fenomenológico
Foca na experiência vivida e na essência dos fenômenos
Valoriza a percepção e a consciência dos sujeitos
Não usa teorias prévias; comum em pesquisas qualitativas
Diferença entre método e metodologia
Método: o caminho para alcançar o objetivo da pesquisa
Metodologia: o conjunto de regras e procedimentos usados pelo método
Importância da classificação das pesquisas
Pesquisas podem ser classificadas segundo abordagem, natureza, finalidade, procedimentos e métodos
A escolha depende da área, do problema investigado e dos objetivos do pesquisador
Nas ciências sociais (incluindo Serviço Social), predomina a pesquisa qualitativa, mas podem ser usadas outras abordagens
Classificação quanto à ABORDAGEM
Pesquisa Quantitativa
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Pesquisa Qualitativa
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Pesquisa Quanti-qualitativa
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Classificação quanto à NATUREZA da pesquisa
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Interdisciplinaridade no Serviço Social
Surge como resposta à fragmentação do conhecimento e à complexidade social.
Ganha força especialmente a partir dos anos 1990.
Interdisciplinaridade envolve cooperação e diálogo
Multidisciplinaridade: atuação isolada e paralela
Pluridisciplinaridade: cooperação limitada
Interdisciplinaridade: integração profunda e diálogo
Transdisciplinaridade: criação de novos campos teóricos
Por que pesquisar no Serviço Social?
Segundo Martinelli (2012)
A pesquisa nasce das demandas reais da prática profissional.
Não se deve intervir na realidade com modelos prontos e descontextualizados
É pela pesquisa que a intervenção se torna eficaz, renovada e alinhada às contradições da realidade social
A pesquisa qualitativa exige diálogo, interação, troca, solidariedade e colaboração
Ou seja, a prática gera a necessidade da pesquisa, que por sua vez qualifica a própria prática.
O que é Pesquisa Qualitativa?
Conforme Richardson (2012)
Busca compreender significados, narrativas e experiências humanas
Prioriza a subjetividade, interpretações, valores, crenças e contextos dos sujeitos
Não foca em números, mas em sentido, discurso e história de vida
Conforme Martinelli (2012)
Importa como ele interpreta sua experiência no cotidiano.
O sujeito está no centro.
Não se separa o sujeito de sua estrutura de vida.
Minayo (2009)
A pesquisa qualitativa responde a questões específicas sobre o mundo simbólico e social.
O senso comum e a experiência cotidiana podem e devem ser analisados cientificamente
Três fases metodológicas da pesquisa qualitativa (Minayo, 2009)
1ª Fase – Fase Exploratória (projeto de pesquisa)
2ª Fase – Trabalho de Campo
3ª Fase – Análise e Interpretação dos Dados
Principais tipos de pesquisa qualitativa
Documental
Estudo de caso
Etnografia
Observação participante
Entrevista em profundidade
Pesquisa-ação
Fenomenologia
Interacionismo simbólico
Pesquisa naturalista
Pesquisa participante
O que é Pesquisa Quantitativa?
Características centrais
Baseada em mensuração, quantificação, estatística e controle de variáveis
Pesquisador busca neutralidade e distanciamento
Dados são analisados por tabelas, gráficos, porcentagens, médias, índices
Muito usada em estudos sociais, econômicos, educacionais e populacionais
Richardson (1999)
A quantificação pode aparecer tanto na coleta quanto no tratamento dos dados
Muito utilizada em estudos descritivos, de relações entre variáveis e causalidade
Exemplos de instrumentos
Questionários estruturados
Bases de dados
Censos
Indicadores sociais
Integração entre qualitativo e quantitativo
As duas abordagens não são opostas; são complementares
A qualitativa compreende significados e contextos
A quantitativa apresenta tendências, frequências e padrões populacionais
É possível combinar ambas (pesquisa quanti-qualitativa)
MARXISMO
Ideias gerais
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O marxismo é uma das correntes filosóficas mais influentes no Serviço Social, impactando sua prática, ensino, currículo e pesquisas.
Explica a sociedade a partir das relações materiais, da produção e da luta de classes.
Defende a superação do capitalismo e a construção de uma sociedade socialista baseada na propriedade coletiva.
Formação histórica do marxismo
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Karl Marx (1818–1883): filósofo, economista e militante político.
O marxismo passa por quatro grandes fases:
Primeira fase: Marx (década de 1840) formula as bases filosóficas da teoria.
Segunda fase: articulação das obras de Marx e Engels.
Terceira fase: incorpora as contribuições de Lênin, formando o marxismo-leninismo.
Quarta fase: marxismo contemporâneo, absorvendo influências soviéticas, chinesas e outras correntes do século XX.
A expansão do marxismo foi impulsionada por acontecimentos históricos, em especial a Revolução Russa (1917).
Objetivos gerais
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Construir um Estado socialista forte.
Abolir a propriedade privada dos meios de produção.
Atribuir à classe trabalhadora o controle coletivo da produção.
Compreender e transformar a sociedade por meio da práxis (ação + teoria).
Influenciadores do marxismo
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Hegel: idealismo alemão, dialética, conceito de alienação.
Idealismo clássico alemão: Kant, Schelling, Fichte.
Socialismo utópico: Saint-Simon, Fourier, Owen.
Economia política inglesa: Adam Smith e David Ricardo.
Concepção materialista da realidade: o mundo existe independentemente da consciência.
Marx utiliza conceitos hegelianos, mas os reconstrói em uma perspectiva materialista.
Materialismo dialético
Estuda a realidade como um processo em movimento, regido por leis gerais que atuam na natureza, sociedade e pensamento.
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A dialética envolve:
movimento,
contradições,
transformações.
A realidade concreta molda a consciência humana.
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Categorias dialéticas destacadas:
matéria,
consciência,
contradição,
essência,
fenômeno,
totalidade,
mediação.
Materialismo histórico
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Criado por Marx e Engels (A Ideologia Alemã, 1845-46).
Estuda as leis sociológicas, o movimento histórico e as relações entre economia, política e cultura.
A história é resultado da ação de indivíduos reais, em condições materiais concretas.
Mudanças sociais ocorrem a partir das relações de produção, da luta de classes e das contradições históricas.
Conceitos fundamentais:
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Ser social: existência material dos indivíduos.
Consciência social: políticas, valores, cultura, ideias.
Meios de produção: instrumentos que permitem produzir bens.
Forças produtivas: meios de produção + força de trabalho.
Relações de produção: vínculos entre grupos que produzem.
Modo de produção: formas históricas (primitivo, escravista, feudal, capitalista, comunista).
Visita domiciliar
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Conceito e finalidade
Instrumento técnico que aproxima o profissional da realidade do usuário.
Permite observação direta, coleta de informações, diagnóstico e intervenção.
Auxilia na orientação, encaminhamento e acesso a direitos.
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Perspectiva histórica
No passado, associada ao controle social, fiscalização e “ensino” moral.
Hoje, ressignificada com base no Código de Ética, respeito e defesa de direitos.
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Aplicações comuns
Acompanhamento de programas (Bolsa Família, BPC, etc.).
Situações de ausência do usuário, vulnerabilidade ou risco.
Dificuldade de deslocamento até o serviço.
Encaminhamentos intersetoriais (saúde, habitação, segurança).
Busca ativa e atendimento compartilhado entre políticas públicas.
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Cuidados éticos
Respeito à privacidade e intimidade da família.
Consentimento e esclarecimento do objetivo da visita.
Evitar postura fiscalizatória punitiva.
Não buscar “provas”, mas compreender a realidade.
Observar sem julgamentos e utilizar a visita como ferramenta de apoio e orientação.
Trabalho com grupos
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INSTRUMENTOS
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Características centrais do materialismo histórico
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A sociedade é um todo articulado (totalidade).
O movimento social contém contradições.
As relações sociais são mediadas por instituições, ideologias e estruturas.
Alienação e consciência
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A classe trabalhadora cria a riqueza, mas não se vê como produtora.
O processo de exploração é “encoberto” e não aparece de forma clara ao trabalhador.
A consciência é construída socialmente, dentro das condições materiais de vida.
O método de Marx
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Método científico rigoroso desenvolvido ao longo de cerca de 15 anos.
Parte do concreto real → reflete → retorna ao concreto pensado.
Baseado em:
economia política inglesa,
dialética hegeliana,
história da luta de classes.
Categorias centrais do método:
Totalidade,
Contradição,
Mediação.
A pesquisa no Serviço Social com base no marxismo
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Aborda temas como:
classe social,
consciência de classe,
trabalho e precarização,
alienação,
exploração,
mais-valia,
adoecimento,
desmonte de direitos,
políticas públicas.
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Rompe com práticas burocráticas e tecnicistas.
Situa o objeto de pesquisa relacionando infraestrutura (base econômica) e superestrutura (política, cultura, ideologia).
A aproximação entre Serviço Social e marxismo se intensifica no período de Reconceituação (1965–1975).
Marco fundamental: obra "Relações Sociais e Serviço Social no Brasil" (1985), de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho.
Visão geral
composta por etapas encadeadas, que podem ocorrer de modo sequencial ou simultâneo
O processo é sistemático, planejado e exige organização
Principais Etapas Metodológicas da Pesquisa (Marconi & Lakatos)
Escolha do tema
O tema é o assunto central da pesquisa
relação com a área de conhecimento, relevância científica e prática, viabilidade
Requer delimitação (recorte)
Revisão de literatura
Identifica o que já foi estudado sobre o tema
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Envolve três tipos de leitura:
Exploratória (visão geral)
Seletiva (conteúdos relevantes ao tema)
Interpretativa (articulação com outros conhecimentos)
Justificativa
Explica por que a pesquisa será feita
Demonstra a relevância social, científica e profissional do estudo
Formulação do problema
É a pergunta central da pesquisa
Deve ser clara, objetiva e expressa como pergunta (o quê, como, quando, qual).
Surge a partir do tema e tem relação com a justificativa.
Objetivos (geral e específicos)
Objetivo geral = finalidade maior da pesquisa
Objetivos específicos = passos detalhados que levam ao objetivo geral.
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Começam com verbos no infinitivo.
Exploratório: conhecer, identificar
Descritivo: descrever, caracterizar
Explicativo: analisar, avaliar
Metodologia
Explica como a pesquisa será feita
Inclui:
tipo de pesquisa (exploratória, descritiva, explicativa)
local
população e amostra
instrumentos (questionário, entrevista etc.)
técnicas de coleta e análise de dados
Deve ser clara, detalhada e objetiva.
Coleta de dados
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Aplicação dos instrumentos elaborados.
Requer rigor, organização, paciência e registro cuidadoso.
Técnicas possíveis: entrevista, observação, formulário, coleta documental etc.
Os instrumentos precisam ser testados antes de serem aplicados.
Tabulação dos dados
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Organização dos dados em tabelas ou planilhas.
Pode ser manual ou computadorizada.
Facilita comparações, análises, gráficos e interpretação.
Permite separar informações em categorias e subgrupos.
Análise e discussão dos resultados
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Interpretação dos dados coletados.
Compara dados com hipóteses, teorias e pesquisas anteriores.
Envolve: categorização, codificação, análise estatística (quando necessário), inferências e interpretação.
Objetivo: responder ao problema apresentado.
Conclusão da análise dos resultados
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Síntese final dos achados.
Indica se os objetivos foram alcançados e se as hipóteses foram confirmadas ou rejeitadas.
Expõe contribuições para a ciência, profissão ou sociedade.
Redação e apresentação do trabalho científico
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Materializa todo o processo em forma escrita.
Deve ser clara, objetiva, impessoal e coerente.
O relatório deve conter:
problema
metodologia
resultados
conclusões
Comunicação dos resultados deve considerar o público e apresentar também limites, dificuldades e falhas.
FENOMENOLOGIA
Fenomenologia desenvolvida por Edmund Husserl (1859–1938)
Movimento filosófico que influenciou a filosofia contemporânea, o existencialismo e várias áreas do pensamento, especialmente no século XX
Surge como crítica ao positivismo e ao psicologismo presentes nas ciências da época
O termo “fenomenologia” não foi criado por Husserl; já era utilizado por Hegel e outros filósofos
Influências e desenvolvimento
Influências principais: Platão, Leibniz, Descartes e Franz Brentano
De Brentano vem o conceito central da fenomenologia: intencionalidade da consciência (toda consciência é consciência de algo)
A fenomenologia moderna se consolida com Husserl
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Após Husserl surgem duas grandes vertentes:
Existencialistas ateus: Heidegger, Sartre, Merleau-Ponty.
Existencialistas religiosos: Van Breda, Mareei, Jaspers, influenciados por Kierkegaard.
Conceito central: fenômeno
Fenômeno = aquilo que aparece à consciência, tudo que pode ser percebido pelos sentidos.
Para Husserl, o mundo só existe como aparece à consciência; não há “mundo em si”.
A consciência dá sentido aos objetos e à realidade
Vertentes da Fenomenologia
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Realismo
O conhecimento depende dos objetos em si.
Os sentidos captam a realidade e o intelecto a registra.
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Idealismo
Prioriza o sujeito e a mente.
O conhecimento nasce da relação entre as ideias e as coisas.
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Síntese kantiana
Tentativa de conciliar realismo e idealismo.
Conhecimento resulta da combinação entre objeto (coisa em si) e sujeito (estrutura da mente).
Fenômeno = realidade tal como aparece ao sujeito.
Essência do conhecimento fenomenológico
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O conhecimento é uma síntese entre:
a apreensão sensível dos objetos, e
a estrutura intelectual do sujeito.
O fenômeno une experiência e essência.
Fenomenologia aplicada à pesquisa
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Não utiliza técnicas rígidas ou estruturadas.
Valoriza a subjetividade e a experiência vivida.
Foca no significado que o fenômeno tem para o sujeito.
Não aborda:
historicidade,
conflitos de classe,
economia,
ideologia.
→ Por isso, não explica fenômenos sociais complexos.
Fenomenologia no Serviço Social
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Contribui para compreender a forma como o sujeito percebe sua realidade.
Foca no mundo vivido do indivíduo.
Porém, se aplicada isoladamente, pode:
reforçar práticas conservadoras,
ignorar questões estruturais (classe, poder, desigualdade).
Útil como ferramenta de compreensão da experiência, mas insuficiente para analisar processos sociais amplos.
Método fenomenológico na pesquisa
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Segundo Graças (2000; 2002), inclui três momentos:
Descrição
O sujeito descreve sua experiência vivida.
O pesquisador não interfere, não conduz e não interpreta prematuramente.
Redução
Suspender juízos para chegar ao significado essencial da experiência.
Compreensão
Buscar a essência do fenômeno a partir dos relatos.
A coleta de dados termina quando os depoimentos se repetem (saturação).
Finalidade do pesquisador fenomenológico
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Aproximar-se da experiência humana de forma profunda.
Compreender o fenômeno como ele se manifesta ao sujeito.
Respeitar a liberdade, subjetividade e contexto do participante.