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Intervenções Psicoterapêuticas em Análise do Comportamento - Coggle Diagram
Intervenções Psicoterapêuticas em Análise do Comportamento
TACI
Terapia Analítico Comportamental Infantojuvenil
Fundamentação Teórica
Baseada em análise do comportamento (Behaviorismo Radical de Skinner)
Foca na relação funcional entre comportamento e ambiente
Entende o comportamento da criança como produto de contingência de reforço.
Modifica antecedentes e consequências para alterar padrões comportamentais
Foco no comportamento
observável e mensurável
Definição de metas terapêutica. Reduzir o número de palavrões para no máximo 1 por dia.
Progresso avaliado por dados (frequência, duração, intensidade, latência)
Terapeuta atua como agente de mudança, ajustando contingências, instruindo e modelando comportamentos.
Participação ativa da família
ênfase em
Habilidades
Adaptativas
Intervenção não se limita a redução de comportamentos problema
Inclui
Habilidades Sociais
Comunicação Funcional
Autonomia
Flexibilidade Comportamental
Resolução de Problemas
Exemplo
Durante sessões lúdicas estruturadas, o terapeuta identifica que as birras da criança ocorrem para escapar de tarefas e implementa reforçamento diferencial para pedidos adequados de ajuda, ensinando habilidades de comunicação funcional e treinando os pais a manter contingências consistentes em casa.
3 Ondas da Terapia Comportamental
1ª Onda
Terapia Comportamental Clássica
Décadas de 1950 a 1960
Baseada no behaviorismo e nos princípios de condicionamento clássico e operante.
Foco no comportamento observável, modificação direta de contingências, técnicas como exposição, reforçamento, modelagem.
Ex.: Terapia de Dessensibilização Sistemática (Wolpe)
Pavlov, Skinner, Watson, Thorndike
2ª Onda
Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCC)
Décadas de 1970 a 1980
Integra cognições como mediadores do comportamento: crenças. esquemas, pensamentos automáticos.
Usa técnicas como reestruturação cognitiva e treino em habilidades.
Ex.: Terapia Cognitiva de Aaron Beck
Bandura, Aaron Beck
Comportamento Observável + cognição (pensamento, emoções)
3ª Onda
Terapias Contextuais
A partir de 1990
Ênfase no contexto e na função dos comportamentos, incluindo eventos privados.
Valoriza flexibiliade psicológica, aceitação e processos funcionais
Ex.: ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), DBT (Terapia Comportamental Dialética), Mindfuless
Hayes
Pacientes são ensinados a aceitar emoções e pensamentos indesejáveis.
O Comportamento é aprendido
O sujeito possui comportamentos desajustados (foco da terapia)
Valoriza o sujeito com seu meio e não a relação com o terapeuta
Terapeuta possui uma atuação mais diretiva
Científica
Ativa
Focada no presente
Focada na Aprendizagem
Individualizada
Progressiva: do mais simples para o mais complexo.
Breve
TAC
Terapia Analítica Comportamental
Fatores basilares
Análise Experimental do comportamento
Processos Básicos
Comportamento Operante
Reforço
Punição
Discriminação de estímulos
Esquemas de Reforço
Comportamento respondente
Processos Compexos
Supressão condicionada
Desamparo aprendido
Ressurgência comportamental
Filosofia Behaviorista Radical
Visão monista e materialista
Comportamento determinado
Comportamento como interação
Visão Contextualista
Visão Selecionista
Nível Filogenético (evolução da espécie)
Nível Ontogenético (história do indivíduo)
Nível Cultural (transmissão social de práticas)
Pressuposto Básico da TAC
Sd (Estímulo Discriminativo) --> R (resposta) --> Sr+ (reforço positivo)
Sd= A professora diz "Hora de guardar o brinquedo"; R= A criança guarda; Sr+ = a professora elogia.
Recusa do Mentalismo: o que importa não é o que tem dentro, mas o que determina o que tem dentro.
Realizar análise funcionais = estabelecer entre o que sente, o que pensa e o que faz.
Promover mudanças no comportamento por meio de mudanças nas contingências.
Atuação clínica
Funções do terapeuta = evocar, eliciar, reforçar, extinguir, modelar comportamentos
Avaliação Funcional = identificação das relações de dependência entre as respostas, o contexto e seus efeitos.
Objetivos da Avaliação
Identificar o comportamento alvo e as condições ambientais que o mantém
Determinar a intervenção apropriada
Monitorar o progresso da intervenção
Medir a eficácia da intervenção
FAP
Psicoterapia Analítico Funcional
Fundada por Robert Kohlenber e Mavis Tsai na década de 1980
Direcionada para pessoas com queixas de problemas de relacionamento interpessoal
Mudar padrões de comportamento = Agressividade, Passividade
O reforço positivo em sessão em relação ao comportamento alvo é o mecanismo de mudança clínica envolvido na FAP
Ciência do relacionamento = o papel da conexão social na vida dos seres humanos
As relações sociais são o contexto para modelar o funcionamento psicológico e o bem estar.
Uma conexão social com o outro é facilitada quando o indivíduo se relaciona de maneira genuína e autêntica
O construto central deste modelo é o processo de relações de
vulnerabilidade-responsividade (VRR)
8 Alvos clínicos
2 alvos de consciência = (1) autoconsciência e (2) consciência do outro
3 alvos de coragem: (3) expressar emoção; (4) autorevelação; (5) pedir.
3 alvos de amor: (6) fornecer segurança e aceitação; (7) fornecer validação e compreensão; (8) dar
4 Pilares da FAP
Bases Filosóficas: Behaviorismo Radical
Formulação de Caso: modificar os comportamentos dentro da sessão e então generalizá-los para o cotidiano.
Psicopatologia: ausência de conexão social na vida dos indivíduos leva ao desenvolvimento de transtornos psicológico
Saúde Mental: fazer com que o paciente consiga estabelecer relacionamentos mais íntimos
ACT
Terapia da Aceitação e Compromisso
O que potencializa o sofrimento humano é a inflexibilidade psicológica
Atenção Inflexível: foco no passado ou no futuro
Esquiva Experencial: Evitar pensamento doloroso
Fusão Cognitiva: assumir verdades absolutas
Apego ao conceitualizado: definir-se rigidamente
Impulsividade ou inércia: dificuldade de avançar
Falta de contato com valores escolhidos
As pessoas se esquivam de experiências desagradáveis
Adonismo = buscar o prazer e evitar a dor
Inflexibilidade Psicológica = quero mudar mas não consigo
Enquanto há vida, existe dor (sensações)
AC
Ativação Comportamental
Direcionada para o tratamento de depressão
Restituir as taxas de respostas contingentes ao reforçamento positivo chamado de Agenda dos Eventos Prazerosos
Princípios Básicos da AC
Reforçamento positivo: alegria, prazer, satisfação
Reforçamento Negativo: alívio, ansiedade
Punição Positiva: tristeza, medo, ansiedade
Punição Negativa: tristeza, medo, ansiedade
Extinção: tristeza, medo, ansiedade
Tríplice contingência
Durante um episódio depressivo, alguns comportamentos do indivíduo diminuiriam de frequência
Fuga e esquiva passiva de eventos aversivos = desenvolvidos por reforçamento negativo
Causas da Depressão = interrupção da disponibilidade dos reforçadores; falta de repertório para produzir reforçadores ou perda da efetividade dos reforçadores.
Quanto pior você sente = menos você faz // Quanto menos você faz = pior você se sente.
Contingências que interferem
no Taxa de Resposta
a Reforço Positivo
Contextos de Punição
Incontrolabilidade com eventos aversivos
Extinção operante (fim de um relacionamento)
Avaliação: Inventário de Depressão de Beck
Agenda diária de atividades: o coração da AC (pontuando domínio e prazer para cada ação)
PBE
Psicologia Baseada em Evidências
Fatores Comuns
em Psicoterapia
Qualidade do Terapeuta
Características do cliente
Relação Terapêutica
Todas as formas de terapia funcionam igualmente (veredito do pássaro Dodô - Alice no Pais das Maravilhas)
Fatores
Específicos
Há um comportamento-alvo: queixa ou transtorno a ser tratado.
Há uma explicação teórica sobre a origem do problema
Há mecanismos de mudanças consistentes com determinada abordagem teórica.
Esses mecanismos de mudanças indicam uma terapêutica a ser empregada
Os resultados são atribuídos à terapêutica empregada (fator específico)
Indicações APA
Transtorno de Jogo - TCC
Transtornos por uso de substâncias = TCC
Fobias específicas - Terapia de Exposição
Transtorno Obsessivo-Compulsivo - ACT
PBE
A escolha se dá analisando ....
As evidências disponíveis
A perícia clínica do terapeuta
As preferências e culturas do paciente