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Psicologia Fenomenológica e Existencial - Coggle Diagram
Psicologia Fenomenológica e Existencial
O que é?
Estudo da experiencia pessoal e da existência humana
A Fenomenologia enfatiza a descrição da experiência tal como ela se apresenta à consciência.
O Existencialismo enfatiza a liberdade, a responsabilidade e a busca de sentido na vida.
Comparação
Fenomenologia
Descreve como a experiência aparece.
Foco na consciência.
Atenção à percepção imediata e subjetiva.
Busca compreender o fenômeno.
Existencialismo
Analisa por que e para quê vivemos certas experiências.
Foco na existência.
Atenção às escolhas, liberdade e sentido.
Busca compreender o ser humano como um todo existencial.
Principais Conceitos
Fenomenologia
Experiência vivida (vivência): foco no modo como o indivíduo percebe sua realidade.
Intencionalidade da consciência: a consciência sempre se dirige a algo.
Epoché: suspensão de julgamentos para compreender a experiência como ela é.
Redução fenomenológica: retornar à essência da experiência.
Noema e noese: relação entre o que se percebe e o ato de perceber.
Existencialismo
Liberdade: o ser humano é livre para escolher e construir sua existência.
Responsabilidade: cada escolha tem consequências e exige assumir autoresponsabilidade.
Angústia: sentimento provocado pela consciência da liberdade e das possibilidades.
Autenticidade: viver de forma verdadeira, guiado por valores próprios.
Busca de sentido: encontrar propósitos únicos e pessoais para a vida.
Principais autores
Edmund Husserl
Criador da fenomenologia.
Propôs a epoché, que é a suspensão de julgamentos para observar a experiência pura.
Introduziu os conceitos de noema (o que aparece à consciência) e noese (o ato de perceber).
Enfatiza a intencionalidade, isto é, a consciência sempre está direcionada a algo.
Martin Heidegger
Transformou a fenomenologia em uma análise da existência humana (Dasein).
Introduziu conceitos como:
Ser-no-mundo → o ser humano sempre existe em relação ao mundo.
Angústia → revela a liberdade e a responsabilidade de existir.
Autenticidade → viver de acordo com o próprio sentido, e não pressionado pelo “eles”.
Jean-Paul Sartre
Defende que “a existência precede a essência”: somos responsáveis por nos construir.
Realça a liberdade radical do ser humano.
Introduz o conceito de má-fé, quando a pessoa foge de sua liberdade fingindo não ter escolhas.
Destaca a responsabilidade pelas escolhas e a angústia existencial.
Uso na terapia e na vida cotidiana
Na vida cotidiana
Auxilia na tomada de decisões mais conscientes.
Ajuda a lidar com crises existenciais, perdas e mudanças.
Incentiva a reflexão sobre propósito, valores e sentido.
Promove maior autonomia e responsabilidade.
Na Terapia
O terapeuta acolhe o cliente sem julgamentos.
Incentiva a descrição da experiência presente.
Trabalha a consciência das escolhas e responsabilidades.
Ajuda o paciente a encontrar sentido, autenticidade e coerência interna.
Utiliza a fala e o diálogo profundo como principais ferramentas.
Críticas relacionadas ao tema
Subjetividade excessiva, dificultando validação científica.
Métodos considerados pouco padronizados.
Foco intenso no indivíduo, às vezes ignorando fatores sociais.
Pode ser difícil para alguns pacientes lidar com temas como liberdade, responsabilidade e angústia.
Exige maturidade emocional para aprofundar-se no próprio sentido da vida.