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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTEMICA (HAS) - Coggle Diagram
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTEMICA (HAS)
Hipertensão Arterial Sistêmica
1. Fisiopatologia
1.1. Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA)
Hiperatividade do sistema leva ao aumento de renina e angiotensina II.
Angiotensina II:
Forte vasoconstrição.
Estimula o sistema nervoso simpático.
Aumenta a reabsorção renal de sódio.
Induz a secreção de aldosterona (retenção hídrica).
Favorece inflamação e remodelamento vascular.
1.2. Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e Disfunção Endotelial
Predominância do tônus simpático: aumenta frequência cardíaca, contratilidade e vasoconstrição.
Disfunção endotelial:
Menor produção de óxido nítrico (vasodilatador).
Maior produção de substâncias vasoconstritoras (ex: endotelina-1).
Resulta em vasoconstrição persistente e rigidez arterial.
2. Fatores de Risco e Conceito (Hipertensão Primária)
Forma mais comum, sem causa única definida.
Interação entre predisposição genética e fatores ambientais.
Principais Fatores de Risco:
Idade avançada.
Obesidade (associada à resistência insulínica).
Sedentarismo.
Consumo elevado de sódio.
Etilismo.
Estresse crônico.
Antecedentes familiares.
3. Semiologia
3.1. Anamnese e Técnica Correta de Aferição
Anamnese: investigar sintomas, história familiar, hábitos e medicamentos.
Técnica de aferição:
Repouso de 5 min, sem café ou cigarro.
Braço na altura do coração.
Manguito de tamanho adequado.
Realizar pelo menos duas medidas.
3.2. Exame Físico e Lesões de Órgãos-Alvo (LOA)
Exame Físico: avaliar PA em mais de um membro, pulsos, ausculta cardíaca/pulmonar.
Fundoscopia: essencial para identificar retinopatia hipertensiva.
Principais Lesões de Órgãos-Alvo:
Hipertrofia ventricular esquerda.
Doença renal crônica.
Retinopatia.
Doença arterial periférica.
Acidentes vasculares encefálicos.
4. Diagnóstico Complementar e Estratificação
4.1. Exames de Rotina
Hemograma, glicemia, lipidograma.
Creatinina e taxa de filtração glomerular.
Eletrólitos (sódio e potássio).
TSH (quando necessário).
Urina tipo 1.
Eletrocardiograma (ECG).
4.2. Confirmação Diagnóstica
Medidas elevadas em pelo menos duas consultas.
MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial): avalia por 24h.
MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial): medidas na rotina do paciente.
4.3. Classificação e Estratificação de Risco
Classificação da Hipertensão: Estágios 1, 2 e 3.
Estratificação do Risco: Baixo, moderado, alto ou muito alto (considera comorbidades, LOA, etc.).
5. Hipertensão Secundária
5.1. Pistas Clínicas e Causas Comuns
Suspeita: início precoce/abrupto ou hipertensão resistente.
Causas Renais: nefropatias crônicas, glomerulopatias.
Causa Renovascular: estenose da artéria renal.
SAOS (Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono).
5.2. Causas Endócrinas
Hiperaldosteronismo primário: retenção de sódio e perda de potássio.
Feocromocitoma: tumor secretor de catecolaminas.
Síndrome de Cushing: excesso de cortisol.
6. Manejo e Prevenção
6.1. Medidas Não Medicamentosas (MEV)
Perda de peso.
Redução do consumo de sódio.
Dieta DASH.
Prática regular de atividade física.
Cessação do tabagismo.
Moderação no uso de álcool.
Manejo do estresse.
6.2. Tratamento Medicamentoso Básico
Diuréticos tiazídicos.
Inibidores da ECA (IECA).
Bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA).
Bloqueadores dos canais de cálcio.
Betabloqueadores.