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POVOAMENTO E FORMAÇÃO DO SISTEMA LITERÁRIO NO RS - Coggle Diagram
POVOAMENTO E FORMAÇÃO DO SISTEMA LITERÁRIO NO RS
Povos indígenas
Havia diversidades culturais pela grande quantia de nações indígenas. Assim moldaram muitas práticas como também o uso do território
FORMAÇÃO DO SISTEMA LITERÁRIO
Agentes e Instituições
Partenon Literário (Porto Alegre, 1868)
Revistas, saraus, bibliotecas e incentivo à leitura e escrita
Eixo organizador do campo literário regional
Temas e estéticas
Regionalismo romântico
Exaltação do gáucho, da paisagem, da tradição
Atualmente, debates sobre educação, moral e política
Como as guerras e o povoamento afetaram a literatura
Os conflitos regionais produziram uma identidade comum entre todos os gaúchos
A produção de mitos e figuras históricas (apesar de ser necessária a desconstrução desses mitos e lermos a realidade desses personagens) foi necessária para criarmos um sentimento saudável de bairrismo e amor ao estado
Os jornais, revistas e sociedades literárias institucionalizaram a escrita regional. Produzindo clássicos aqui do estado
Difundiram a história de Martim fierro (escrito na Argentina, por José Hernandez)
Ramiro Barcellos escreveu, por meio de seu pseudônimo Amaro Juvenal, o poema Antônio Ximango; com finalidade de criticar Borges de Medeiros
Simões Lopez Neto reuniu diversos contos gauchescos comuns do estado, além de trazer fábulas originais do RS e trouxe para a memória escrita em Contos Gauchescos e Lendas do Sul
Érico Verrisimo produziu o Lusíadas gaúcho quando escreveu todos os volumes de O Tempo e o Vento, demarcando cada momento histórico utilizando a narrativa da família Terra-Cambará
Difusão do vocabulário gaúcho e campesino; circularidade entre cultural oral e escrita
Reduções Jesuíticas
Articulação entre evangelização dos indígenas e produção e redução em aldeamentos (civilização indígena)
O conflito entre as reduções e o bandeirismo criaram a abertura para uma nova ordem colonial
Disputas Luso-Hispânicas
Muitas negociações entre Espanha e Portugal, consolidando as fronteiras no sul do Brasil. Logo, desenvolvendo uma forte cultura militar/pioneira na região.
Tropeirismo
Resultado de uma forte economia pastoril e campesina no Rio Grande do Sul, como o charque
Formou as estâncias e as rotas que conectaram o RS ao mercado econômico brasileiro
Fonte importantíssima para a criação do mito do gaúcho brasileiro; valorização da paisagem, do campo e do trabalho no campo. Isso tudo passaria a alimentar toda a produção literária e artistica no estado
Guerras e Revoltas
Revolução Farroupilha
Guerra civíl que teve como objetivo por conquistar mais autonomia do RS na economia do charque. Revolução que foi mitificada junto à imagem do gaúcho
Após diversas releituras históricas dessa revolução e reinterpretações, o povo gaúcho começou a idealizar os personagens e simbolizaram o Gaúcho como um herói
Guerra do Paraguai
Grande ligação entre a Coroa com o Rio Grande do Sul, onde o próprio Imperador Dom Pedro II lutou ao lado do povo gaúcho
Revolução Federalista
Guerra Civil marcada com violência e polarização política. Grande presença da imprensa e da literatura como agentes de guerra e polarização em plena modernidade.