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Anotações doenças transmitidas por alimentos VII - Coggle Diagram
Anotações doenças transmitidas por alimentos VII
Alguns gêneros de fungos podem produzir
micotoxinas, entre as quais destacam-se a aflatoxina, ocratoxina, zearalenona, patulina, fumonisina e desoxinivalenol.
Micotoxicoses: intoxicação resultante da ingestão de alimentos contaminados com micotoxinas.
Micetismos: intoxicação ou envenenamento causado pela ingestão de fungos macroscópicos, como por exemplo, os cogumelos.
A presença do fungo no alimento não implica, obrigatoriamente, em produção de micotoxina, assim como, a toxina pode estar presente no alimento mesmo na ausência do fungo, considerando que a maioria das micotoxinas são termoestáveis.
Determinados tratamentos térmicos ou processos de desidratação podem ser suficientes para destruir o micélio vegetativo dos fungos, mas não as micotoxinas
As micotoxinas podem entrar na cadeia alimentar humana direta ou indiretamente:
Direta: consumo dos cereais, oleaginosas e derivados contaminados.
Indireta: animais que se alimentam com rações previamente contaminadas podem excretar micotoxinas no leite, carne e ovos, e consequentemente, constituir-se em fonte de contaminação
O efeito agudo de uma micotoxina depende da dose e da frequência com que é ingerida, podendo ser letal.
O efeito crônico de muitas micotoxinas engloba a indução de câncer, principalmente no fígado. Algumas interferem na replicação do DNA e podem produzir efeitos mutagênicos e teratogênicos.
AFLATOXINA:
as espécies mais importantes de Aspergillus produtoras de aflatoxinas são A. flavus e A. parasiticus.
efeitos carcinogênicos que podem provocar em animais e o efeito agudo tóxico em seres humanos (imunossupressores, mutagênicos, teratogênicos e carcinogênicos.)
Uma série de aflatoxinas são produzidas por fungos, destacando–se B1, B2, que apresentam fluorescência azul violeta e G1 e G2, fluorescência azul esverdeada,
A aflatoxina B1 é a mais tóxica das aflatoxinas, causando uma variedade de efeitos adversos e, em alguns casos podem ser letais
O fígado é o principal órgão atingido após uma ingestão aguda por aflatoxinas, sendo estas são encontradas também em outros tecidos animais e produtos, como carne, milho e ovos.
As aflotoxinas M1 e M2 são metabólitos hidroxilados das aflatoxinas B1 e B2 e podem estar presentes no leite e
produtos derivados obtidos de animais que ingeriram ração contaminada com estas aflatoxinas.
contaminação em produtos animais pode ocorrer como resíduo tecidual de micotoxinas ingeridas pelo animal nas rações contaminadas
exemplo, quando os animais leiteiros são alimentados com ração contendo aflatoxina, o metabólito M1 aparece no leite.
FUMONISINA:
produzida por algumas cepas de Fusarium, encontrada principalmente em milho.
Pode ser fatal para alguns animais, como os equinos, nos quais causa a leucoencefalomalacia.
PATULINA:
metabólito secundário produzido por diferentes gêneros e espécies de fungos.
Comum em sucos de frutas (especialmente maçã e pêssego), trigo, pó de cacau, queijo, salame, feijão, soja,
milho, cevada, presunto, amendoim, plantas forrageiras e para silagem
produzida por várias espécies de Penicillium, Aspergillus, entre outros
OCRATOXINAS:
são produzidas por cepas de Aspergillus e Penicillium presentes em cereais, café e pão.
É uma potente micotoxina nefrotóxica que pode causar câncer em animais de laboratório e em suínos. Os danos e o efeito letal podem variar de acordo com o animal e o tipo de ingestão.
Alguns são mais sensíveis à ocratoxina A (OTA), como os cães e suínos,
ÁCIDO FUSÁRICO:
uma das micotoxinas mais distribuídas na natureza uma vez que ela é produzida pela maioria das espécies do gênero Fusarium.
possui a capacidade de aumentar a toxicidade de outras micotoxinas.
ZEARALENONA:
produzida principalmente por Fusarium graminearum, sobretudo em trigo e milho, mas também em sorgo, cevada e rações animais.
efeitos estrogênicos em várias espécies animais
alcaloides do ergot
fungo do gênero Claviceps produz, mais conhecido Claviceps purpurea.
ergotismo e afeta tanto animais de criação quanto humanos.
A contaminação ocorre principalmente em cereais como centeio, trigo, cevada, aveia e sorgo
Manifestações clínicas:
Forma gangrenosa: Causa vasoconstrição, levando a uma diminuição do fluxo sanguíneo para as extremidades, provocando dor intensa, necrose e
Forma convulsiva: Afeta o sistema nervoso central, resultando em convulsões, alucinações, espasmos musculares
Forma reprodutiva: Pode causar problemas reprodutivos em animais
Os alcaloides do ergot incluem vários compostos com estruturas químicas diferentes
Clavinas, Ácidos lisérgicos, Amidas do ácido lisérgico, Ergopeptinas (por exemplo, ergotamina, ergocristina)
Embora esses compostos sejam tóxicos, alguns alcaloides do ergot, ou seus derivados sintéticos, são utilizados na medicina para tratar enxaquecas e hemorragias uterinas.