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ENSINAR - Coggle Diagram
ENSINAR
NÃO HÁ DOCÊNCIA SEM DISCÊNCIA
ENSINAR EXIGE RIGOROSIDADE METODOLÓGICA
O educador deve mostrar aos educandos a beleza de estarem no mundo como seres históricos, intervindo e conhecendo-o.
O educar deve instigar a capacidade crítica, a curiosidade e a insubmissão dos educandos.
O educador não deve apenas transferir conhecimento, mas sim trabalhar em conjunto com os educandos na construção e reconstrução do saber.
ENSINAR EXIGE PESQUISA
Há uma relação intrínseca entre ensino e pesquisa, um não existe sem o outro.
O ensino é impulsionado pela busca, pela indagação e pela autoindagação.
O educador se educa ao mesmo tempo em que educa, em um ciclo contínuo de aprendizado.
ENSINAR EXIGE RESPEITO AOS SABERES DO EDUCANDO
A escola deve valorizar e respeitar os conhecimentos que os alunos já possuem,
A escola deve abordar e discutir os problemas enfrentados pelos alunos, conectando o aprendizado à realidade deles.
Estabelecer uma conexão entre os conteúdos e a experiência social dos alunos é essencial para uma aprendizagem relevante.
É importante discutir as questões políticas, ideológicas e éticas relacionadas aos problemas sociais.
ENSINAR EXIGE CRITICIDADE
A superação do saber ingênuo ocorre à medida que a curiosidade crítica se torna metodicamente rigorosa.
O processo de aprendizado envolve uma transformação contínua,
Não há uma ruptura entre o saber baseado na experiência e o saber que resulta de métodos rigorosos, mas sim uma superação.
ENSINAR EXIGE ESTÉTICA E ÉTICA
Seres históricos e éticos capazes de comparar, valorizar, intervir, escolher, decidir e romper,
Transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é uma forma de desumanizar o processo educativo.
O ensino não pode ser alheio à formação moral do educando, respeitando a natureza humana.
Deve haver uma coerência entre o pensar certo e o agir certo, e não se pode pensar certo à margem de princípios éticos.
A mudança é uma possibilidade e um direito.
ENSINAR EXIGE A CORPOREIFICAÇÃO DA PALAVRA PELO EXEMPLO
O professor que ensina corretamente não se limita a dar ordens, mas demonstra na prática o que ensina.
As palavras do professor perdem valor se não forem acompanhadas por ações.
É essencial que a prática do professor sirva como testemunho.
ENSINAR EXIGE RISCO, ACEITAÇÃO DO NOVO E REJEIÇÃO A QUALQUER
FORMA DE DISCRIMINAÇÃO
O novo não deve ser aceito ou rejeitado apenas por ser novo, assim como o velho não deve ser descartado apenas por sua idade.
A prática preconceituosa relacionada a raça, classe e gênero ofende a essência do ser humano e nega a democracia.
Ensinar a pensar corretamente é uma prática que deve ser vivida e não apenas falada, utilizando a força do testemunho.
É responsabilidade do educador desafiar o educando, promovendo uma comunicação que produza compreensão sobre o que está sendo ensinado.
ENSINAR EXIGE REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A PRÁTICA
O aluno deve superar o pensamento ingênuo e adotar um pensar certo, que é construído em colaboração com o professor formador.
É essencial que o educador reconheça o valor das emoções, sensibilidade, afetividade e intuição no processo de ensino-aprendizagem.
A reflexão crítica sobre as práticas passadas é fundamental para melhorar as futuras práticas educativas.
Quanto mais o educador se reconhece e entende sua própria razão de ser, mais capaz ele se torna de mudar e evoluir.
O educador deve decidir, romper, optar e se assumir em sua prática, promovendo um aprendizado ativo e consciente.
ENSINAR EXIGE O RECONHECIMENTO E A ASSUNÇÃO DA IDENTIDADE
CULTURAL
A importância da Prática Educativo-Crítica é propiciar condições para que os educandos tenham experiências de assumir-se como seres sociais e históricos.
Os educandos devem ser pensantes, transformadores e criadores.
A identidade cultural é fundamental e está relacionada à assunção do indivíduo por si mesmo.
Um simples gesto do professor pode ter um grande impacto na formação e autoformação do educando.
As experiências informais de formação ou deformação vividas na escola são significativas e não devem ser negligenciadas.
ENSINAR NÃO É TRANSFERIR CONHECIMENTO
ENSINAR EXIGE CONSCIÊNCIA DO INACABAMENTO
O professor crítico está aberto à mudança e à aceitação do diferente.
Quanto mais cultural é o ser, maior é o suporte ou espaço ao qual ele se apega afetivamente em seu desenvolvimento.
A existência envolve linguagem, cultura e comunicação em níveis profundos.
Não é possível existir sem assumir o direito e o dever de optar, decidir, lutar e fazer política.
ENSINAR EXIGE O RECONHECIMENTO DE SER CONDICIONADO
O saber é reconhecido como uma inconclusão assumida, onde o indivíduo se vê como inacabado.
Ao lutar, o indivíduo deixa de ser apenas um objeto e se torna um sujeito ativo da História.
A educação é fundamentada nesse processo contínuo de busca e aprendizado.
A experiência educativa deve ser aberta à procura, onde educador e alunos são curiosos.
ENSINAR EXIGE RESPEITO À AUTONOMIA DO SER DO EDUCANDO
A dignidade e a identidade do educando são consideradas imperativos éticos.
O professor autoritário e o licencioso são identificados como transgressores da ética na educação.
Ensinar exige um respeito à curiosidade, ao gosto estético, à inquietude, à linguagem e às diferenças do educando.
O educador deve estar respeitosamente presente na experiência formadora do aluno, reconhecendo sua individualidade e contexto.
ENSINAR EXIGE BOM SENSO
A prática metódica da indagação, aferição e dúvida é fundamental para o desenvolvimento do bom senso crítico.
O bom senso desempenha um papel crucial na tomada de decisões, influenciando o que devemos ou não fazer.
É essencial que o bom senso seja acompanhado de ética, garantindo que nossas decisões sejam justas e responsáveis.
ENSINAR EXIGE HUMILDADE, TOLERÂNCIA E LUTA EM DEFESA DOS
DIREITOS DOS EDUCADORES
A luta dos professores em defesa de seus direitos e dignidade.
A prática docente é vista como uma prática ética, crucial para o desenvolvimento profissional.
Cultivar a humildade e a tolerância para manter o respeito pelos alunos.
A priorização da formação contínua dos professores como uma tarefa política essencial.
A necessidade de repensar a eficácia das greves e reinventar as formas de luta, sem desistir de lutar.
ENSINAR EXIGE APREENSÃO DA REALIDADE
A importância de conhecer as diferentes dimensões da prática educativa para um desempenho mais seguro.
A memorização mecânica não é considerada aprendizado verdadeiro, enfatizando a importância da compreensão.
Aprender é visto como uma aventura criativa, um processo de construção e transformação que envolve riscos.
O professor progressista deve auxiliar o aluno a ser o principal responsável por sua própria formação.
ENSINAR EXIGE ALEGRIA E ESPERANÇA
A esperança como um elemento fundamental na relação entre professores e alunos, permitindo aprender, ensinar, produzir e resistir juntos.
A esperança crítica é essencial para a experiência histórica e para a problematização do futuro.
O futuro não é algo predeterminado, mas sim algo que pode ser mudado e transformado.
ENSINAR EXIGE A COVICÇÃO DE QUE A MUDANÇA É POSSÍVEL
A compreensão da história como um campo de possibilidades, não de determinações fixas.
O papel do indivíduo como agente ativo na transformação da realidade, não apenas como observador.
A importância de programar a ação político-pedagógica com base nesse conhecimento.
Desafiar os grupos populares a perceberem criticamente a injustiça e a violência, e a possibilidade de mudar essa situação.
Valorizar o "saber de experiência feito" pelos grupos populares, sua visão de mundo e sua compreensão de sua própria existência.
A necessidade de dialogar com os grupos populares, desafiando-os a refletir sobre sua história social e a superar saberes inconsistentes.
ENSINAR EXIGE CURIOSIDADE
A curiosidade é fundamental para o aprendizado e o ensino, tanto para o educando quanto para o educador.
Um ambiente pedagógico democrático é essencial para o desenvolvimento ético e o respeito aos limites.
A importância de transformar a curiosidade espontânea em curiosidade epistemológica, mais crítica e metódica.
A necessidade de uma postura dialógica, aberta, curiosa e indagadora, tanto ao falar quanto ao ouvir.
A necessidade de promover a curiosidade espontânea para que ela evolua para a curiosidade epistemológica.
ENSINAR É UMA ESPECIFICIDADE HUMANA
ENSINAR EXIGE SEGURANÇA, COMPETÊNCIA PROFISSIONAL E
GENEROSIDADE
A segurança e a autoridade do professor são fundamentadas na competência profissional.
A autoridade deve ser exercida com generosidade, não com arrogância, reconhecendo a eticidade.
O educando se torna mais livre à medida que assume eticamente as responsabilidades de suas ações.
O foco principal é a construção da responsabilidade pela liberdade que o indivíduo assume.
O aprendizado da autonomia é o objetivo final, resultante da liberdade e da responsabilidade.
ENSINAR EXIGE COMPROMETIMENTO
A percepção que os alunos têm do professor é crucial para o seu desempenho.
A presença do professor é inerentemente política, e a omissão não é uma opção.
A importância de alinhar o que se diz, faz e parece ser, buscando a autenticidade.
O professor deve demonstrar capacidade de análise, avaliação, justiça e compromisso com a verdade, oferecendo um testemunho ético.
ENSINAR EXIGE COMPREENDER QUE A EDUCAÇÃO É UMA FORMA DE
INTERVENÇÃO NO MUNDO
A prática docente envolve tanto a reprodução quanto o desmascaramento da ideologia dominante.
O professor deve se posicionar a favor da luta contra todas as formas de discriminação e dominação.
Respeito e busca de superação do "saber de experiência feito" dos alunos.
ENSINAR EXIGE LIBERDADE E AUTORIDADE
A autonomia se forma através da experiência de várias decisões que tomamos ao longo da vida.
A autonomia é entendida como um processo contínuo de desenvolvimento pessoal, não algo fixo.
Quanto mais assumir criticamente a liberdade, mais autoridade essa liberdade tem para guiar e permitir lutar pelos direitos.
ENSINAR EXIGE TOMADA CONSCIENTE DE DECISÕES
A educação é vista como um ato de intervenção no mundo, capaz de promover mudanças radicais em diversas áreas, como economia, relações humanas e direitos.
O ser humano é descrito como um ser ético, consciente de sua natureza inacabada, que implica em opções e decisões.
O educador crítico tem a capacidade de demonstrar que é possível mudar a realidade do país, reforçando a importância de sua tarefa político-pedagógica.
A experiência do educador na escola é um momento significativo que deve ser vivido de forma autêntica, reconhecendo seu valor na modificação da realidade.
ENSINAR EXIGE SABER ESCUTAR
A prática de escutar é fundamental para a comunicação eficaz. Somente quem escuta pacientemente e criticamente pode se comunicar de forma autêntica.
A disciplina do silêncio é essencial para a comunicação dialógica. É importante que os participantes saibam quando é o momento de falar e quando é o momento de escutar.
O educador deve aprender a falar escutando, criando um espaço onde o silêncio é respeitado e valorizado, permitindo que todos os participantes se expressem.
O professor autoritário que não escuta os alunos impede que eles se afirmem como sujeitos do conhecimento, limitando seu desenvolvimento cognitivo.
ENSINAR EXIGE RECONHECER QUE A EDUCAÇÃO É IDEOLÓGICA
A ideologia está diretamente relacionada à ocultação da verdade dos fatos, utilizando a linguagem para obscurecer a realidade e nos tornando "míopes".
A teoria da transformação político-social deve ser entendida como parte da compreensão do ser humano como agente da História, capaz de decisões e rupturas.
Os avanços científicos e tecnológicos devem ser utilizados a serviço da humanidade, visando a superação das crises atuais.
Para superar as crises, é necessário seguir um caminho ético, que deve ser uma prioridade.
O educador deve manter uma atitude aberta em relação à realidade, ao mesmo tempo em que exerce uma desconfiança metódica para evitar certezas absolutas.
ENSINAR EXIGE DISPONIBILIDADE PARA O DIÁLOGO
É essencial estabelecer uma relação dialógica, reconhecendo que a história está em constante mudança e, portanto, é inconclusa.
É crucial ter uma postura crítica em relação aos meios de comunicação, entendendo que a neutralidade é impossível.
ENSINAR EXIGE QUERER BEM AOS EDUCANDOS
Demonstrar afeto pelos alunos e pela prática educativa. A afetividade é vista como algo positivo e essencial.
é possível ser sério em sua prática docente e, ao mesmo tempo, expressar afeto.
O rigor metodológico na busca e na docência não é um obstáculo para a alegria, mas sim um caminho para ela.
Referência Bibiográfica:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 1996.
UESB - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA