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RESUMO: Ensino e aprendizagem de conceitos matemáticos concepções
Contexto e problema principal
Educação matemática: concepções sobre o ensino e aprendizagem (Pereira e Vasconcelos, 2006)
Educação Matemática - Estudo de todos os fatores que influenciam direta ou indiretamente os processos de ensino e aprendizagem de matemática e a atuação sobre e com esses fatores
Não podemos olhar para o ensino de matemática de hoje com um pensamento de 50 anos atrás
O professor precisa dar vida aos conhecimentos matemáticos, mostrar utilidade e importância
D'ambosio propõe características de um educador matemático:
Visão do que vem a ser a Matemática
Visão do que constitui a atividade matemática
Visão do que constitui um ambiente favorável à aprendizagem Matemática
Concepções dos professores de matemática e processos de formação (Ponte, 1992)
Professores tendem a ver a matemática como um componente essencialmente teórico e que 'não é para todos'
Tendem a ensiná-lo de forma descontextualizada e despersonalizada
Questões:
Mudar o ensino de matemática significa mudar apenas os métodos de ensino?
Basta mudar a roupagem das aulas de matemática?
Ou é preciso mudar a concepção do professor, do aluno e da sociedade em geral?
Comentário meu
Concepções influenciam diretamente nas formas de ver/fazer matemática em sala de aula
São importantes de serem conhecidas, reconhecidas, estudadas e modificadas
As concepções não são únicas. Se unem, sobressam e se mixam nas práticas dos professores
Como são estas concepções?
Thompson, 1992
Há padrões de comportamento na prática pedagógica. Alguns são conscientes, como noções, métodos e preferências. Outros ocorrem de forma inconsciente, como intuições e crenças
Fiorentini (1995) - Alguns modos de conceber o ensino de Matemática no Brasil
Como uma ciência exata, logicamente organizada, a-histórica e pronta
Ciência vida, dinâmica e historicamente construída pelos homens, para atender determinadas demandas sociais
Ponte (1992) - Concepções dos professores de matemática e professos de formação
Atuam como um filtro
Por um lado dão sentido às práticas realidades, por outro, podem bloquear novas percepções, limitando a atuação e compreensão
São influenciadas por experiências e representações sociais dominantes
Quais são?
Fiorentini (1995) - Alguns modos de ver e conceber o ensino de Matemática no Brasil
Formalista clássica
Ensino centrado no professor - transmissor e expositor
Aprendizagem passiva, de memorização e repetição
Empírico-ativista
Professor como facilitador
Aluno como centro da aprendizagem
Basta observar a natureza ou a matemática para aprender
Formalista moderna
MMM - RIGOR
Ensino autoritário e centrado no professor
Aluno sujeito passivo
Tecnicista
Centrada nos objetos, recursos e técnicas de ensino
Behaviorista
Conteúdos como regras, macetes ou princípios
Construtivista
Processo importa mais do que o resultado
Erro como parte da aprendizagem
Interação com o ambiente e atividades
Socioetnoculturalista
Relação dialógica entre professor e aluno
Apoia-se em Freire e D'Ambrosio
Matemática é prática, relativa e não universal
Sociointeracionista
Professor: mediador
Vygotsky - ZDP
Ponte (1992) - Concepções de professores de matemática e processos de formação
Professores tendem a valorizar aspectos lógicos e formais
A forma de lidar com os alunos se altera de acordo com o nível de ensino
Ao longo da formação inicial, a concepção se modifica, tornando-se mais e mais formalista
Concepções:
Formal
Tecnicista
Focada em probkemas e no aluno
Qual seguir?
Fiorentini (1995) - Alguns modos de ver e conceber o ensino de Matemática no Brasil
Diversidade metodológica
Construir criticamente e assumir a que atende às suas expectativas
Como mudam?
Ponte (1992) - Concepções dos professores de matemática e professos de formação
Novas orientações curriculares, formações, leituras...
Tendência a acomodar novas ideias nas concepções que já possuem (datashow como quadro)