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Políticas Curriculares - Coggle Diagram
Políticas Curriculares
História do Currículo Currículo como Construção Histórico-Cultural
Origem do termo
do latim curriculum (trajeto, percurso, caminho)
Século XVI
ordem de disciplinas nas universidades
Século XX
consolidação do campo curricular, associado à industrialização e ao modelo taylorista (eficiência, controle, racionalização).
Currículo como práxis social
Expressa o projeto cultural da sociedade.
Reflete interesses econômicos, políticos e ideológicos.
Não é neutro: seleciona, privilegia e silencia saberes.
Transformações históricas
Currículo tecnicista (controle, mensuração, produtividade).
Críticas nos anos 1960-70
escola como reprodutora da desigualdade (Althusser, Bourdieu, Passeron).
Teorias críticas
resistência, luta, emancipação (Apple, Giroux, Freire).
Pós-críticas
foco em identidade, diferença, multiculturalismo.
Teorias sobre Currículo: Compreensão e Mudança
Questões centrais
O que ensinar?
Quem decide o que é válido no currículo?
Que sujeitos queremos formar?
Teorias Tradicionais
Bobbit
currículo como eficiência (inspirado em Taylorismo).
Tyler
4 perguntas-chave (objetivos, experiências, organização, avaliação).
Dewey
currículo democrático, valorizando a experiência da criança.
Teorias Críticas
Currículo como construção de pode
Denúncia da reprodução social
Althusser
escola = Aparelho Ideológico do Estado.
Bourdieu & Passeron
reprodução cultural e desigualdades.
Bowles & Gintis
currículo legitima a divisão de classes.
Teorias Pós-Críticas
Currículo como espaço de disputa cultural.
Ênfase em identidade, gênero, etnia, multiculturalismo, subjetividades.
Influência dos estudos pós-modernos e pós-estruturalistas.
Papel Político do Currículo
Não é neutro, reflete escolhas e intencionalidades
Define quem tem acesso a que conhecimentos.
Articula poder, identidade e cultura
Instrumento de controle social ou de emancipação crítica.
Diretrizes Curriculares Nacionais e Documentos Orientadores
Educação Básica
DCNs Gerais (2010)
Princípios
igualdade, pluralidade, justiça social.
Foco: direito universal à educação com qualidade social.
Gestão democrática e valorização da diversidade.
Educação Infantil
DCNs EI (2009)
criança como sujeito histórico e de direitos; princípios éticos, políticos e estéticos.
Ensino Fundamental
DCNs EF (2010)
Obrigatoriedade de 9 anos.
Princípios: cidadania, qualidade social, equidade.
Redução de desigualdades e distorções idade/ano.
Ensino Médio (DCNEM – 2024)
Ênfase em itinerários formativos, flexibilização curricular e protagonismo juvenil.
Educação de Jovens e Adultos – EJA (2025)
Reparação social e equidade.
Inclusão de sujeitos historicamente excluídos.
Educação Integral em Tempo Integral (2025)
Ampliação da jornada escolar.
Integração entre tempos e espaços de aprendizagem.
Educação Ambiental
DCNs EA (2012): cidadania ambiental, ética do cuidado, sustentabilidade.
Marco legal: CF/88, LDB, Lei 9.795/99.
Educação Escolar Quilombola
Resolução CNE/CEB nº 8/2012.
Memória coletiva, identidade cultural, territorialidade.
Direito à diversidade étnico-racial.
Educação Escolar Indígena (2012)
Respeito às línguas maternas, tradições culturais e organização própria.
Educação bilíngue e intercultural.
Educação Especial
DCNs (2001) e Diretrizes Operacionais AEE (2009).
Princípios: inclusão, acessibilidade, atendimento educacional especializado.
Educação em Direitos Humanos (2012)
Fundamentos: dignidade humana, justiça social, cidadania.
Transversalidade
deve estar presente em toda a Educação Básica.
Documentos Internacionais
Plano Decenal de Educação para Todos (1993-2003).
Conferência Mundial de Educação para Todos (1990).
Declaração Mundial Sobre Educação para Todos (Jomtien, 1990).