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Suporte Básico e Avançado à Vida - Coggle Diagram
Suporte Básico e Avançado à Vida
Conceito Geral
SBV (Suporte Básico à Vida):
Ações iniciais para manter a vida até chegada do suporte avançado.
SAV (Suporte Avançado à Vida):
Intervenções complexas realizadas por profissionais treinados (médicos e enfermeiros capacitados).
SBV
objetivo
Manter oxigenação cerebral e perfusão até chegada do SAV.
Principais ações
Avaliação primária (ABC: vias aéreas, respiração, circulação)
RCP de alta qualidade (compressões 100–120/min, profundidade 5–6 cm)
Ventilação com bolsa-válvula-máscara
Uso do DEA (Desfibrilador Externo Automático)
Manobras de desobstrução de vias aéreas
Acionamento rápido do serviço de emergência (SAMU 192)
SAV
Objetivo:
Restaurar circulação espontânea e tratar causas reversíveis.
Atuação do enfermeiro:
Monitorização cardíaca (ECG)
Acesso venoso periférico
Administração de medicamentos sob prescrição (ex: adrenalina, amiodarona)
Ventilação avançada (BVM, preparo para intubação)
Identificação dos 5H e 5T da PCR:
5H: Hipóxia, Hipovolemia, Hidrogênio (acidose), Hipo/hiperpotassemia, Hipotermia
5T: Trombose coronária, Trombose pulmonar, Tamponamento cardíaco, Tóxicos, Trauma
Medicação
Dose padrão
Indicação
Fármaco
Adrenalina
Amiodarona
Atropina
Bradicardia
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FV/TV refratária
300 mg IV
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PCR
1 mg IV a cada 3–5 min
Protocolo SAMU
Avaliação primária: Responsividade, vias aéreas, respiração, circulação, neurologia
Avaliação secundária: Histórico, exame físico, glicemia, oximetria
Intervenções: RCP, DEA, oxigenoterapia, imobilização, transporte seguro
Avaliação Primária (ABCDE)
Essencial no atendimento inicial de qualquer emergência:
Intervenção do Enfermeiro
Avaliação
Letra
A – Airway
B – Breathing
C – Circulation
D – Disability
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Circulação
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Vias aéreas
Respiração
Oxigenoterapia, ventilação com BVM
Desobstrução, cânula orofaríngea
RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar)
Adulto:
Compressões: 100–120/min
Profundidade: 5–6 cm
Relação compressão/ventilação: 30:2 (sem via aérea avançada)
Lactente:
Dois dedos no centro do tórax
Relação compressão/ventilação: 15:2 (dois socorristas)
Trocar o reanimador a cada 2 minutos para manter eficácia.
DEA (Desfibrilador Externo Automático)
Ritmos chocáveis:
Fibrilação ventricular (FV)
Taquicardia ventricular sem pulso (TVSP)
Passos:
Ligar o DEA
Colocar os eletrodos
Seguir comandos de voz
Afastar-se para aplicar choque
Fluxograma de Atendimento à Parada Cardiorrespiratória (PCR)
Paciente inconsciente → Verificar pulso e respiração
Ausência de pulso e respiração → Iniciar RCP (30:2)
Chamar o SAMU / Solicitar DEA
Aplicar DEA → Ritmo chocável? (FV/TVSP)
Sim → Choque + RCP por 2 min → Reavaliar
Não → Continuar RCP + suporte avançado
Chegada do SAV → Intubação, drogas, monitorização
Retorno da circulação espontânea → Cuidados pós-PCR
Cuidados Pós-PCR
Após retorno da circulação, o enfermeiro deve:
Monitorar sinais vitais continuamente
Manter saturação >94% com oxigenoterapia
Controlar glicemia capilar
Avaliar nível de consciência (Glasgow)
Escala de Coma de Glasgow
Componente
Pontuação
Descrição
4 – espontânea 3 – ao comando verbal 2 – ao estímulo doloroso 1 – nenhuma
1 a 4
1 a 5
5 – orientado 4 – confuso 3 – palavras inapropriadas 2 – sons incompreensíveis 1 – nenhuma
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Abertura Ocular (O)
Resposta Verbal (V)
Resposta Motora (M)
1 a 6
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Pontuação total varia de 3 a 15
9–12: TCE moderado
≤8: TCE grave → indica necessidade de intubação
13–15: TCE leve
Preparar paciente para transferência segura
Diferenças entre SBV e SAV
Aspecto
SBV (Básico)
SAV (Avançado)
Leigos treinados / enfermeiros
DEA, BVM, oxigênio
RCP, ventilação, desfibrilação
Manter vida até chegada do SAV
Médicos / enfermeiros capacitados
Monitor cardíaco, drogas, intubação
ECG, acesso venoso, medicações
Reverter PCR e tratar causas
Profissionais
Equipamentos
Intervenções
Objetivo
Ressuscitação Cardiopulmonar na Enfermagem
O que é RCP?
É um conjunto de manobras que visa restabelecer a circulação sanguínea e a ventilação em vítimas de parada cardiorrespiratória (PCR). A atuação rápida do enfermeiro pode salvar vidas até a chegada do suporte avançado.
Etapas da RCP segundo protocolos atuais
Avaliação da cena
Verifique se o ambiente é seguro para agir.
Verificação de resposta
Chame a vítima e aplique estímulo tátil
Acionamento do socorro
Solicite ajuda especializada (SAMU 192).
Verificação de respiração e pulso
Observe tórax, ouça sons respiratórios, sinta fluxo de ar por até 10 segundos
Início das compressões torácicas
Adulto: 100–120/min, profundidade de 5–6 cm, relação 30:2
Lactente: dois dedos no centro do tórax, relação 15:2 (dois socorristas)
Ventilação artificial
Com bolsa-válvula-máscara ou boca-a-boca, observando elevação do tórax.
Uso do DEA (Desfibrilador Externo Automático)
Ritmos chocáveis: FV e TV sem pulso
Siga comandos do aparelho e aplique choque se indicado
Continuidade da RCP
Sem interrupções até retorno da circulação ou chegada do SAV.
Ventilação com Bolsa-Válvula-Máscara (BVM)
Volume suficiente para elevação visível do tórax
Evitar hiperventilação (1 ventilação a cada 6 segundos)
Verificar vedação adequada da máscara
Pode ser realizada por enfermeiros treinados
Ritmos Cardíacos na PCR
Ritmo
Chocável?
Intervenção
Desfibrilação + RCP
Sim
Fibrilação Ventricular (FV)
Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP)
Sim
Desfibrilação + RCP
Assistolia
Não
RCP + Adrenalina
Atividade elétrica sem pulso (AESP)
Não
RCP + Adrenalina