Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
RELAÇÕES DE PODER NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES - Coggle Diagram
RELAÇÕES DE PODER NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES
RELAÇÕES DE PODER (Como o poder se manifesta nas interações)
Interações Internas
Moldando Decisões e Prioridades
Disputas e alianças internas definem propostas
Procópio & França Filho (2005): O "modelo de poder utilitário" foca na busca por "atores responsáveis por processos de subordinação" que intencionalmente alteram a conduta alheia.
Cultura Organizacional
O poder atua na formação de normas, valores e comportamentos aceitos.
Bertero (1996, citado por Procópio & França Filho): Sugere que o poder pode "modelar a cultura organizacional".
Hierarquias e Estruturas
O poder é fundamental para a formação e manutenção de hierarquias.
Hall (2004) implica que o poder molda estruturas e processos.
Jogos Políticos e Micropoderes
Indivíduos e grupos manobram para ganhar influência
"Power 'In' Organizations" (Fleming & Spicer, 2014)
Coalizões de Poder (Falcini, 1993)
Interação entre Coalizões
A teoria de Mintzberg (cit. Falcini) descreve as configurações de poder baseadas na "relação entre as coalizões externas e internas de poder."
Configurações "Naturais" do Poder (Mintzberg, cit. Falcini)
Organização Instrumental
Coalizão externa dominante (focada) + Coalizão interna burocrática (submissa).
Organização Sistema Fechado
Coalizão interna burocrática dominante + Coalizão externa passiva/dispersa.
Organização Autocrática
Coalizão externa passiva + Poder focado no executivo principal interno (liderança pessoal).
Organização Missionária
Dominação por ideologia + Coalizão externa passiva + Coalizão interna integrada por metas ideológicas.
Organização Meritocrática
Poder nos profissionais especialistas internos + Coalizão externa passiva.
Organização Arena Política
Conflito inerente na coalizão externa (dividida) E na interna (politizada).
Definição
Grupos de "influenciadores" que se unem ou atuam em conjunto para exercer poder e alcançar objetivos.
Interações Externas
Influência Mútua com Stakeholders
Organizações influenciam e são influenciadas por clientes, fornecedores, concorrentes, reguladores, governos, comunidades.
Organizações Exercendo Poder Externamente
"Power 'Through' Organizations" (Fleming & Spicer, 2014)
Dominação e Manipulação Externa
Atores Externos Exercendo Poder Sobre/Contra Organizações
"Power 'Over' Organizations" (Fleming & Spicer, 2014)
Power 'Against' Organizations" (Fleming & Spicer, 2014)
O ambiente externo pode impor missões e restrições, levando à dependência externa (Falcini, 1993)
CONSEQUÊNCIAS DO PODER (Impactos gerados)
Consequências Positivas
Alinhamento e Coesão:
Integração de esforços (Ex: ideologia em "Organizações Missionárias" - Falcini, 1993).
Alcance de Objetivos
Recurso indispensável para concretizar propósitos (Amorim & Perez, 2010; Fleming & Spicer, 2014).
Eficiência Decisória
Agilidade na tomada e implementação de decisões.
Consequências Negativas
Resistência
Oposição a decisões ou ações de poder.
Opressão e Perda de Liberdade
"Controlar pessoas, suprimindo liberdades" (Hayek, citado por Amorim & Perez, 2010).
Conflitos e Disputas
Fonte de atrito e jogos políticos ("Organizações Arena Política" - Falcini, 1993).
Visão Reduzida
Visão simplificada da complexidade social (Procópio & França Filho, 2005)
IMPACTO NA TOMADA DE DECISÃO E COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL
Na Tomada de Decisão
Restrições e Oportunidades
Estabelece o campo de ação para as escolhas (Falcini, 1993).
Controle e Previsibilidade
Traz estabilidade às relações, mesmo que inconsciente (Galbraith, citado por Procópio & França Filho, 2005).
Definição da Agenda
Priorização de questões, ignorando outras (Manipulação, Bachrach & Baratz).
No Comportamento Organizacional
Engajamento e Lealdade
Influencia a adesão ou a resistência.
Cultura Organizacional
Forma e mantém normas, valores e expectativas (Bertero, citado por Procópio & França Filho, 2005).
Identidade e Subjetividade
Forma a "singularidade dos indivíduos" (Foucault, em Amorim & Perez, 2010); molda o "senso de self" (Fleming & Spicer, 2014).
Hierarquia e Controle
Legitimiza e sustenta estruturas formais e sistemas de controle (Robbins & Judge, 2014).
TIPOS E FACES DO PODER (As diferentes formas de sua expressão - Fleming & Spicer, 2014)
Modos Episódicos (Diretos, visíveis)
Coerção
"Fazer outros fazerem o que você quer... contra a vontade deles".
Uso direto de força, ameaças ou punições para impor vontade.
Manipulação
Controle da agenda: limitar o que é discutido, enquadrar questões em limites aceitáveis.
Pode usar informação, percepções, redes.
Modos Sistêmicos (Estruturais, sutis)
Dominação
Criação de valores ideológicos hegemônicos.
Faz relações hierárquicas parecerem "inevitáveis, naturais, inquestionáveis".
Molda preferências, atitudes, perspectivas políticas.
Subjetivação
Normaliza uma forma de ser; internalização de diretrizes organizacionais.
Mais profunda que a dominação.
Molda o "senso de self", emoções, identidade.
BASES & FONTES DE PODER (De onde o poder surge e se sustenta)
Bases do Poder (Tipos de legitimidade ou atributo)
Posicional (ou Legítimo)
Deriva do cargo, posição formal na hierarquia (Weber, French & Raven)
Pessoal (Carismático, de Especialidade, de Referência)
Deriva de atributos individuais (carisma, conhecimento, habilidades) (French & Raven).
Ex: Profissionais especialistas em "Organizações Meritocráticas" (Falcini, 1993)
Fontes do Poder (Recursos ou condições que o geram)
Rede de Relacionamentos
Alianças e conexões internas e externas (Burt).
Habilidade de Reduzir Incerteza
Capacidade de controlar contingências e amenizar a ambiguidade (Crozier; Hinings et al.).
Informação
Posse de informações estratégicas, valiosas ou exclusivas (Spekman).
Ideologia e Cultura
Capacidade de moldar valores, crenças e significados compartilhados (Alvesson; Mumby).
Controle de Recursos
Acesso e controle sobre recursos essenciais (financeiros, materiais, humanos) (Pfeffer & Salancik)
Conceito de Poder
Definição Geral (consenso entre os autores)
Perspectivas e abordagens dos autores
Falcini (1993) - Configurações Naturais
Poder como "força para influenciar resultados operacionais".
Organizações se auto-ordenam em "tipos genuínos" de poder.
Fleming & Spicer (2014) - O Poder Multidimensional
Poder como "capacidade de influenciar atores", "recurso para fazer as coisas".
Amorim & Perez (2010) - Contribuições da Ciência Política
Gramsci: Poder para bem-estar coletivo; obediência racional, compartilhamento de informações.
Hayek: Visão negativa; controlar pessoas, suprimir liberdades individuais.
Maquiavel: Poder como recurso para projetos e bem comum; líder luta para mantê-lo.
Foucault: Poder não unitário; prática social histórica, multifacetada ("microfísica").
Neutralidade do poder: juízo depende de formas e objetivos.
Hall (2004) - Poder como Elemento Fundacional da Organização
Poder como elemento central que molda estruturas, processos e resultados.
Procópio & França Filho (2005) - Crítica ao "Poder Utilitário"
Proposta: buscar concepções alternativas que considerem a pluralidade de motivos.
Limitações: redutora, presume racionalidade instrumental, negligencia complexidade.
Visão hegemônica (Weber, Dahl): habilidade de fazer outros agirem contra sua vontade.
Robbins & Judge (2014) - Poder como Ferramenta Gerencial para Objetivos
Poder como "capacidade de influenciar o comportamento de outros para alcançar objetivos organizacionais"