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GESTÃO DE MATERIAIS E ESTOQUES EM SAÚDE
Subsistemas de abastecimento.
Seleção:
Tem como objetivo garantir que os itens selecionados atendam às exigências técnicas e sanitárias, evitando desperdícios e assegurando a qualidade do atendimento.
Envolve escolha criteriosa dos materiais e insumos a serem utilizados na assistência à saúde, considerando as necessidades clínicas, protocolos e diretrizes estabelecidas.
Controle/Acompanhamento:
Responsável pelo monitoramento contínuo dos estoques, incluindo o registro de entradas e saídas, validade dos produtos e conformidade com as normas de segurança.
Tem como objetivo assegurar a disponibilidade de materiais no momento certo, evitando tanto a falta quanto o excesso de estoque, e garantindo a integridade dos produtos.
Aquisição:
Envolve o processo de compra de materiais e insumos, desde a identificação da necessidade até a formalização do pedido e recebimento.
Tem como objetivo obter os itens necessários com qualidade, no tempo adequado e a preços competitivos, respeitando as normas legais e contratuais.
Guarda e distribuição:
Abrange o recebimento, armazenamento e distribuição interna dos materiais, garantindo que estejam disponíveis para uso quando necessário.
Manter os materiais organizados, em condições adequadas de conservação, e distribuí-los de forma eficiente para os pontos de uso.
Ferramentas de gestão de estoques.
Classificação ABC:
Técnica de classificação de itens de estoque baseada no valor de consumo anual e tem como objetivo priorizar a gestão dos itens mais críticos e de maior valor, otimizando recursos e evitando desperdícios.. Os itens são divididos em três categorias:
A:
Itens de alto valor e baixo volume de consumo.
B:
Itens de valor e volume intermediários.
C:
Itens de baixo valor e alto volume de consumo.
Classificação XYZ:
Classifica os itens de estoque com base na variabilidade de sua demanda e tem como objetivo adaptar as estratégias de reposição e controle de estoque conforme a previsibilidade da demanda, garantindo disponibilidade sem excessos.
X:
Demanda regular e previsível.
Y:
Demanda moderadamente variável.
Z:
Demanda altamente imprevisível.
Indicadores de desempenho:
São métricas utilizadas para avaliar a eficiência da gestão de estoques e tem como objetivo monitorar e melhorar continuamente a eficiência operacional, garantindo a disponibilidade de materiais essenciais sem excessos. Principais indicadores:
Giro de Estoque:
Taxa de renovação do estoque em um período.
Taxa de Ruptura:
Frequência de falta de itens críticos.
Custo de Armazenagem:
Despesas associadas ao armazenamento de itens.
Lead Time:
Tempo entre o pedido e o recebimento do item.
Métodos de previsão de demanda:
Técnicas utilizadas para estimar a futura necessidade de itens, baseadas em dados históricos e tendências e tem como objetivo antecipar as necessidades de materiais, evitando faltas ou excessos, e otimizando os processos de compra e armazenamento.
Média Móvel:
Calcula a média das demandas passadas para prever a futura. Suavização
Exponencial:
Dá mais peso às demandas recentes para previsão.
Modelos ARIMA:
Utiliza séries temporais para previsão.
Desafios dos Sus
Desperdício:
Uso ineficiente de recursos financeiros, humanos e materiais, causado por falta de planejamento, desorganização e controle inadequado de estoques. Resulta em custos maiores e menor qualidade no atendimento.
Subfinanciamento:
Insuficiência de recursos financeiros para atender à demanda da população, devido a baixa arrecadação, transferências irregulares e políticas fiscais restritivas. Gera escassez de insumos, superlotação e dificuldade na contratação de profissionais.
Descentralização:
Transferência de responsabilidades da União para Estados e Municípios, buscando autonomia local. Pode causar desigualdade regional na qualidade dos serviços e sobrecarga nos municípios com menor estrutura.
Isabella Flores Abreu