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O Papel da Coordenação Pedagógica na Democratização da Escola Pública,…
O Papel da Coordenação Pedagógica na Democratização da Escola Pública
Importância e Responsabilidades
Membro da equipe pedagógica (direção, conselho escolar)
Tornar efetivo o Projeto Político Pedagógico (PPP)
Articular a comunidade escolar (docentes, pais, alunos e direção)
Organização de atividades escolares (sentido do PPP)
Trabalho coletivo e integração pedagógica
Garantia de aprendizagem dos alunos
Mediação entre diversas concepções
Articulador do Trabalho em Comum
Construção de novo pacto pedagógico (ético, participativo)
Corresponsável pela gestão político-pedagógica
Formação de Professores em Serviço
Função precípua dos coordenadores
Não deve suprir carências de conteúdo docentes
'Super professor' é expectativa irreal
Exige diagnóstico de defasagens
Demanda programa de atividades específicas
Resposabilidade do sistema de ensino
HTPCs - Horas de Trabalho Pedagógico Coletivo
Analisar cultura escolar
Planejar projetos coletivamente
Momentos de compartilhamento e trocas
Discutir inovações curriculares
Avaliar PPP e articulação com projetos de ensino/aulas
Acompanhamento de reflexões teóricas
Estabelecer pautas pedagógicas
Dedicadas à discussão do trabalho coletivo
Acesso a diversos materiais (textos, livros, filmes, sites)
Não devem ser apenas leitura de textos
Diversificar concepções pedagógicas
Discutir jargões escolares
Articulação e interação de conteúdos/disciplinas
Dificuldades e Desvios da Função
Sobrecargas de tarefas
Perde-se em Meios a Distintas Tarefas
Tarefas nã pedagógicas assumidas
Manter salas limpas
Fiscalizar entrada e saída dos alunos
Substituir professores ausentes
Assuntos financeiros e administrativos
Problemas de saúde/odontológicos de alunos
Cuidar da higiene dos alunos
Organizar horários da biblioteca
Ajudar secretaria em matrículas
Imposições de secretarias de ensino
Orientação e supervisão docente
Elevar Ideb ou resultados de avaliações externas
Preenchimento de relatórios e formulários
Ocupa tempo do trabalho pedagógico
Perde valor heurístico
Visto como uma bagunça pelos agentes
Processo sem fim
Falta de clareza no papel (diretores atribuem tarefas inusitadas)
Formação em serviço mal compreendida
Habilidades e remuneração inadequadas
Nomenclatura e estabilidade do cargo (critérios políticos)
Fragmentação gerencial
Resultados dos desvios
Agente burocrático e serviçal técnico
Carater controlador e fiscalizador
Prejudica papel de articulador
Visto como inimigo pelos docentes
Contexto da Democratização do Acesso à Educação (Pós-1988)
Democratização da escola não acompanhada por democratização do ensino
Problemas Persistentes: Analfabetismo, Fracasso Escolar
Acesso não significa garantia de educação
Foco governamental na qualidade (alunos)
Gestão Democrática nas Escolas Públicas (LDB 9.394)
Qualidade do ensino=Ideb (indicador)
Universalização do ensino (constituição de 1988)
Confunde eficiência com qualidade
Expansão de matrículas ( setores marginalizados)
Politicas gerenciais vs. Autonomia da escola
Desafios nas Relações Pedagógicas
Escola 'compete com agentes sedutores' (drogas)
Valores escolares desvinculados da vida do educando
Escola paralisada, sem finalidade para alunos
Formação de professores estagnada (últimos 30 anos)
Concepções cristalizadas de docentes
Ressentimento docente (alunos esperados vs. reais)
Gestão democrática refere-se a relações de poder
Perplexidade dos agentes com a nova realidade
Democratização não restrita à administração, mas no cotidiano
'Indigestão da democracia escolar' (Aquino, 2009)
Conflitos escolares e culpabilização
Alunos vistos como responsáveis pelo fracasso
Indisciplina,'alunos problemáticos'
Famílias 'desestruturadas' como alvo
Problemas e soluções externos à escola
Visão idealizada do aluno, família, instituição
Expectativa de alunos quietos
Resistências dos alunos à domesticação
Discurso do docente: clichês, jargões, preconceito
Rejeição de alunos fracassados
Desresponsabilização dos agentes escolares (Aquino, 1998)
Escola perdeu o compasso com o aluno
Desconstrução da imagem do 'aluno ideal'
Aluno como 'construção social' (Sacristán, 2015)
Escola não é mais espaço primordial de socialização
Novas formas de sociabilidade (Fávero Sobrinho, 2010)
Convivência intragrupal é fundamental
Grupo como aporte de rituais, símbolos, códigos
Intenso processo de comunicação e produção dos sentidos
Impacto dos games
Presença significativa no cotidiano do aluno
Formam e informam estruturas de pensamento
Escola inibe prazer de conhecer
Uso de tecnologia na escola falta ludicidade
Salário docente não permite boa formação
Adoecimento e estresse dos docentes
Perda de respeito e admiração pelo professor
Falta de discurso comum para diálogo
Origem e Definição da Função
Reivindicação de Sindicatos e Associações Docentes
Estágio de Discussão e Consolidação
O Debate Iniciou na Década de 1980
Ausência de Definição Precisa: Desvio de Função
Função Recente em Escolas Públicas
Transformado em 'Faz tudo' da Escola
O Coordenador Pedagógico como Mediador
Mediador para realização do Projeto Pedagógico(Para, 2008)
Administração como mediação do fim da educação
Não produzir consenso, mas fazer tensões virem à tona
Negociação onde todas as opiniões são respeitadas
Não buscar 'escolas de sucesso externas'
Não existem receitas prontas
Cada escola constrói sua própria prática
Considerar repertórios, experiências, expectativas individuais
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Prof. Roberto Santiago GEPPEGE-UFPA-CNPq
O PAPEL DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA NO
PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA
SCHOOLS
Sandra Aparecida Riscal1
José Reinaldo Riscal2
Ana Maria Stabelini3