Limites para a compreensão da dinâmica de acumulação de capital no Brasil: "Contudo, há que se perceber que, assim interpretada, não há espaço para uma Economia Política do racismo no Brasil. Isso porque a abolição da escravidão aparece, simplesmente, como se tivesse transformado pretos e pardos em pobres, em desempregados, em “peso morto”. De fato, a revelação da dinâmica de acumulação de capital no Brasil, como proposto por Ruy Mauro Marini parece prestar contas simplesmente à luta de classes. Subsome-se o negro no “trabalhador”, de modo que sua condição no sistema racial se expressa como secundária, como fruto de uma sociedade doente, como desvio do caráter humano de parte de nossa população ou, mesmo, como consequência da desigualdade impetrada pelo capitalismo." (p.17/18 daniel)
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"Queremos dizer que a racismo (ou a discriminação contra outros grupos) de maneira nenhuma é acidental, contingente ou arbitrário. Assim fosse, ele não se caracterizaria como um mal sociopolíticos, mas como desvios aleatórios em torno do evento normal (que seria a não discriminação)." (p.7 daniel)