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OTAN no mundo contemporâneo - Coggle Diagram
OTAN no mundo contemporâneo
Surgimento e responsabilidades iniciais
:sunrise_over_mountains:
Resolução de Vandenberg
possibilitou a criação da aliança :heavy_check_mark:
Aprovada pelo Senado dos EUA em 19
48
, a resolução abriu caminho para a participação dos EUA em acordos de
defesa mútua
com outros países marcando uma mudança de :arrows_clockwise:
isolacionismo
para um papel mais
ativo
na segurança internacional.
Tratado de Washington/ Pacto Atlântico
1949
instituiu a aliança entre países
europeus e norte-americanos
com um caráter de aliança militar e organização internacional:
OTAN
objetivos:
Conter o ressurgimento do militarismo nacionalista na Europa
Fomentar uma integração política europeia
Artigo
5º
do Pacto
cláusula de defesa coletiva
Um ataque armado contra um ou mais membros da aliança na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque
contra todos
.
:eyes: alinha-se com a lógica de
legítima defesa coletiva
do artigo
51
da Carta das Nações Unidas.
características
Aliança aberta a países
europeus
, mas a OTAN coopera com parceiros globais
Austrália, Colômbia, Japão, Iraque, Coreia do Sul, Paquistão...
:warning:
Aliado preferencial extra-OTAN
é uma designação unilateral dos :flag-us:,
não
:red_cross: tem nada haver com a
Organização
decisões são tomadas por
consenso
Fundamentos teóricos realistas para a aliança
:ring:
Bases da criação :trident:
Considerando a dinâmica da
anarquia internacional
e a prevalência da
tônica de conflito de interesses
entre
EUA e URSS :fast_forward:
a Otan se posicionou como uma aliança militar
DEFENSIVA
, voltada a funcionar como mecanismo dissuasório diante da bipolaridade do sistema internacional da Guerra Fria.
Mas, o que justifica a manutenção da aliança no pós-Guerra Fria :question:
A OTAN perdeu dois dos principais motivos de sua criação:
Ameaça soviética
Alemanha Socialista
Dessa forma, ao invés de desaparecer, a organização buscou se reinventar
Conceito Estratégico de 1991
manutenção da paz na Europa
defesa da democracia
oferta de assistência humanitária
E, ainda, continua a se posicionar como aliança
defensiva
e
não :no_entry:
ofensiva
A expansão do agrupamento desde o fim da Guerra Fria
Membros iniciais
12 membros assinaram o Tratado
Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos
:hourglass_flowing_sand: Grécia entrou em 1952, Alemanha (1955), Espanha (1982), Turquia (1952)
A partir dos anos 1990, a OTAN expandiu-se, abarcando, inclusive, membros do arranjo anteriormente identificado como potencial agressor (Pacto de Varsóvia)
1999: Hungria, Polônia e República Tcheca
2004: Bulgária, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Lituânia, Letônia e Estônia (Bálticos)
2009: Albânia e Croácia
2017: Montenegro
2020: Macedônia do Norte
:bulb:
questão onomástica: o nome da Macedônia foi um problema para a entrada deste país na OTAN, dado um conflito com a Grécia, a qual recusava reconhecer a nomenclatura do país similar a sua província. Contudo, em 2018, há um acordo e o país acrescenta "do Norte" e consegue a anuência grega para entrada na aliança
2023: Finlândia
2024: Suécia
Somam-se, atualmente,
32
membros na aliança
A atuação da OTAN em conflitos
Kosovo
Iugoslávia (sob hegemonia Sérvia -
Milosevic
) :fast_forward: tensões entre nacionalidades :fast_forward: repressão e limpeza étnica promovida por sérvios
:fast_forward:
Guerra do Kosovo (1998-1999)
A primeira operação militar da OTAN fora do território dos países-membros
O objetivo era monitorar um
embargo aéreo
sobre o território da ex-Iugoslávia atendendo ao pedido da ONU.
Contudo, em 1999, ocorreram
os bombardeios da OTAN
contra as posições sérvias no Kosovo, praticados em nome da
intervenção humanitária
e para conter o genocídio em curso contra os albaneses kosovares na região
:red_flag:
:no_entry:
Sem a
autorização
do CSNU :!!:
resistência russa em aceitar o uso da força contra os aliados sérvios
Quando a Guerra terminou, o CSNU aprovou uma
administração provisória da ONU
sobre o Kosovo (
sem o reconhecimento da independência - permanecendo sob a soberania Sérvia
)
:bulb: :flag-br:, membro do CSNU na época, votou
a favor
da resolução nº 1244/99
Em 2008, o Kosovo declarou sua independência da Sérvia (protestos da Rússia, Sérvia). Contudo, EUA, vários países europeus e diversos outros
reconheceram
a independência do Kosovo.
metade dos 193 países da ONU reconhecem o Kosovo como independente
:flag-br:
não
:red_cross:
reconhece
, pois defende o princípio da integridade territorial e soberania
:flag-cn: e :flag-ru: também
não
:red_cross:
reconhecem
(outros P5 sim)
Afeganistão
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, houve a condenação desses pela resolução 1368 do CSNU.
S/RES/1368 - (2001)
Condenou atentados de 11/09
conclamou a comunidade internacional a combater o terror com prontidão
não houve autorização
expressa
para o uso da força
:!!:
:flag-us: e :flag-gb: em 2001 invocam o artigo
5º
OTAN e lançam operação
Enduring Freedom
, inicia-se a
Guerra no Afeganistão
:warning:
crítica aos
:flag-us: e :flag-gb:
Art. 42 - Carta da ONU - permissão do uso da força deve ser
explícita
-
não
:red_cross: existe legítima defesa
preventiva ou retaliatória
-
ação preemptiva
ataque realizado antecipando agressão iminente - :red_cross:
não
tem
amparo
na carta da ONU
-
Legítima Defesa
- apenas Estado :heavy_multiplication_x: Estado (
não
foi o Afeganistão que atacou os EUA)
Em fevereiro de 2020, os Estados Unidos e o Talibã assinaram um
acordo
sobre a retirada das forças internacionais do Afeganistão até maio de 2021.
Em abril de 2021, os ministros das Relações Exteriores e da Defesa da OTAN decidiram
retirar todas as tropas aliadas do Afeganistão em poucos meses
.
Líbia
S/RES/1970 (2011): Mencionou a
responsabilidade da Líbia
de proteger sua população - :red_cross: governo líbio não
cumpriu
S/RES/1973 (2011)
autorizou
pela primeira vez
o uso da
força
contra membro da ONU para proteger população (R2P)
Com base na lógica de Responsabilidade de Proteger (R2P) e, portanto, com vistas a
amenizar as violações humanitárias praticadas pelas tropas leais a Muammar Gaddafi no contexto da guerra civil no país.
:fire:
Muitas críticas
a respeito da intervenção capitaneada pela OTAN, pois
não
cumpriu o objetivo
favoreceu grupos rebeldes e provocou mudança de regime com a queda e assassinato do presidente Muammar Gaddafi.
Ainda, ação conduziu a Líbia a condição de Estado Falido nos anos seguintes.
Os novos desafios da aliança
:rain_cloud:
Falta de coesão entre os membros
Pressão dos :flag-us: para
aumento dos gastos em defesa
pelos países-membros
O governo Donald Trump manteve
postura de pressão
sobre a OTAN , afirmando um relativo desengajamento dos EUA em termos de obrigações financeiras com a organização e exigindo um aumento dos gastos e investimentos dos demais membros.
Na Cúpula da OTAN em Haia, realizada em junho de 2025, a :flag-es:
divergiu
dos demais membros no compromisso de elevação dos gastos com defesa para
5% do PIB
, em mais uma demonstração de desencontro entre os membros em temas sensíveis.
:bulb: Polônia e EUA são os que
mais investem
em defesa na proporção do PIB, mas ambos estão, ainda, abaixo da nova meta estabelecida.
Na cúpula da OTAN em Haia em 2025, o presidente dos Estados Unidos e o secretário-geral da organização celebraram
o compromisso de aumento dos gastos em defesa
e buscaram demonstrar um reforço na relação de confiança mútua.
No contexto da Guerra da Ucrânia, a Turquia, por exemplo, mantém uma postura
menos hostil
à Rússia, pois é importante comprador de armas russas. A Hungria também, dada a próxima relação de seu presidente com Putin.
Conceito Estratégico de 2022
Posiciona a
Rússia
como uma
ameaça
, convocando os membros a manterem-se firmes no rechaço e resistência aos ataques do país euroasiático contra a soberania e integridade territorial dos vizinhos.
A
China
é também citada no documento, reconheceu-se
diferenças importantes
em termos de prioridades e visões de mundo entre a OTAN e o país asiático.
Estabeleceu que o o investimento mínimo no orçamento militar e de defesa deveria ser de 2% do PIB, algo
não
:no_entry:
atendido
por vários países membros.
Na Cúpula de Haia em 2025, houve acerto para elevar os gastos em defesa para
5% do PIB
, algo rechaçado apenas pela Espanha.
OTAN e a Guerra na Ucrânia
:explode:
A escalada da guerra :arrow_double_up:
Ucrânia aprova em 2019 uma mudança constitucional -
objetivo de adesão futura à OTAN e à UE
, Rússia crítica alegando ameaça à segurança russa.
Em 2021, líderes da OTAN se reúnem em Bruxelas - reiteram a decisão da cúpula de Bucareste -
Ucrânia e Geórgia serão membros no futuro
- escalada de tensões com a Rússia :fire:
:bulb:
Rússia criticou e reconheceu territórios separatistas da Geórgia. Geórgia rompeu relações com a Rússia (até os dias de hoje)
Dezembro de 20
21
- :flag-ru: lança a lista de demandas para a OTAN parar a expansão no leste europeu (não ingresso da Ucrânia na aliança).
OTAN não aceita e ameaça com sanções
:angry:
Fevereiro de 2022,
Rússia reconhece as regiões separatistas de Donbas
- acusa ucrânia de praticar genocídio na região e presença de nazistas.
21 de fevereiro de 2022 - Início da guerra - Operação militar especial com fundamentando na carta da ONU -
legítima defesa e direito costumeiro.
Leitura da guerra pelas lentes das TRIs :eyeglasses:
LIBERALISMO
visão da majoritária mídia ocidental
:computer:
Preceitos liberais - tradição Kantiana, Wilsoniana. Visão otimista em relação à cooperação do estado - Paz democrática -
"democracias não guerreiam entre si"
. Respeito a democracia, cooperação, diplomacia - contribuem para uma era estável.
Por essa visão Rússia tem viés despótico, autocrático. Uma potência não liberal. Rússia não se move em base liberais - por isso a guerra está acontecendo. Putin seria então despótico e autocrático.
Enquanto Ucrânia representaria a democracia, liberalismo. Por isso, o conflito.
contexto atual - muito marcado pela volta dos nacionalismos, críticas contra às organizações internacionais, processo de desglobalização (divergência maior entre os Estados, restrições de fronteiras, muros, grades, agressões, censura) - tudo isso atenta contra os valores liberais, dificulta a paz.
CONSTRUTIVISMO
Construtivismo percebe o mundo a partir das identidades e não do poder (realismo) ou do indivíduo (liberalismo). Países e sociedades constroem suas narrativas. Mundo Pós-Guerra fria se transformou em suas identidades.
Antes se uniam em capitalistas e comunistas. Depois identidades como cultura, religião e história foram ganhando força. Contexto atual: impérios parecem ressurgir - americano, chinês, russo, hindu, otomano - cada um deles quer defender seu espaço civilizacional.
Projeto de Putin: reconstruir o império russo a partir da identidade eslava e cristã, sendo ele um czar moderno - para tanto precisa abalar a ordem internacional atual pautado no liberalismo
REALISMO
PE Rússia - extremamente nacionalista. Sempre a proteger russos-étnicos ameaçados./ Geopoliticamente - sempre reafirmando seu território (Crimeia 2014, Geórgia 2008, Síria 2011) - OTAN representa uma ameaça ao seu território.
Teoria Realista - Espaço-vital / Estado-cêntrico / maximização de poder em um ambiente internacional anárquico / Tradição Hobbesiana
Rússia - ideia de sobrevivência - demonstrar para OTAN a "linha vermelha", projetar para cima da Ucrânia para conter o expansionismo imperialista do ocidente. Poder-relativo - manter a influência sobre a Ucrânia significa ganhar poder relativo em relação a OTAN/EUA.
Equilíbrio de poder/Equilíbrio de Terror - destruição mútua assegurada - não há conflito direto com Washington - Putin entorno regional - também não quer cruzar a linha vermelha da OTAN.
Realismo Neoclássico - variáveis domésticas são levada em conta, pex.: força do Líder, burocracia, cultura do Estado
Tudo que Putin representa - Líder forte a mais de 20 anos no poder - permite que ele realize a ação na Ucrânia.