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OS MEIOS GEOGRÁFICOS - Coggle Diagram
OS MEIOS GEOGRÁFICOS
OS MEIOS TÉCNICOS
:bus:
De arquipélago a continente
:flag-br:
Arquipélago Econômico
(1822 - 1930)
Baixo nível de integração
produção
dispersa
pelo território.
Indústria de bens
não duráveis
para mercado consumidor em regiões de concentração demográfica
Indústria de bens não duráveis
-->
:womans_clothes:, :beer:, :icecream:, :shallow_pan_of_food:
ainda não existia indústria pesada
surto industrial
- Barão de Mauá.
Possível mapear indústria antes de 1930 - mas
é a partir de 1930 que temos um processo de industrialização
:bulb: até a 2ª metade do século XIX,
não se pode falar em desigualdades regionais
no Brasil, pois as experiências se davam em regiões
relativamente isoladas
no período de 1880 a 1930 que se forjam
as bases das desigualdades regionais no Brasil
, com a dinâmica diferenciada das várias regiões brasileiras.
inexistência
:no_entry: de uma rede urbana verdadeiramente nacional
maioria das cidades presidem uma economia de produção voltada para o exterior, pouca ou nenhuma comunicação entre si
Maior produção concentrada no Rio de Janeiro (
até a 1ª década do século XX)
maior parte da indústria concentrada no RJ, capital do senhor será aplicado na indústria, mas é de seu interesse que
o café :coffee: continue sendo o principal produto.
Cafeicultura fazia parte do
complexo rural
,
autossuficiência
da fazenda
1ª Guerra Mundial :fire:
diminuição da importação também
favorece a indústria brasileira
nascente
:flag-br:
Concentração Industrial
(1930 - 1970)
início da hegemonia de São Paulo
Complexo cafeeiro paulista gerando maior dinamismo
Cafeicultura paulista é
distinta de toda
produção econômica no :flag-br: até então, por quê :question:
autossuficiência :red_cross: integração
SP inicia a decomposição do complexo rural, ao passo que, não era monocultor, nem latifundiário, a partir de 1870 e após o abolicionismo, institui novo regime de trabalho -
o colonato
- mão de obra livre imigrante
Outras produções começam a ser terceirizadas, não produzidas mais na fazenda, cria-se mercado de
bens-salário
o que permitiu a ampliação da
divisão social do trabalho
complexo cafeeiro engendra
fora da fazenda
atividades complementares
, como bancos, estradas de ferro, fábricas têxteis, atividades
estimuladas
, em grande medida, pelos
excedentes
acumulados pelos próprios fazendeiros de café.
ou seja
Com isso, a partir do complexo cafeeiro paulista, cria-se
um mercado consumidor, amplia a economia, o dinheiro circula
que possibilitará a próxima fase, o projeto de industrialização
tudo que vem antes da cafeicultura paulista faz parte do
complexo rural
:!!:
Início da efetiva industrialização
Estado empresário
. Getúlio Vargas. Juscelino Kubitschek
Integração com base em rodovias
integração rodoviária. :blue_car: o modelo do progresso.
integração do território
- SP vira concorrente das demais indústrias. Construção de
Brasília
reforça a integração nacional e transporta mais tarde o meio técnico-científico-informacional para o cerrado.
modelo centro-periferia
países em desenvolvimento exportadores de produtos primários -
continuidade
.
"Fordismo Periférico"
concentração espacial da indústria.
indústria de aglomeração
, mas :no_entry:
consumo em massa
Impactos da relação SP-parque industrial pré-existente
bloqueio, concentração e complementariedade
a partir da integração do território. SP já possuía maior parque industrial em 1930,
ficou difícil competir com tamanha dinamicidade.
indústrias
concentram-se
em SP
São Paulo
bloqueia desenvolvimento de indústria
em outras áreas
MG
caso especial de
complementariedade,
indústria mineira complementou indústria paulista, especialmente na siderurgia
próteses no território
ferrovias, ampliação de portos, hidrelétricas, difusão da iluminação pública e bondes elétricos
aumento da população e urbanização se intensificando
favorecendo a persistência da pobreza e abandono do campo
o que significa resumidamente :question:
2º período. Os diversos meios técnicos buscando
atenuar o império da natureza
. Dividido em subperíodos de arquipélago à continente. Inicia-se a construção de
próteses no território
.
O MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL
:computer:
:flag-br:
Descentralização
(1970 - ...)
transição para o modelo de acumulação flexível
desconcentração industrial. Vantagem tributária. Macrocefalia urbana ~ + caro e diminuição da competitividade. Autonomia dos municípios. Evolução da tecnologia e comunicação.
"A produtividade e a competitividade deixam de ser definidas devido apenas à estrutura interna de cada corporação e passam, também,
a ser um atributo dos lugares
. E
cada lugar
entra na
contabilidade
das empresas com diferente valor. A guerra fiscal é, na verdade, uma guerra global
entre lugares
."
Milton Santos
:bulb: processo de renovação das metrópoles
:no_entry:
centro industriais
:fast_forward:
centros técnico-científico-informacionais, do mandar
:check:
Processo inter e intrarregional
Inicialmente
Região Sul
maior beneficiaria da desconcentração (anos 90)
similaridade com Sudeste. MERCOSUL. Polígono de aglomeração industrial (
já não é mais assim)
atualmente região
Centro-Oeste
beneficiando da desconcentração
agronegócio retroalimenta a indústria
Nordeste retomada de
uma indústria de bens não duráveis
Norte
Zona Franca de Manaus
. projeto industrial ligada ao solo, mineral, projeto Carajás - ferro e aço
abertura econômica
necessidade de estar em áreas mais baratas para não falir
:warning:
não
:red_cross: é
volta para fase 1 (arquipélago econômico)
. Descentralizou, mas continua a
articulação
e
integração
do território (
o que não existia na fase 1
)
modernizações
ampliação das redes de transportes, constituição de redes de aeroportos
criam condições para a fluidez do território
modernização da agricultura
desenvolvimento do capitalismo agrário, expansão da fronteira agrícola, Estado participando da "Revolução Verde" - Embrapa
:flag-br: - um país
subdesenvolvido industrializado
: enormes desigualdades de renda, tendência ao empobrecimento de classes subprivilegiadas, apesar do aumento do PIB
3º período.
globalização
. agravamento das diferenças regionais e aumento da
importância da Região Concentrada
com a hegemonia paulista.
Ocupação de áreas periféricas
com produções modernas. Passamos a um
tempo rápido
influenciado pelos tempos do Estado e das multinacionais.
O que significa
meio-técnico-científico-informacional
:question:
Diferenças do meio técnico-científico-informacional no território brasileiro
Existem
modos de resistência à homogeneização
de padrões de comportamento e de gostos típicos da globalização:
por exemplo a
culinária da cultura brasileira no Nordeste
com misturas de sabores africanos, indígenas e europeus constituem empecilhos à maior propagação de cadeias globais de comida rápida.
O peso das heranças materiais e culturais é muito forte agindo como freio e resistência
o meio técnico-científico-informacional
não
:no_entry: se impõe
igualmente
sobre o território.
descreve o estágio
atual
da relação entre sociedade e espaço geográfico.
Incorpora a
informação
como um elemento central, com o avanço da tecnologia da informação, a globalização e a disseminação de dados e conhecimentos em escala mundial. A informação se torna
um recurso estratégico
na produção, no consumo e nas relações sociais, alterando a dinâmica do espaço geográfico e a organização da sociedade.
OS MEIOS "NATURAIS"
:sunrise_over_mountains:
o que significa resumidamente :question:
1º período. marcado pelos
tempos lentos da natureza
comandando as ações humanas.
a presença humana buscava adaptar-se aos sistemas naturais.
Três primeiros séculos de ocupação do espaço
(XVI, XVII e XVIII)
fase basilar da história do homem
: domesticação de animais e plantas, despontar da agricultura
Contudo, esse processo
NÃO
:red_cross: significou
a implantação de próteses nos lugares
, mas a
imposição da natureza
a um primeiro esboço de presença técnica.
A precariedade ou pobreza das técnicas disponíveis constituía o
corpo do homem
como principal agente de transformação e encurtamento das distâncias.
Brasil - vários grupos étnicos num desenvolvimento endógeno, porém isolados. Os
tupis
(1 milhão) capazes de navegar, produzir a terra. Habitavam as florestas amazônica e atlântica, maior parte do litoral e também partes do cerrado e da caatinga.
assentamentos humanos dos colonizadores
fundavam-se também na oferta da natureza.
território então caracterizado pelos
tempos lentos da natureza
SUCESSÃO DE MEIOS GEOGRÁFICOS NO BRASIL
Milton Santos
Três períodos em que
a sociedade foi construindo uma história dos usos do território nacional
os meios "naturais"
os meios técnicos
o meio técnico-científico-informacional