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Emenda Constitucional 29/2000, Expectativas frustradas com a LC 141/2012,…
Emenda Constitucional 29/2000
Desfinanciamento federal do SUS e o impacto nas finanças municipais
Novas Regras Pós-EC 29 🧮
EC 86/2015
Fixou piso federal em 15% da Receita Corrente Líquida da União
Incluiu emendas parlamentares no cálculo
Excluiu royalties do pré-sal como aplicação adicional
EC 95/2016 (Teto de Gastos)
Congelou o piso federal por 20 anos (base: 2017)
Correção só pela inflação
Redução progressiva dos investimentos federais
Desfinanciamento da Saúde 📉
Desfinanciamento = redução progressiva dos recursos federais destinados ao SUS
Entre 2017 e 2019: queda real do valor investido por pessoa
O teto de gastos transformou o piso mínimo em limite máximo
Municípios investiram acima do mínimo exigido (média de 24% em 2016 e 2017)
Impactos durante a pandemia ⚠️
Créditos extraordinários flexibilizaram temporariamente o teto
Sem esses créditos, o SUS teria recebido menos que o mínimo legal
Recursos liberados para saúde foram insuficientes e mal executados
A Lei Orçamentária de 2021 não previu verba para o enfrentamento da pandemia
Consequência política
CPI da Covid-19 revelou omissão do governo federal
A falta de priorização do SUS expôs as falhas do modelo de financiamento pós-EC 29
Percentuais mínimos de investimento em saúde para União, Estados e Municípios
Regras de cálculo e pisos definidos ⚙️
Estados e Municípios
Em 2000: mínimo de 7% da arrecadação de impostos e transferências
Meta: Estados → 12% | Municípios → 15% até 2004
União
A partir de 2001: gasto mínimo corrigido com base no gasto do ano anterior + variação do PIB dos dois anos anteriores
Em 2000: valor mínimo baseado no gasto de 1999 + aumento de 5%
Cumprimento das metas :check:
Municípios:
superaram a meta já em 2002 (17%) e chegaram a 21,8% em 2009
Estados:
atingiram a meta em 2009 (13,8% da receita)
Redução da participação da União 🔻
De 59,8% (2000) → 45,1% (2010)
Estados: de 18,6% → 26,4%
Municípios: de 21,7% → 28,5%
Crescimento dos investimentos (2000-2010) 📈
Gasto total:
R$ 64,8 bi → R$ 137,5 bi
Gasto per capita:
R$ 381,6 → R$ 722,0 (+89,2%)
União:
+61%
Estados:
+200%
Municípios:
+180%
Desigualdades regionais ⚖️
Sudeste:
maior investimento per capita
Sul, Norte e Centro-Oeste:
valores intermediários
Nordeste:
menor valor investido per capita
Falhas da União 🚫
União não atuou para reduzir as desigualdades regionais
Lei Complementar 141 demorou 12 anos para ser regulamentada
Critérios de redistribuição pouco claros e pouco eficazes
Comparação internacional 🌍
Brasil investe 3,65% do PIB em saúde pública (2010)
Outros países com sistemas universais investem cerca de 6,5% do PIB
Gasto Público x Privado 💰
Gasto público no Brasil: 46% do total
Gasto privado é maior que o público
EC 29 aumentou os investimentos e trouxe estabilidade
Não garantiu equidade regional nem resolveu as desigualdades no acesso à saúde
Uma norma que modifica a Constituição
Pode ser proposta pelo presidente ou decidida pelos deputados ou senadores
Resolução do Conselho Nacional de Saúde
Percentuais mínimos crescentes Federal
Déficit de 1,8 bilhão até 2003
Percentuais mínimos crescentes Municipais
Excedente de 6,67% em 2000 Excedente de 10,4% em 2003
Percentuais mínimos crescentes Estaduais
Déficit acumulado
de 5,29 bilhões
Projeto de Lei Complementar 01/2003 Regulamentar EC-29
Efeitos da EC n. 29 nos estados
Resistência política
Despesas em desacordo
Resistência ao SIOPS
"Ações e serviços de saúde" variável
Decisões alocativas dos governadores
Variável indicadora da EC
Variáveis das escolhas
Efeito das variáveis políticas
(% marginal)
Efeitos da condição estrutural dos estados
Efeito do ponto de partida :arrow_up: ou :arrow_down: esforço
:seven: estados conseguiram atingir o mínimo de 12% até 2004
Gastos com saúde
Variação significativa entre estados
Maioria elevou gastos com saúde
Desafios / Inconsistências
Poucos atingiram 12% em 2004
Implementação não gradual
Poucos atingiram 12% em 2004
Resultado
:arrow_up: compromisso dos estados
17,91% da receita pré EC para 22,77% pós
EC induziu :arrow_up: de %receita para o SUS
Expectativas frustradas com a LC 141/2012
Não houve aumento adicional de recursos
O Brasil é o único país com sistema universal em que o gasto privado supera o público
A proposta de vincular 10% da Receita Corrente Bruta da União não foi aprovada
Iniciativas legislativas e populares não avançaram
Desigualdades regionais mantidas
Aumento de recursos não reduziu significativamente as disparidades regionais
Pequena melhora apenas na região Nordeste
O papel redistributivo da União não foi efetivado
Problemas persistentes
O financiamento público continua insuficiente para as responsabilidades do SUS
Conclusão
A EC 29 foi essencial para consolidar o SUS como política de Estado
O aumento de recursos, por si só, não garante redução das desigualdades regionais
Melhorias distributivas só ocorrerão com adoção efetiva de critérios redistributivos
A regulamentação da vinculação orçamentária deve ser acompanhada de:
Gestão eficiente
Transparência e controle social
Comprometimento político real com o direito à saúde