De um lado, uma população em grande parte analfabeta. Segundo o relatório do abade Grégoire, em 1794, seis milhões de franceses ignoravam a língua nacional, outros seis milhões a conheciam muito imperfeitamente, apenas três milhões a falavam corretamente, dos quais um bom número era incapaz de escrever. Por outro lado, uma ortografia difícil, muito difícil mesmo. É sobre este programa que a escola se desenvolve, se institucionaliza, que se cria o sistema escolar. Um século mais tarde, o programa está cumprido, o analfabetismo vencido, toda a população francesa sabe ler, escrever e contar, e pratica a ortografia com menos erros do que cometiam as pessoas cultas do século XVIII.