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Jogos Paralímpicos e Inclusão Social
Inclusão Social de PCD
Processo contínuo que envolve mudanças estruturais na sociedade.
Depende tanto do empoderamento das pessoas com deficiência quanto da abertura social para acolhê-las.
Educação, mídia e cultura têm papel essencial na construção de oportunidades.
O Esporte como Fenômeno Sociocultural
Tem potencial educativo e formador de valores morais.
Participa ativamente da vida social, econômica e cultural.
É um espaço de disputa simbólica por reconhecimento e visibilidade.
Pode transformar ou reforçar preconceitos, dependendo da forma como é conduzido.
Jogos Paralímpicos (JP)
Principal palco esportivo para atletas com deficiência no mundo.
Convivem com o paradoxo entre o ideal de inclusão e a lógica comercial do esporte.
São oportunidades raras de visibilidade midiática para PCD.
Discurso Midiático
A mídia molda o imaginário da sociedade sobre a deficiência.
Frequentemente adota um tom sensacionalista, baseado na superação pessoal.
Esse tom é chamado de modelo supercrip: o atleta é visto como herói por “vencer a deficiência”.
Impactos do Modelo Supercrip
Pode causar pena, compaixão ou espanto, em vez de admiração esportiva.
Dificulta o reconhecimento das PCD como atletas de elite e cidadãos produtivos.
Prejudica a criação de ídolos esportivos e o interesse da mídia e de patrocinadores.
Percepção dos Atletas Paralímpicos
Muitos atletas preferem que seus feitos esportivos sejam o foco, não a deficiência.
Há receio de serem reconhecidos apenas por superarem suas limitações físicas.
Alguns atletas aceitam o discurso supercrip como forma de ganhar visibilidade, mas o veem como insuficiente ou prejudicial.
Auberty Gonoring Alves Terapia Ocupacional