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Violência e segurança pública - Verdade policial como verdade jurídica -…
Violência e segurança pública - Verdade policial como verdade jurídica
Drogas como a centralidade do tema
Flagrantes
74% dos flagrantes, os policiais eram as únicas testemunhas
Aumento de acusação por tráfico de drogas
A maioria são jovens negros
As decisões judiciais são baseadas no relato dos policiais
Não há questionamentos
Provas dos policiais são cruciais na sentença do juiz
Circunstâncias da prisão
A verdade do policial prevalece sobre a verdade do acusado
O artigo demonstra a quase inexistência da versão dos acusados
A ideia de que a "mentira" é uma estratégia comum dos acusados para evitar a prisão
Territorializados, fragmentados e tem relação com o varejo
Percursos metodológicos
Análise de Entrevista
Policiais civis e militares, defensores, promotores e juíze
Análise Documental
Foco em como os operadores do direito recebiam narrativas policiais, de testemunhas de defesa e de acusados.
Observação Direta das Audiências
Fontes de Dados
Repertório de crença
Prisões
Expressões
Linguagens
Categorias
Prisão do acusado vista como restabelecimento da "ordem pública".
Apelo à "credibilidade da justiça" como justificativa para manter prisões
Expressar usadas para suavizar a violência
Ex.: "confissão informal" como "pressão psicológica"
Operadores de direito
Como reagem às diferentes versões dos fatos
Quais justificativas usam para adotar uma em detrimento de outras.
Promotores
Tendem a acolher as narrativas policiais sem questionamentos
Juízes
Concedem credibilidade aos policiais, mencionando a "presunção de legitimidade dos seus atos" e incorporando o vocabulário policial em suas decisões
Defesa
Tendem a ter seus apelos desconsiderados
Crença na Palavra dos Policiais
Vale mais a palavra dos policiais do que a dos acusados
Crença na Função Policial
Atuam com ética e com a verdade
Os relatos de violências dos policiais são ignorados
relação entre criminalidade e o perfil dos acusados
Condição socioeconômica considerada na classificação do delito.
Desemprego interpretado como "indício" de envolvimento com o tráfico.