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APROXIMANDO TEORIA E PRÁTICA para professores de línguas estrangeiras,…
APROXIMANDO TEORIA E PRÁTICA
para professores de línguas estrangeiras
Laura Miccoli
Aprendizes e Motivação para a Aprendizagem
Aptidão
Facilidade para aprender línguas
Habilidade de
(1) identificar e memorizar sons desconhecidos
(2) compreender a função de palavras específicas em sentenças
(3) extrapolar regras gramaticais com base em amostras de língua estrangeira
(4) lembrar-se de palavras novas
Memória de curta e longa duração
Idade
Pesquisas não apontam diferenças relacionadas à idade
Personalidade
Nem sempre as personalidades se manifestam da mesma maneira em lugares diferentes
Identificar o perfil de cada aluno pode contribuir para conhecê-los melhor e auxiliar na formação de atividades
Estilos cognitivos ou de Aprendizagem
Formas preferidas de atividade cerebral associadas à aquisição e processamento da informação
Dependência de campo: holistas
Não separam partes do todo, tratando problemas de aprendizagem como um conjunto de elementos a partir de observações voltadas para o que aprendem
Facilidade no desenvolvimento de habilidades comunicativas
Sociais, empáticos e perceptivos
Independência de campo: analíticos
Resolvem os problemas separando seus componentes
Atividades pedagógicas e avaliações
4 pares de estilos de aprendizagem (Felder e Solomon)
(1) ativos-reflexivos
(2) sensoriais-intuitivos
(3) visuais-verbais
(4) sequenciais-globais
Conhecer melhor os alunos e adaptar-se a seus estilos
7 inteligências de Gardner: habilidades específicas de natureza
linguística
lógico-matemática
musical
espacial
corporal-cinestésica
interpessoal
intrapessoal
naturalista
Estratégias
Ações para lidar com problemas e tarefas
SILL (Strategy Inventory for Language Learning)
diretas
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indiretas
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Aprendizagem autorregulada
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Crenças
Alunos em geral chegam à sala trazendo variadas crenças, sobre aprendizagem ou papel dos professores as quais podem contribuir ou prejudicar a aprendizagem
Emoções
Saber o papel das emoções na aprendizagem pode representar um ganho e promover a qualidade do ensino
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Motivação
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Teorias do Conhecimento
Teoria do Processamento da Informação - TPI
(teoria dedutiva)
estímulos sensoriais chegam do ambiente e são organizados pelo sistema perceptivo para fazer sentido
(1) percepção: faz registros do que está no ambiente como um computador
(2) memória de curta duração: onde as informações são mantidas por pouco tempo e avaliadas para descarte ou retenção
(3) memória de longa duração: armazenamento da informação para uso posterior
Lista de memorização
Revisões periódicas
Relacionar conceitos passados com os atuais
Atividades que fomentam o raciocínio indutivo
Slides, filmes ou apostilas que destaquem informações ou conceitos importantes
Destacar a lógica por trás de conceitos e habilidades
Apresentação ordenada de informações
Novos conceitos podem ser potencializados ativando a memória de curta duração por meio de atividades para recordar conceitos já aprendidos em revisões orais ou escritas
Garantir a atenção de estudantes por meio de movimentação e voz ativa a percepção
limite de informações para se processar
Teoria da Biologia do Conhecer (teoria indutiva)
conhecimento se constitui por um sistema de relações entre o conhecedor (observador) que distingue entre eventos (observa) e assim realiza uma distinção (observação) tendo as emoções como papel importante integrando as dimensões biológica, humana e social
perspectiva sistêmica
Ambiente propício à aprendizagem
Teoria da Aprendizagem
Behaviorismo (Pavlov)
Skinner: estímulo-resposta
Reforço positivo, negativo, punitivo e extintivo
Metodologia de repetição de frases
Construtivismo (Piaget)
adequação do ensino ao nível de desenvolvimento do estudante
apresentar informações novas relacionando a conhecimentos assimilados
Sócio-interacionismo (Vygotsky)
Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP)
Suporte e Apoio (scaffolding)
Aprendizado por meio de suporte do professor até que ele não seja mais necessário, o que ocorre a cada nova aprendizagem
Projetos em grupos, atividades de revisão dialogada e aprendizagem colaborativa incentivando a interação
Cognitivismo situado (Chaiklin e Lave)
(1) compreender a aprendizagem como mais do que apenas a relação professor-aluno envolvendo a participação de outros tanto na comunidade próxima como na global
(2) fazer com que aprendizes vivenciem ambientes de ensino que se aproximem do contexto de prática tornando útil, relevante e compartilhável
(3) empenho de todos no desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem dinâmica, com todos assumindo responsabilidade pelo processo compartilhando conhecimentos e apoiando quem precisa
Atividades culturais de imersão com comunicação e conversação sendo obrigatórias
fetiche conteudista: disciplina é uma gama de informações e aprendizagem o resultado
Não se importam os conceitos mas o que se faz com eles.
Modelos Tradicionais de Aprendizagem de Línguas
Universais Linguísticos (Chomsky)
Predisposição inata para conhecimento linguístico
Gramática Universal (GU)
conjunto de propriedades base de todas as línguas
Dispositivo para Aquisição de Língua (DAL)
aquisição da língua estrangeira igual a materna
Interlíngua (Selinker)
Gramática temporária situada entre a língua materna e a aprendida
(1) Transferência:
conhecimento da língua materna é aplicado na estrangeira (palavras parecidas)
(2) Supergeneralização:
uma regra específica é usada além de seu domínio
(3) Transferência do treinamento:
repetição de padrões aprendidos em exemplos - principalmente quando eles são limitados (usar somente él e nunca ella)
(4) Simplificação:
uso apenas do essencial para se comunicar (frases sem conectores)
(5) Fossilização:
ocorre quando se alcança o objetivo (como formar no B2)
Monitor (Krashen)
(1) distinção entre aquisição (processo natural) e aprendizagem (consciente e desejado)
(2) hipótese do monitor:
mecanismo que monitora a fala e a escrita
(alto uso compromete a fluência e baixo a qualidade)
(3) hipótese da ordem natural:
o ensino não deve ser do simples ao complexo mas influenciada pela necessidade e pelo que se destaca
(4) hipótese do insumo compreensível:
o insumo deve estar um pouco acima do nível do aluno e existe um período entre a exposição e a produção no qual criam sentidos sobre
(5) hipótese do filtro afetivo:
influencia da emoção
Alto filtro = Pouca autoconfiança causando bloqueios
Baixo filtro = Muita autoconfiança causando exposição
Equilibro evita assumir riscos desnecessários sem se paralisar por medo ou ansiedade
Interacionista (Hatch)
Aprendizagem por meio da interação e negociação de sentidos
ao invés da maneira de professores transmitindo conhecimento aos alunos
Papel do discurso (o que se diz em situações específicas)
Aculturação (Schumann)
integração social e psicológica aos falantes
contato e identificação com os falantes
cultura
uso da língua desde o começo
Produção Compreensível (Swain)
(1) percepção/gatilho:
tentativas de expressão que evidenciam as dificuldades
(2) testagem de hipóteses:
as tentativas de expressão contêm teorias que serão confirmadas ou não
(3) função metalinguística/reflexiva:
a produção ocorrida permite refletir sobre ela
participação e interação
usando a frustação como elemento de tentativa de aprendizado
Proficiência Implícita (Cummins)
Proficiência comum de línguas sem distinção
Distinção entre
Habilidades Básicas de Comunicação Interpessoal (HBCI)
e Proficiência de Língua Acadêmica Cognitiva (PLAC)
Cognitivismo
ABORDAGENS ALTERNATIVAS À APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
Olhar mais amplo e sistêmico além do paradigma cognitivista explorando complexidades e incertezas
Sociocultural (Vygotsky)
Conhecimento e aprendizagem como construções sociais
Interação
Diálogo colaborativo
Linguagem como mediação
Coconstrução do conhecimento
Desempenho dependente da concepção de atividade de cada um sendo que uma mesma tarefa pode gerar resultados distintos de um mesmo aprendiz
Complexa (Larsen-Freeman)
Fenômenos
Abertos (interação contínua com outros sistemas)
Sensíveis (pequenas alterações podem promover mudanças radicais)
Dinâmicos (reestruturam o próprio meio)
Aleatórios (por apresentarem algumas irregularidades)
Padrões linguísticos emergem da interação
Cada aprendiz pode criar seus próprios padrões a partir daqueles aprendidos não somente internalizando-os
Coadaptação
Suave-montagem
Acoplamento estrutural
Organização estrutural e léxica de acordo com contextos e participantes
Estudante tem papel ativo no desenvolvimento da aprendizagem
Aleatoriedades de eventos que impactam além de causas e efeitos
(profe, aluno, material, instituição, colegas, pais, sociedade)
Identitária (Norton-Peirce)
Integração do aprendiz ao contexto social e às relações de poder
Teorias Pós-Estruturalista
Linguagem na construção da identidade
Subjetividade
Além da motivação, a noção de investimento como construto sócio-histórico explica a relação entre a língua e o desejo
Apropriação e desenvolvimento de suas próprias vozes mostrando engajamento e acessando a comunidade de prática
Socializante (Duff)
Desenvolvimento por meio de interação com pares mais proficientes
Microanálise do discurso
+
Macroanálise de práticas sociais da comunidade
Aprendizagem pela socialização
Participação em grupos culturais ou comunidades sociais por meio da interação
Conversacional (Kasper e Wagner)
(1) Interação como contextual
(2) Expectativa de resposta
(3) Compreensão mútua
Marcadores conversacionais
Leva o foco gramatical para a maneira como aprendizes administram as interações por meio do entendimento de como se conversa em outra língua
Sociocognitiva (Atkinson)
Mundo-corpo-mente
Predisposição natural à aprendizagem
(1) Cognição como sistema biológico modulado ao ambiente social
(2) Linguagem como prática social interativa
(3) Aprendizagem como aspecto social do processo
Experiencial (Miccoli)
Processo de ensino sob a ótica do aprendiz e do professor analisando as experiências para entender a aprendizagem e o ensino
Adição de emoção e influências externas na análise de aprendizagem
Além cognitivismo
METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
Metodologias tradicionais
Gramática-Tradução
Foco na escrita
Regras gramaticais para construção de frases
Memorização de listas de palavras
Exercícios de tradução e versão
Direto
Foco oral
Exposição auditiva à língua
Evitação da língua materna
Foco em vocabulário e frases do dia a dia
Gramática é aprendida indutivamente
Estrutural-situacional (Palmer)
Foco oral
Evitação da língua materna
Apresentação (ensino)
Prática (atividades pedagógicas)
Produção (aplicação em situações)
Aprendizagem como internalização de regras
Audiolingual
Foco oral e auditivo
Repetição e memorização de padrões básicos
Comunicação sem interação
(1) repetição em coro (2) repetição individual
Evitação da língua materna
Instrução programada e laboratórios de língua
Metodologias revolucionárias:
Métodos dos Designers
Caminho Silencioso (Gategno)
Estágios iniciais
Foco nos alunos (independência e autonomia)
Docente por meio de gestos e referências ao material de apoio incentiva
Bastões coloridos, pôster que associa sons e cores, cartazes de palavras para formação de frases
Sugestopédia (Lozanov)
Neutralizar efeitos negativos de tensão
Ambiente acolhedor e confortável
Alunos assumem outra identidade
Aprendizagem Comunitária de Línguas (Curran)
Docente como facilitador da aprendizagem
Estudantes são clientes que desejam comprar certos conhecimentos e pessoas na terapia que tem certo tipo de problema a ser resolvido
Estudantes definem os temas das aulas
Uso da língua materna
Resposta Física Total (Asher)
Conversação corpóreo-linguística
(como bebes que não falam
mas respondem a comandos)
Exercer comandos
Boa para vocabulário, ruim para estágios avançados
Abordagem Natural (Terrell)
Insumo linguístico um pouco acima do nível
Expressão do estudante em seu próprio tempo, sem pressão
Metodologias atuais
Abordagem Comunicativa
Foco em aspectos funcionais e comunicativos:
aprender a usar a língua ao invés de sobre a língua
Competência
Uso correto da língua sem saber regras linguísticas
Desempenho
Uso apropriado da língua em diferentes situações
Conceitos de noção (situação contextual) e função (propósito)
Base do MCER (Wilkins)
ESTUDOS APLICADOS AO ENSINO DAS HABILIDADES LINGUÍSTICAS
Gramática
Instrução do Processamento (Van Patten)
Atividades de aplicação da gramática
Explicações gramaticais
Feedback Interacional (Lyster e Ranta)
Alunos pedem correção ou esclarecimento de outros alunos
Alguns resultados a sinalam como mais positiva que uma correção docente
Abordagem por Tarefas (Ellis)
Base estrutural de produção (exige o uso de formas gramaticais)
Compreensão (contêm insumo exemplificando o uso de formas gramaticais)
Tomada de consciência (descobrir regras de uso)
Tarefas Colaborativas (Swain)
Negociação de sentido aumenta se informações para o cumprimento estiverem em posse de pessoas diferentes
Pressiona os alunos formular e testes hipóteses
Dictogloss
Atividades colaborativas
Ensino Discursivo (Celce-Murcia e Olshtain)
Apoiada em textos autênticos, escritos e orais, e vários gêneros
Análise da organização discursiva, fatores sociolinguísticos e variação linguística
Análise de seriados, tirinhas, programas jornalísticos
Vocabulário
Memorização está ultrapassada
Contextualização
Integração de habilidades promovendo associações e relações
Estágios iniciais
Expressões formulaicas
Atividades
Diário de vocabulário
Caça-palavras
Anagramas
Reorganização de palavras
Paiva
Diagramas
Associação de imagens a itens lexicais ou de palavras a gestos
Recursos mnemônicos (associação de vocabulário a rimas, locais ou sons)
Relação entre palavra e definição
Palavras cruzadas
Quebra-cabeças
Abordagem explícita
Trabalhar explicitamente o vocabulário embora a abordagem indireta (palavras-alvo de texto) também resulte em memorização a longo prazo
Agrupar em temas
Nacos de linguagem
Escuta
Consiste na
Captação da ideia geral
Identificação do gênero textual
Identificação de falantes envolvidos
Identificação de informações específicas
Identificação do contexto da interação
Entendimento da ideia principal
Inferência do sentido implícito e traços suprassegmentais (ritmos, entonação, tonicidade)
Captação das marcas do discurso oral
Passos da escuta
(0) Apresentação do objetivo
dar propósito à tarefa
(1) pré-escuta
Ativação de conhecimentos anteriores:
trabalhos em grupo, leituras de temas afins e atividades de discursão
3x
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(2) durante-a-escuta
Identificação do tópico e ideia principal distinguindo informação relevante de irrelevante
(3) pós-escuta
Integração do conhecimento adquirido pela escuta ao sobre o tema
Perguntas de compreensão
Melhora de desempenho
Uso de textos e vídeos autênticos
Atividades anteriores voltadas ao conhecimento prévio do tema
Uso de imagens e vídeos
Atividades em grupos (negociação para recuperar falas e sentidos)
Previsão do que será ouvido por meio do título ou marcas não verbais
Perguntas sobre o conteúdo são melhores que foco em vocabulário
Atividades
Ditado
Dictogloss
Dificuldades
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Poucas pesquisas
Fala
Consiste na
Criação de sentido
Produção, recepção e processamento da informação
Capacidade de expressar sentidos
Articulação do sentido a ser expresso
Estruturação da mensagem, no discurso pela morfossintaxe, léxico-gramática, pelo sistema fonológico, por noções de registro e formalidade
Uso adequado da língua à situação e ao contexto
Noções de pragmática
Exige
Fluência
Precisão no uso
Compreensão e produção de traços segmentais e suprassegmentais (sons)
Tarefas
Oportunidades de revisão
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Descrições e narrativas
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Debates e resoluções de problemas
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Definição de tempo mínimo e máximo para planejamento
Estágios
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Bidirecionais
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Interação social
Atividades teatrais
poucas pesquisas nacionais
Leitura
Processo ativo, produtivo e interativo
Preparação
Observação da estrutura
Avaliação
Previsão do conteúdo
Seleção de partes mais importantes que merecem ser lidas detalhadamente
Habilidades
Depreender sentido de palavras e conceitos desconhecidos
Comparar e integrar conhecimento anterior à temática
Prestar atenção ao estilo, posicionamento, expressão e intenções do autor
Criar sentido do texto
Modelos intercalantes
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Escrita
Abordagem
Processo
(interacional)
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Produto
5 more items...
Cotton
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ESTUDOS APLICADOS À DIDÁTICA EM SALA DE AULA
Trabalho em grupo
Vantagens
Mais expressão
Variedade na participação
Assumida de outros papeis e novas negociações de sentido
Percepção das diferenças e dificultades individuais
Diminuição da ansiedade e aumento da motivação
Aumento do prazer devido a interação com colegas
Aproximação dos colegas
Aprendizado de trabalho em grupo
Assumida da responsabilidade da aprendizagem
Potencialização da aprendizagem
Desvantagens
Aprendizado de erros
Desafios
Negociação entre alunos tem o papel de substituir a interação com nativos
Exige planejamento, orientação, atenção e reflexão do professor
Trabalho
colaborativo
todos se engajam coordenadamente em prol do cumprimento da tarefa
em grupo
cada um se responsabiliza por uma parte da atividade
Uso da língua materna para manter a interação
Alunos não assumem a responsabilidade que lhes cabe
Uso da língua materna
Falta de habilidades sociais de interação
Perda de controle
Esfacelamento de grupos
Trabalhos incompletos
Problemas de pronuncia
Dúvidas estruturais
Conflitos e divergências
Erros não corrigidos
Uso mais rico e informal da língua
Ajuda mútua
Maximização da produção
Compartilhamento de conhecimentos
Esforço na compreensão
Feedback Corretivo
Conceito
Feedback corretivo
Qualquer sinalização sobre o uso incorreto da língua
Captação da atenção do aluno para a produção inadequada e a oportunidade de criar sentidos
Correção direta
Modificação da produção visando eliminar o erro
Formas
Correção explícita
Indicação de erro e oferecimento da correção
Reformulação
Reestruturação da fala dos alunos, sem indicar que houve erro
Pedidos de esclarecimento
Indicação de não entendimento
Dica metalinguística
Questionamento direito (é essa a pronuncia correta?)
Elicitação
Solicitação da forma correta (como se diz isso?)
Repetição
Repetição da frase com ênfase sobre o erro
Feedback múltiplo
Combinação de vários tipos
Prática
Reformulações correspondem a maioria das correções
Grande parte das reformulações não são repetidas pelos alunos
Algumas vezes não percebem se tratar de um erro logo não melhoram na língua
Variar as formas para promover mais negociações e forçar os alunos a usarem seus conhecimentos
Observar a orientação do ensino
Oferecer feedback de natureza oposta a esta orientação
Preferência brasileira pela correção explícita e dicas metalinguísticas
Alunos
Preferem correção explícita, elicitação, pedidos de esclarecimento e dicas metalinguísticas
Apesar de certa vergonha, a maioria se sente satisfeita e estimulada por ser corrigida
Correção pode ser imediata ou posterior
Adultos gostam de ser corrigidos porém não gostam de se sentir expostos
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Complementação do ensino com coleta de informações significativas e úteis apreciando até que ponto estão sendo alcançados os objetivos de ensino
Elaboração
Planejamento
Construção
Aplicação
Correção
Análise de resultados
Lançamento de notas
Ações pedagógicas
Adequação do programa de ensino
Provimento de feedback
Construção de atividades diferenciadas para atender os distintos níveis de desempenho
Teoria da avaliação
Validade
Instrumentos de avaliação são válidos se avaliam o que se pretende avaliar e nada mais
(1) direções claras
(2) tarefas bem elaboradas em formatos conhecidos
(3) itens claros e descomplicados
(4) conteúdo legível e bem distribuído refletindo o que foi trabalhado
(5) nível de dificuldade desafiador
(6) relação adequada entre números de questões e tempo
Confiabilidade
Consistência e estabilidade dos resultados produzidos
Confiabilidade do Instrumento
Confiabilidade entre Examinadores
Confiabilidade do Objeto
Praticidade
Adequação a recursos financeiros, materiais e humanos além de metodologias comuns
Autenticidade
Correspondência entre a tarefa e a língua usada no dia a dia
Efeito retroativo
Consequência no ensino e na aprendizagem
Efeito negativo:
ansiedade e medo pré avaliação
Efeito positivo:
atividades de avaliação informais
feedback interativo
Propósito da avaliação
Proficiência
Informações sobre competência global no uso da língua
Nivelamento
Distribuição de alunos de acordo com seu desempenho
Diagnóstica
Conhecer as diferenças no desempenho dos alunos orientando o plano de ensino
Observar recepção de conteúdos que ainda serão passados
Aproveitamento
Apreciar até que ponto foram alcançados os objetivos de ensino
Classificação das avaliações
Tipo
Tradicional
Testes e provas
Priorização de questões fechadas reconhecendo apenas a resposta correta
Alternativa
Apreciação do processo de aprendizagem observando o desempenho global
Apresentações orais, simulações da vida real e tarefas autênticas
Misto
Natureza
Direta
Tarefa que permite ao candidato desempenhar a habilidade a ser avaliada
Escrita e oral
Indireta
Escuta e leitura
Tarefas que garantam a demonstração de sucesso indiretamente
Tarefa de identificar erros em frases:
identificação de erros é uma microhabilidade que sustenta a macro de escrever considerando que quem identifica erros não o produz
Abordagem
Discreta
Separadamente
Cada questão testa um aspecto específico de linguagem
Integrativa
Mobilizam diversas habilidades
Exigem aplicação e integração de conhecimento
Formato
Fechado
(resposta única)
Não envolvem produção da língua não podendo ser usadas para acessar diretamente habilidades de fala e escrita
Múltipla escolha, clozes com alternativas, perguntas de elicitação (figuras e objetos), questões de julgamento (V ou F)
Semi-aberto
(resposta limitada)
Ausência de alternativas exigindo produção e aplicação do conhecimento
Tarefas de elicitação (descrição de figuras e objetos), clozes sem alternativas, ditados ou tarefas de imitação (reproduzir diálogos) ou reconstrução (dictogloss), tarefas de reorganização (palavas, frases ou parágrafos), tarefas de combinação (juntar colunas)
Aberto
(resposta construída)
Liberdade para redação de respostas diferentes
Produção linguística
Entrevistas, role-plays e simulações, redações, tarefas com lacunas de informação e relatos orais ou escritos
Correção
Objetiva
Apenas uma resposta
Subjetiva
Julga-se a qualidade da resposta por meio de critérios e procedimentos bem estabelecidos
Avaliação avaliativa
Observação
Por eventos, atividades e interações
Devem ser planejadas garantindo coleta de informações relevantes
Delimitar o que observar
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Tabelas de marcação e classificação
Conversas com o professor
Reflexão e avaliação da aprendizagem do ponto de vista dos alunos
Perguntas sobre a satisfação do próprio desempenho
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Observar melhor momento para aplicar especificando propósitos e metas
Diários Dialogados
Interação sem um diálogo face a face
Conhecimento mais profundo sobre história, desenvolvimento linguístico e habilidades
Sentimentos relacionados a experiências, atitudes e desempenho além de colegas e professor
Definição de calendário para escrita, apresentação, leitura e comentários do docente
Promoção do uso da língua sem o propósito da correção
Portfólios
Amostras de trabalhos dos alunos acompanhando a evolução da aprendizagem
Promove a valorização da aprendizagem e assumida de responsabilidade na seleção
Relatórios, poemas, cartas, rascunhos, redações, projetos, registro de leituras, gravações em vídeo, qualquer trabalho
Compartilhamento, promovendo interação e apreciação de experiências
Docente deve orientar sobre a quantidade e natureza das amostras a serem incluídas no Avaliativo
Cada amostra deve ser descrita, justificando o critério para seleção e relato do que se aprendeu
Introdução gradual na rotina
Julgamentos e Notas
Ter como objetivo exclusivo o domínio de conhecimentos e habilidades
Comportamentos em sala, atitudes, esforço e participação não devem influenciar na nota
Informe aos alunos sobre seus progressos para que possam direcionar seus estudos e progredir
Preferir escala numérica a conceitos (bom, excelente, ruim)
Dar opções amplas de trabalhos para que eles escolham os que mais desejam fazer
Tarefas distintas, cada uma valendo pontos compatíveis com o valor educacional e motivacional além de dificuldade e quantidade de tempo e esforço
Ensino Comunicativo de Línguas
4 habilidades interdependentes entre língua e comunicação
Competência de interpretar e responder corretamente:
linguística (conhecimento de gramática e vocabulário)
sociolinguística ou pragmática (expressão adequada ao contexto)
estratégica (comunicação eficiente e resolução de problemas)
discursiva (coerência e consistência durante uma interação)
Currículo:
(1) envolver os estudantes em atividades interativas para troca de informações ou resoluções de problemas
(2) uso de textos autênticos e reais ao invés dos pedagógicos
(3) observar história, necessidades e metas dos alunos
Princípios:
(1) uso da língua estrangeira por meio de atividades interativas e significativas
(2) incentivar a experimentação com a língua
(3) erros como indicadores da evolução
(4) criar oportunidades para o desenvolvimento de acuidade e fluência
(5) integrar escuta, fala, leitura e escrita
(6) indução de regras gramaticais
Negociação de sentidos:
(1) pedidos de esclarecimento
(2) verificação ou confirmação de compreensão
(3) repetição
(4) refraseamento
Ensino por Disciplinas
Ensino de determinado conteúdo ou informação na língua estrangeira sem preocupação com conteúdos linguísticos por exemplo uma aula de publicidade em espanhol
Abordagem temática: ensino organizado por temas e não conteúdos gramaticais
Abordagem hospedeira: ensina-se o conteúdo disciplinar por meio de uma língua estrangeira
Abordagem adjunta: cursos integrados - um para aprender a língua e outro sobre o conteúdo
Ensino por Imersão
Educação bilingue
Acima de 50% de uso de língua estrangeira é o mais eficiente tendo casos de 90%
Ensino por Tarefas
Tarefa pedagógica:
trabalho que envolve compreensão, manipulação, produção ou interação com a língua tendo a atenção focada na mobilização de seu conhecimento para expressar sentidos
(1) pré tarefa
(2) tarefa
(3) pós tarefa
Ensino Instrumental
Ensino de Língua para Fins Específicos
Foco na leitura
Estudo mínimo da gramática
Colégios regulares com foco em vestibular
Papel da pragmática (como expressar sentidos adequados ao contexto)