A presença de doenças crônicas, na ausência de imussupressão, não contraindica a aplicação de vacinas vivas atenuadas ou inativadas. As contraindicações formais nessa situação são as mesmas da população em geral: anafilaxia a um dos componentes da vacina ou ocorrida após dose anterior; Pessoas com coagulopatias podem apresentar risco de sangramentos após aplicações intramusculares. Como alternativa, indica-se a aplicação subcutânea ou após a administração do fator de coagulação ou concentrado de plaquetas; Na vigência de imunossupressão por doenças ou drogas, as vacinas inativadas podem ser recomendadas com segurança. No entanto, a depender do grau de imunossupressão, a eficácia em geral é comprometida e outras medidas preventivas, inclusive a vacinação de conviventes domiciliares, são também importantes; Pacientes que entrarão em terapêutica imunossupressora devem, idealmente, fazer as vacinas vivas atenuadas antes do início da imunossupressão, para que a vacinação seja segura e possa induzir resposta imune satisfatória; As vacinas inativadas podem ser recomendadas no pré e pós-transplante de órgãos sólidos. No entanto, para minimizar o prejuízo da resposta imunológica no pós-transplante imediato, deve-se aguardar um tempo mínimo necessário para iniciar a vacinação pós-transplante; Pessoas transplantadas de células-tronco hematopoiéticas devem aguardar seis meses para iniciar a aplicação de vacinas inativadas. Para esses pacientes, vacinas vivas atenuadas podem ser recomendadas dois anos após o transplante de células progenitoras da medula, após reconstituição imunológica, exceto em caso de doença do enxerto contra hospedeiro (DECH); Vacinas aplicadas durante tratamentos imunossupressores deverão ser repetidas após a interrupção do
tratamento em paciente imunocompetente.