Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
MÓDULO 6 - SEGURANÇA DO PACIENTE, TATIANE DE LUCENA CUPERTINO DA SILVA -…
MÓDULO 6 - SEGURANÇA DO PACIENTE
SEGURANÇA DO PACIENTE NA VACINAÇÃO
6 atributos da qualidade do cuidado: segurança do paciente; efetividade; centralidade no paciente; rapidez no atendimento e redução das filas; eficiência e equidade
Tipos de erros: circunstância notificável; near miss ou quase erro; incidente sem dano; incidente com dano ou evento adverso
Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) instituído por meio da Portaria nº 529/2013
Estímulo à prática assistencial segura; envolvimento do paciente na sua segurança; inclusão do tema no ensino; incremento de pesquisas sobre o tema
Reduzir ao mínimo aceitável o risco de dano desnecessário associado ao cuidado em saúde
"9 Certos" da administração de medicamentos: medicamento certo, paciente certo, dose certa, via certa, horário certo, registro certo, ação certa, forma farmacêutica certa, monitoramento certo
3 Tipos de higienização das mãos: higiene simples das mãos, higienização antisséptica, fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica
Farmacovigilância das vacinas e imunobiológicos
Evento adverso - Qualquer incidente que cause dano ao paciente
Evento adverso pós-vacinação: são esperados, ou podem ocorrer depois de um ato vacinal
PREVENÇÃO DE ERROS NA VACINAÇÃO
Principais tipos de erros: troca entre vacinas, faixas etárias, erros no preparo (vacinas com dois componentes), administração de vacinas vencidas
Características importantes para prevenção de erros: gestação, amamentação, HIV (comorbidades), alergias
Formas de prevenir: checagem de critérios de contraindicação; treinamento da equipe; disponibilização de informações sobre as vacinas (dois componentes); checagem da validade; envolvimento do paciente ou do responsável nessa checagem
FARMACOVIGIÂNCIA DE VACINAS
Processo de detecção, avaliação, compreensão, prevenção e comunicação de eventos adversos pós-vacinação ou de qualquer outro evento relacionado à vacina ou à imunização
Classificação dos efeitos adversos: locais (eritema, prurido, dor, edema); sistêmico (febre, letargia, convulsão, broncoespasmo)
Evento adverso grave é aquele clinicamente relevante que requeira hospitalização; Evento adverso não grave não apresenta risco, mas em alguns casos requerem atenção especial
Quanto a causalidade: reação relacionada ao produto, reação relacionada à qualidade da vacina, erro de imunização, reação de ansiedade relacionada à imunização
Reação coincidente: eventos causados por outros motivos, não relacionados à vacina
Avaliação de causalidade: relação temporal, onde a causa deve preceder o efeito; associação estatisticamente significativa; consistência da evidência; plausibilidade e coerência biológica
Atenção às condições do paciente
Minimizar efeitos nocivos à população
Evento adverso pós-vacinação (EAPV) é qualquer complicação indesejada após a vacinação. Qualquer dano ao pacientes
Eventos adversos esperados mais comuns: febre, dor, edemas locais; graves: convulsões febris, episódios hipotônico-hiporresponsivo, anafilaxia
Eventos adversos inesperados são aqueles não identificados anteriormente: invaginação intestinal, falência múltipla de órgãos; ou desvios de qualidade do produto, como contaminação de lotes, teor indevido de endotoxina
Todos os eventos adversos graves e/ou inesperados devem ser notificados imediatamente
Sistemas informatizados de notificação: Sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações; VigiMed (acessível aos cidadãos); NOTIVISA (registro de queixas técnicas)
Reações locais: administração de analgésicos; compressas frias, em 24 horas até 48 horas; abcessos devem ser submetidos à avaliação médica (antibióticos ou cirurgias).
Febre: quadro geralmente benigno e autolimitado; ficar em repouso e em ambiente ventilado; administrar água e outros líquidos apropriados (leite materno e terapia de reidratação oral); ingestão de água; uso de antitérmicos
Convulsão febril: maioria das crises cessa espontaneamente em poucos minutos; as mais prolongadas necessitam de tratamento e medidas de suporte
Anafilaxia: avaliar a circulação, as vias aéreas, a respiração e o estado de consciência; posicionar o paciente na posição supina ou decúbito dorsal se não há dificuldade respiratória
Síncope vasovagal ou desmaio: manter sob observação em ambiente arejado; permanecer em decúbito dorsal, com membros inferiores discretamente elevados; se houver episódio anterior, encaminhar ao médico
REAÇÕES ANAFILÁTICAS PÓS-VACINAÇÃO
Anafilaxia - reação imunológica especialmente mediada por IgE. Hipersensibilidade sistêmica aguda, potencialmente fatal
Anafilactóide - reação semelhante à anafilaxia, sem a participação das imunoglobulinas
Desencadeadores da anafilaxia: medicamentos, alimento e veneno de insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas); outros agentes comuns como o látex; estímulos físicos, como exercício e frio
Anafilaxia bifásica: recorrência da reação após solução do episódio inicial, sem que haja nova exposição ao alérgeno. Mais frequente na anafilaxia alimentar
Choque anafilático: hipóxia celular e tecidual devido à redução da oferta, aumento do consumo ou utilização inadequada de oxigênio. Adrenalina e epinefrina são utilizadas
SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV)
Reações de anafilaxia: reações de pele ou de mucosa com comprometimento respiratório ou hipotensão
Aplicação de epinefrina (evitar parada cardiorespiratória). Adulto: 0,5mL na região anterolaretal da coxa. Crianças: 0,01mL por kg
Mitigar o curso da doença, o curso da emergência para se evitar o desfecho óbito
Parada cardiorespiratória: ausência de resposta, ausência de respiração ou em "gasping" (movimento respiratório inefetivo), ausência de pulso palpável central
Checagem de pulso em adulto ou criança: pulso carotídeo. Bebês (28 dias de vida até 1 ano de idade): pulso braquial ou femoral
Adultos: 30 compressões x 2 ventilações por 2 minutos (1 socorrista - 5 ciclos). Ao final checar pulso e ventilação
Bebês e crianças: 30 compressões x 2 ventilações por 2 minutos (1 socorrista - 5 ciclos). 15 compressões x 2 ventilações por 2 minutos (2 socorristas - 10 ciclos). Dar petelecos nos pés para ver se o bebê responde. Ao final checar pulso e ventilação
100 a 120 compressões por minuto. 200 a 240 compressões por minutos no caso de ausência de ventilação
100 a 120 compressões por minuto. 200 a 240 compressões por minutos no caso de ausência de ventilação
A cada 2 minutos, revezar os socorristas
Sequência de atendimento
- Avaliação responsiva; avaliar a respiração e pulso simultaneamente por até 10 segundos > em caso de ausência iniciar PCR (compressões torácicas imediatamente
NOTIFICAÇÃO DE QUEIXA TÉCNICA (NOTIVISA)
Queixa técnica é qualquer suspeita de alteração ou irregularidade de um produto ou empresa relacionada a aspectos técnicos ou legais, que pode ou não causar danos à saúde individual e coletiva. É uma desvio de parâmetros de qualidade de um produto
No evento adverso o problema ocorre no paciente; na queixa técnica o problema ocorre no produto
Excursões de temperatura é o tempo que o material fica fora da temperatura especificada
É absolutamente contraindicada a mistura de vacinas de frascos ampolas diferentes para completar dose, pelo risco de contaminação
NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS SUPOSTAMENTE ATRIBUÍVEIS À VACINAÇÃO OU IMUNIZAÇÃO (ESAVI)
Classificados em: leve, moderado ou grave
As ações de vigilância são voltados para os eventos moderados e graves (resulta em disfunção ou incapacidade significativa persistente, uma sequela; anomalia congênita; risco de morte; hospitalização ou óbito)
Sistema e-SUS Notifica do MS e Sistema VigiMed da Anvisa
Todos os eventos adversos graves ou inusitados devem ser notificados imediatamente em nível hierárquico superior. Máximo dentro das primeiras 24 horas
VigiMed substituiu o Notivisa, ou seja, o notivisa não deve ser mais utilizado para a notificação de eventos adversos de medicamentos e vacinas. Porém, o Notivisa continua sendo o sistema de notificação de queixas técnicas para medicamentos e vacinas
Notificações pelo VigiMed: reações adversas, erros de medicação, inefetividade de medicamentos e vacinas
TATIANE DE LUCENA CUPERTINO DA SILVA