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Reações Anafiláticas Pós-vacinação - Coggle Diagram
Reações Anafiláticas Pós-vacinação
Anafilaxia
Reação imunológica mediada por IgE. É uma reação de hipersensibilidade sistêmica aguda potencialmente fatal com mecanismo, apresentação clínica e gravidade variáveis, que resulta da liberação de mediadores dos mastócitos e basófilos
Anafilactóide: Refere-se a uma reação semelhante, mas sem a participação de imunoglobulinas
Manifestações clínicas
Espasmo do músculo liso
Aumento da permeabilidade vascular
Vasodilatação e estimulação das terminações nervosas
Ativação reflexa das vias efetoras vagais
Depressão miocárdica
Desencadeantes
Medicamentos, alimentos e veneno de insetos (principais desencadeantes)
Látex
Exercício físico e frio
Principais , no Brasil, são: Medicamentos alimentos e insetos
Anafilaxia idiopática: Não é possível identificar o agente causal
Sinais e sintomas
Os sintomas variam de leves a graves, mas normalmente a pessoa apresenta os mesmos sintomas todas as vezes
Começam frequentemente com uma sensação de desconforto, seguida por uma sensação de formigamento e tontura
Em seguida, surgem rapidamente sintomas mais graves
Coceira, urticária generalizada, sibilos, dificuldade respiratória, desmaio e mais sintomas alérgicos como espirros, rubor e tosse
Um sintoma muito comum é o angioedema, inchaço do tecido sob a pele
O coração palpita rapidamente; a pessoa pode se sentir ansiosa e agitada; a pressão arterial pode cair, causando desmaio pode ficar perigosamente baixa, causando choque anafilático
Sintomas como náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarreia também podem ocorrer
As reações anafiláticas começam n os primeiros 15min. da exposição ao alérgeno. Excepcionalmente, as reações começam após 1h
Anafilaxia bifásica: Recorrência de manifestações após aparente resolução do episódio anafilático inicial, sem que haja exposição adicional ao agente desencadeante
Ocorre em cerca de um quinto dos episódios de anafilaxia, tipicamente 8 a 10 horas após a resolução inicial das manifestações, embora estejam descritas recorrências até 72 horas.
São mais frequentes na anafilaxia alimentar
Não confundir a anafilaxia com:
Hiporrensponsividade
Palidez
Transtornos somáticos ( ansiedade e convulões)
O desmaio é relativamente o mais comum nessas situações principalmente em crianças com mais de 5 anos de idade e entre adolescentes. Isso pode ser reduzido, minimizando o estresse entre os que aguardam a aplicação por meio de curtos tempos de espera, temperatura ambiente confortável, preparação da vacina fora da linha de visão do paciente e privacidade durante o procedimento
Na maioria dos casos, o desmaio cursa sem manifestações mucocutâneas, sem manifestações gastrointestinais ou que indiquem comprometimento das vias aéreas superiores ou inferiores
Choque Anafilático: Hipóxia celular e tecidual devido à redução da oferta ou aumento do consumo ou até utilização inadequada do oxigênio
Ocorre mais comumente quando há insuficiência circulatória manifestada, como hipotensão, isto é, perfusão tecidual reduzida devido à redução do volume sanguíneo, do débito cardíaco ou da redistribuição do sangue, o que resulta em volume circulante efetivo inadequado
Esse fenômeno resulta em metabolismo celular alterado, morte celular, disfunção e falha de órgãos
A adrenalina ou epinefrina, é o fármaco de escolha para o tratamento, sendo os outros fármacos considerados tratamento adjuvante; melhores evidências científicas que anti-histamínicos H1, H2 ou corticoides
A falha na administração rápida de adrenalina tem sido associada a fatalidades, aumentando o risco de anafilaxia bifásica, encefalopatia isquêmica e óbito
O Brasil não dispõe de regulação sanitária que autorize a disponibilidade de adrenalina nas farmácias
Portanto, em caso de anafilaxia, entrar em contato imediato com o SAMU, por meio do 192
Se possível solicitar que outra pessoa faça a chamada, enquanto o farmacêutico observa o paciente
Segundo o Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, é recomendado que pacientes sejam vacinados na posição sentado e observados com atenção por até 15 min. uma vez que desmaios ou síncope podem ocorrer após qualquer vacinação
Entre as medidas de segurança recomendadas, por exemplo, na vacinação contra influenza em pacientes que têm histórico de urticária após a ingestão de ovo, estão a observação posterior por pelo menos 30 minutos, em ambiente que contém as condições de atendimento para essas reações anafiláticas
Para prevenir ou neutralizar um potencial colapso circulatório, recomenda-se que o paciente consciente seja colocado em decúbito dorsal. Gestantes devem ser posicionadas em decúbito lateral esquerdo, essa posição também é a mais indicada para pacientes que estiverem inconscientes
Existe uma concordância universal de que a maioria dos pacientes deve ser colocada em decúbito dorsal durante a anafilaxia
A incidência de anafilaxia nos EUA é inferior a 2 casos por milhão de doses de vacina aplicadas. Em 10 anos de observação, foram encontradas apenas 5 mortes por anafilaxia