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As cidades amuralhadas na alta Idade Média - Coggle Diagram
As cidades amuralhadas na alta Idade Média
Domínio do campo
Processo de ruralização na passagem do mundo antigo para o medieval
Razões para justificar a perda de importância da vida urbana
Dificuldades econômicas
Baixa circulação monetária
Grau crescente de insegurança
Pessoas daquele tempo viviam sob condições precárias, produzindo basicamente para sua própria subsistência
Diminuição da população urbana
Concentração da população dentro dos muros erguidos para proteger as cidades
Período cronológico situado entre os séculos V e X da era cristã
Desmoronamento das instituições do império romano
Invasões bárbaras
Origem Eslavas
Hunos
movimento de diversas comunidades tribais germânicas
Lombardos
Burgúndios
Jutos
Anglos
Alamanos
Vândalos
Saxões
Suevos
Alanos
Visigodos
Francos
Ostrogodos
As cidades não surgiram nesse período
Dificuldades de sobrevivência
Vida urbana não desapareceu por completo
Ruas eram muito estreitas, logo moradias eram apertadas
Demolição de edifícios da época romana para reaproveitamento dos materiais, reconstrução era feita com madeiras
Um grande perigo era os incêndios que podiam comprometer desde casas até cidades inteiras
Adaptando-se aos tempos difíceis
Proprietários de terras e de escravos, vivam no campo, nas chamadas
villas
Nas proximidades das residências aristocráticas, chamadas
castra
, os proprietários mandavam construir suas capelas particulares
As cidades precisaram se adaptar aos tempos difíceis marcados pela fome e guerra para sobreviver
Mesmo com essas dificuldades e sendo pouco importante sob o ponto de vista econômico as cidades continuavam a ter um significado especial
Umas das funções era a administrativa
Com a tomada das cidades pelos reis bárbaros elas não deixaram de ter um papel central nos governos
Os líderes espirituais tiveram uma iniciativa de eleger as cidades como centros de atuação, assim designaram bispos
Alguns historiadores denominam a Alta Idade Média de "idade dos bispos"
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Outra função era para as guerras
A partir do século III, elas foram fortificadas
A dinâmica urbana na baixa Idade Média
Principio do século IX
Uma verdadeira febre entre impelia a comunidade cristã a ter uma igreja mais suntuosa que a do vizinho
Desde o século XI até pela metade do século XIV, a Europa passou por um período de recuperação e expansão econômica
Resultando no crescimento e reorganização das cidades
Este crescimento ocorreu na época ao apogeu do feudalismo
Entre 1150 e 1300 o número de cidades e de sua população aumentaram progressivamente
Podemos dizer que o renascimento urbano foi o principal responsável pela desestruturação da vida rural, típica do feudalismo
Cidades Novas
Revolução agrícola entre X e XIII
Movimento progressivo de exploração da terra
Estimulação dos camponeses na exploração de novas áreas por parte dos senhores feudais em especial os representantes das igrejas
Surgimento dos
suavetés
a partir do século XII, que eram pequenas aldeias que tinham objetivo de servir de moradia e abrigo para os trabalhadores que exploravam
Era concedido isenção de taxas
No sul da França os mosteiros e abadias da Ordem de Cister, estimularam a criação de burgos fortificados, os chamados
bastides
Suavetés e Bastides
são as "novas cidades" francesas
Áreas rurais circunvizinhas
Importantes transformações na sua própria configuração espacial
Dilatação das muralhas e aumento do perímetro urbano
A designação de burguês surge, inicialmente para designar os artesãos e pequenos comerciantes e posteriormente estendeu-se para todos os habitantes urbanos
As cidades abrigavam expressivos números de consumidores, mas raramente dedicavam-se a atividade produtivas para se manter
Com isso pequenas aldeias eram criadas para essas produções, no norte da Itália elas eram denominadas
contados
, já na França eram
banlieules
Espaços públicos e paisagem urbana
A disposição dos espaços físicos, sua organização e sua aparência, concediam a sua personalidade
Um símbolo muito interessante e forte dessa identificação são as portas, cidades como Carcassone tem somente duas portas que ligam a cidade ao mundo exterior, diferente de cidades do século XX
Entre 1150 e 1300 as pontes que antes eram de madeira foram destruídas e em seu lugar foram construídas pontes de pedra em cidades que eram cortadas por rios
Havia alguns pontos propícios a convivência e sociabilidade
Para os demais eram os centros de convivência, tais como praças, poço público, pelourinho, patíbulo e a principal delas o templo religioso
No caso dos mais abastados esses espaços podiam ser na sua capela particular ou no pátio
Os parvis, que era um espaço situado na frente dos templos também servia para os fiéis discutirem antes e depois das missas
Burguesia e o comércio
Governos municipais
A conquista da autonomia
Comuna é uma nova e péssima designação de acordo em que os chefes de família pagam para os senhores apenas uma vez ao ano, o tributo de servidão
No sistema feudal as relações eram de forma vertical, já nas cidades eram de forma horizontal
As primeiras reinvindicações urbanas eram para diminuir o poder senhorial
As comunidades lutavam para obter a isenção de impostos e liberdade política-administrativa
Tendo como desejo obter uma carta de franquia que iria garantir uma maior independência aos integrantes da comunidade. Em geral a mesma não era concedida pelos senhores.
Liberdades adquiridas
No começo do século XIII, as comunidades já haviam alcançado relativa independência em relação à autoridade senhorial
Os burgueses conseguiu conquistar judicialmente alguns privilégios e direitos próprios
Dentro dos muros das cidades havia a "lei da cidade", que garantia uma certa proteção e uma relativa liberdade.
Geralmente o governo estava a cargo de um conselho administrativo que eram um grupo de cidadãos eleitos periodicamente
Aos representantes cabia o dever de convocar reuniões com o conselho, assembleias populares, manter a paz, cuidar das viúvas e órfãos, administrar a justiça e organizar e liderar tropas militares
Estes representantes podiam ter vários nomes, tais como cônsules, juiz, zalmedina, alcaide
Os donos do poder
Fazer parte do governo municipal, significa conquistar prestígio e influência. Entre os membros apenas os poderosos eram eleitos
Os registros nos mostram que pessoas extremamente influentes eram chamadas de magnatas
Outro grupo foi o dos comerciante. O governos destes juntamente ou contra os magnatas estes foram aos poucos tomando dos órgãos de representação do das cidades.
O governo dos comerciantes e dos nobres formou o que chamamos de patriarcado
Grandes cidades como Veneza, Gênova e Florença tornaram-se Estados soberanos e controlavam seus próprios negócios
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Em geral as cidades estavam sobre a jurisprudência de um conde, bispo, arcebispo ou até de um rei
A "indústria" medieval
Na Idade Média as atividades não possuíam grande diversificação, a circulação era limitada e o desenvolvimento técnico reduzido
As oficinas se assemelhavam a pequenas empresas familiares de hoje
O chefe, que era mestre-artesãos muitas vezes tinha as ferramentas, mas não o matéria prima que era fornecida pelo cliente ou comerciante
Os três principais tipos de atividades eram: tecelagem, a construção civil e a metalurgia
Na tecelagem a fabricação era em sua maioria de lã e linho, embora tivesse produção de seda e algodão
As oficinas eram situadas em baixo da moradia do artesão e o grupo de aprendizes era em geral formado por jovens com mais de 12 anos
Construção civil, assim como o vestuário e a alimentação a construção era indispensável
Muito por parte da necessidade de defesas e também pelas exigências da igreja
Até o século XIII as casas eram denominadas madeira, depois se popularizou entre os nobres e burgueses a construção de casas de pedra
Era no entanto a igreja que mais ocupava os artesãos da construção
Mineração e metalurgia
No século XI e XII a riqueza jazia sobre os minérios de chumbo, cobre, ouro, prata e ferro que eram estavam presentes nos territórios que hoje são a Alemanha e alguns países do leste europeu
As jazidas de ferro estavam mais espalhadas pela Europa, fazendo com que o seu comércio fosse mais ativo
Nos séculos XIV e XV surgiram os primeiros altos-fornos responsáveis pela fabricação do ferro fundido
Vida e trabalho dos artesãos
A sociedade urbana medieval era pré-industrial
O trabalho é menos especializado
Corporações de ofício
Prevalecia o modelo de associacionismo e a solidariedade coletiva, não existia capitalismo
Eles eram organizados em corporações de ofício, guildas ou artes
Está associação era apenas do mestre de cada ofício
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Os companheiros de tecelagem
A medida que o dinheiro ia transformando as estruturas da sociedade, os mestres cada vez mais dependiam de investimentos, empréstimos ou de financiamentos oferecidos por grandes comerciantes
O sistema de pagamento era em gênero alimentício, que aprisionava o trabalhador
Diante dessas condições de trabalho, a relação dos companheiros empregados na indústria têxtil muitas vezes acabava em revoltas armadas ou greves
Operários de construção
Ao contrário da tecelagem os operários da construção podiam se deslocar a vontade e até recusar preços oferecidos
Como recebiam por tarefa previamente estabelecida, essa forma de remuneração acabava sendo vantajosa para o patrão
Em meados do século XIV, uma nova forma de medir o tempo oferecia maior precisão, o relógio mecânico, isso ajudou no debate do tempo de trabalho
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Condição feminina e trabalho urbano
Na opinião geral dos homens da Idade Média, as mulheres eram naturalmente "inferiores"
Nas cidades, embora inferiorizadas, as mulheres tiveram oportunidade de desempenhar papéis mais significativos do que as camponesas e damas da nobreza
Criadas para o trabalho doméstico
O serviço das mulheres pobres foi essencialmente o doméstico
Havia um grupo de criadas semilivres composto por moças, que eram incorporados nas casas dos burgueses e nobres por meio de contratos firmados, para realizar a manutenção da casa, cuidar dos filhos, acompanhar seus senhores e ser-lhes fiel
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As artesãs
Enquanto na nobreza as mulheres que não se casavam iam para conventos, na pobreza elas tinham que ajudar desde cedo, solteiras ajudavam os pais, casadas os maridos e viúvas trabalhavam para se manter
A grande maioria das mulheres economicamente ativas estavam empregadas nas oficinas artesanais
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Mercadoras e comercio feminino
Algumas mulheres pertencentes às famílias de burguesas atuavam diretamente no comércio
As mercadoras atuavam nas ruas e feiras, em geral no pequeno comércio
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Nascer e crescer nas cidades
Dois termos designavam os filhos
puer
e
infans
O primeiro expressa a ideia de pureza, enquanto o segundo a condição limitada do ser humano em seus primeiros anos de vida
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Nascimento e primeira infância
Os bebês eram acomodados em berços móveis
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Aprendendo as primeiras letras
A infância não era apenas diversão, era como hoje um período mais importante de aprendizado
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Bancos escolares
Aos completar 14 anos, meninos e meninas viam sua situação Modificar no seio familiar
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Área de lazer, competições e espetáculos de rua
O tempo de reservado ao trabalho era sensivelmente diferente para as pessoas da Idade Média. Comparado aos dias de hoje trabalhava-se menos naquela época, e sobrava mais tempo para descanso, o lazer e a distração
Locais de convívio
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Jogos de azar
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Torneios e competições
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Teatro de rua
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O espaço da festas
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A poluição na Idade Média
Florestas eram derrubadas a fim de se obter madeira para os fornos e forjas ou para a construção, tornando a madeira um recurso escasso
A vida nas cidades só foi possível porque cada comunidade começou a produzir, abrigando pessoas dedicadas ao comércio
Aumento populacional atraiu pessoas do campo e trabalhadoes
O mercado e feiras
A cidade antes de mais nada era um espaço de troca
A organização comercial tornou indispensável o estabelecimento de um lugar fixo, nos séculos XII e XIII a tendência era se estabelecer perto das muralhas ou portos
A designação dos comerciantes estava relacionada a localidade tendo os burgueses ou então
poorters
ou
portmans
Já nas feiras ocorriam próximas de rios ou rotas comerciais, ali se reuniam negociantes de tecidos, armas, de especiarias e os que faziam o câmbio do dinheiro
O poder do dinheiro
Parte das compras e vendas era feita com mercado do Oriente distante
Esse alargamento de atividades comerciais provocou alterações profundas na estrutura socioeconômica da Europa
Já ao norte era exploradas rotas que levavam a Inglaterra, Países Baixos, Suíça e Rússia
No sul da Europa as rotas eram para Constantinopla ou no Oriente Médio
A afirmação da burguesia
O grupo em ascensão procurou desfrutar, imitando hábitos e comportamentos típicos dos nobres
Só muito tempo depois da Idade Média é que os burgueses foram aceitos no grupo da elite
A igreja não via com bons olhos os novos ricos, já que estes praticavam a agiotagem, que era condenada pela igreja, mesmo alguns papas recorrendo a este recurso
Do século XIII em diante, a riqueza permitiu que os comerciantes adquirissem bens que antes eram utilizados por nobres e príncipes, após isso surgiu a lei suntuária que não permitia que os plebeus mesmo ricos pudessem exibir sinais de suas riquezas