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Doenças em cavidade nasal e seios paranasais - Coggle Diagram
Doenças em cavidade nasal e seios paranasais
Anatomia
Cavidade nasal é estreita e alongada
Seu comprimento é relativo ao tipo de conformação craniana
Braquicefálica, mesaticefálica ou dolicocefálica
Seios paranasais
Estruturas ocas que se conectam às passagens respiratórias e são descritos como parte do sistema respiratório
Recesso maxilar e seios frontal e esfenoidal
Diagnóstico
Histórico do paciente e manifestações clínicas
As vezes o quadro clínico é pouco específico
Mal-estar letargia, perda de apetite e perda de peso
Anamnese
Avaliar a evolução e a progressão da doença, lado da doença e se há ou não secreção nasal e o seu tipo, dor, incômodo nasal e o quadro respiratório
Exame físico
Observar se há secreção nasal, crostas, lesões epiteliais e despigmentação
Examinar cavidade nasal para descartar doença secundária a periodontite
Imagem
Objetiva visibilizar a lise óssea, efeito de massa e extensão da lesão, quando presentes
Exame radiográfico é o primeiro a ser indicado
Dificuldade de visibilização pela sobreposição de estruturas
Tomografia e ressonância
Avaliação mais detalhada
Mais rápida, diminuindo tempo de anestesia (TC)
Rinoscopia e sinoscopia
Rinoscopia contribui como diagnóstico e, em alguns casos tratamento
Realizada após exames laboratoriais
Confirmação de diagnóstico
Rinoscopia anterior
Rinoscopia posterios
Endoscopia indicada em todos os quadros de início agudo ou crônico em que exame físico e imagem não ajudam
Sinoscopia
Acesso invasivo, percutâneo
Trepanação de 3 a 5 mm de diâmetro no seio frontal
Rinites
Principais
Rinite alérgica
Incomum em cães e gatos
Resposta á hipersensibilidade nasal e dos seios nasais aos antígenos presentes no ar
Causas alérgicas pouco específicas
Considerada doença, porém ainda é pouco estabelecida
Manifestações clínicas
Secreções nasais mucopurulentas, geralmente bilaterais, esternutações e epistaxe
Espirros e/ou secreção nasal serosa ou mucopurulenta
Podem piorar em contato com a fumaça de cigarro, certas epocas do ano, nova areia sanitária, perfumes etc
Tratamento
Remover o alergênio do ambiente ou da dieta
Corticóides ou anti-histaminos se não for possível
Clorfeniramina
Cetirizina
Predinisona
Rinite viral
Cães
Vírus da cinomose canina (VCC) é o mais abundante no exsudato respiratório de pacientes infectados
Se espalha via aerossóis e coloniza epitélio das vias respiratórias anteriores
Diagnóstico
Depende da detecção do antígeno viral ou DNA em amostras ante mortem ou post mortem
PCR é altamente sensível e específico
Testes sorológicos podem ser falso-negativos
Tratamento
Principalmente de suporte
Olhos e narinas livres de secreção
Infecção bacteriana secundária
Antibióticos de amplo espectro
Ampicilina
Cloranfenicol
Gatos
Calicivírus felino (CVF) e Herpes-vírus felino (HVF), o "vírus da rinotraqueíte felina"
Duas principais causas da infecção de vias respiratórias anteriores em gatos
Gatos agrupados ou em filhotes, assim que perdem os anticorpos maternos
Característica patológica mais insistente de CVF é ulceração oral
O HVF pode causar úlcera de córnea, abortamento e morte neonatal
Infecção por HVF causa doença conjuntival e respiratória anterior mais consistente e grave do que o CVF
Diagnóstico
Histórico
Achados de exame físico
Teste de imunofluorescência
Isolamento do vírus
PCR
Tratamento
Cuidados de suporte apropriados
Hidratação e necessidades nutricionais
Muco sexo e exsudato de face e narinas devem ser limpos
Vacinação diminui comorbidade, mas não elimina a doença
Infecções secundárias
Ampicilina
Amoxicilina
HVF
A vacina não protege contra infecção, pode ocorrer sintomas em gatos vacinados
CVF
Vacina protege o gato, mas existem subtipos contra os quais a vacina não proporciona nenhuma proteção
Rinite Bacteriana
Infecções secundárias são comuns
Complicação secundária a outras rinites, corpo estranho nasal, aspiração nasal de comida ou líquidos, neoplasia, doença dentária, etc
As bactérias que habitam a cavidade nasal em animais saudáveis têm crescimento rápido
Sintomas são indistinguíveis de outras causas de rinite
Espirros, respiração fungosa, corrimento mucopurulento
Incomum em cães e gatos
Investigação completa para determinar a causa base
Tratamento
Utilização sistemática de antibióticos de amplo espectro
Ampicilina
Penicilina G
Trimetoprima-sulfadiazina
Cloranfenicol
Clindamicina
Soluções oftálmicas com vitamina A
Rinite fúngica
Causa comum de doença nasal em cães e gatos
Aspergilose sinonasal em cães
Corrimento nasal mucopurulento abundante, epistaxe, dor e
despigmentação do plano nasal onde escorre secreção
Deformações ocorrem nos casos de infecção crônica
Dianóstico
Rinoscopia deve preceder imagem (radiografia)
Coleta de biópsia pode alterar exame de imagem por hemorragia
Perda da arquitetura dos turbinados e espessamento do osso nasal
Visibilização direta das placas fúngicas
Tratamento
Tópico
Enilconazol ou clotrimazol
Resultados mais satisfatórios
Sistêmico
Caro, hepatotoxicidade, vômito
Tiabendazol ou cetoconazol
Criptococose em gatos
Principalmente em positivos para FIV e FeLV
Proliferações granulomatosas que obstruem a passagem aérea no interior da cavidade nasal de gatos
Pode ser confundida com neoplasia
Tratamento
Cetoconazol, itraconazol ou fluconazol por 8 semanas
Rinite inflamatória
Rinite crônica idiopática
Infiltrados inflamatórios vistos nas biopsias das mucosas nasais
Exposição a alergênios e substâncias irritativas uma de suas principais causas
Sinais clínicos
Secreção nasal mucoide crônica ou mucopurulenta e tipicamente bilateral
Diagnóstico
Biópsia
Tratamento
Raramente alcança a cura
Recomenda-se doses imunossupressoras com prednisolona
ATB + imunomodularodes + agentes antiinflamatórios
Doxiciclina ou azitromicina + piroxicam
Rinite parasitária
Rara em cães
Acaro nasal
Pneumonyssoides caninum
Geralmente silenciosa, mas alguns cães manifestam espirros, normalmente violentos
Tratamento
Milbemicina ou ivermectina (não seguro para algumas raças)
Selamectina
Cuterebra simulans
em gatos
Diagnóstico
Visão do ácaro pela rinoscopia
Rinite secundária a afecção dentária
Produção de secreção nasal uni ou bilateral, com aspecto mucoso, mucopurulento ou purulento
Gengivite e periodontite
Podem progredir em bolsas profundas que invadem a cavidade nasal ou seio maxilar
Fístula oronasal
Manifestações clínicas
São muito semelhantes, independente do tipo de doença
Secreção nasal anormal (mucoide, mucopurulento e/ou sanguinolento, pode ser uni ou bilateral
Esternutações
Episódios de epistaxe
Tosse
Halitose
Deformação facial
Lesões em plano nasal
Alguns autores classificam a doença de acordo com as suas causas
Primária
Alergias, infecções causada por bactérias ou fungos e neoplasias
Secundária
Trauma, corpo estranho, parasita e afecções periodontais
Outras enfermidades
Pólipos nasofaríngeos
Proliferações focais da mucosa, não neoplasicas, mas inflamatórias
Nascem na tuba auditiva ou na orelha média e crescem pra dentro da
nasofaringe
ou do
canal auditivo externo
Infecção bacteriana causa hipertrofia focal da mucosa, levando à formação desses pólipos
Tecidos de granulação cobertos por camada epitelial colunar ciliada ou escamosa estratificada, as quais são frequentemente ulceradas
Causas em gatos são desconhecidas
Filhotes e gatos jovens
Diagnóstico
Rinoscopia
Massa avermelhada na cavidade nasal
Tratamento
Remoção dos pólipos
Síndrome de horner
Prednisolona em dose imunossupressora + amoxicilina
Pode ocorrer recidiva