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Automação e Informatização de Unidades de Informação - Coggle Diagram
Automação e Informatização de Unidades de Informação
Ciclo 1
A Comunicação Científica
Podemos afirmar que comunicar os resultados de pesquisa trata-se do sistema
propulsor da ciência
Novos conhecimentos são construídos a partir do uso ou contestação dos conhecimentos já divulgados, servindo como subsídio para novas pesquisas, alimentando o ciclo de comunicação científica
A adoção dos periódicos científicos representa a formalização e sistematizatição da comunicação da ciência. Esse meio de publicação pode ser considerando o principal pilar da comunicação científica contemporânea
O fluxo de comunicação da ciência realizado por meio dos periódicos científicos tem como forma de validação a revisão pelos pares (peer review).
A revisão pelos pares assegura que o conteúdo que será publicado foi aprovado a partir de uma análise crítica sob a ótica de especialistas, que possui respaldo teórico e/ou empírico
Papel do avaliador
Aprovar a publicação
Propor melhorias ao autor
Refutar o manuscrito
Possibilidades de aplicação do sistema de revisão
Revisão anônima
Visa garantir a imparcialidade
Evita conflitos de interesse
Evita que outros critérios que não a adequação do conteúdo sejam utilizados como parâmetros para a aceitação ou rejeição do manuscrito.
Tecnologias da Informação e Comunicação
As TIC podem ser compreendidas como produtos da convergência das tecnologias da computação e comunicação, baseadas na Eletrônica e Informática, e voltadas para aquisição, processamento, armazenamento e disseminação da informação.
Marcos das TICs
O lançamento do Eniac, primeiro computador eletrônico programável que ocupava cerca de 220m, em 1946.
A criação do primeiro microprocessador da história, inventado por Federico Faggin e comercializado pela Intel como o modelo 4004, em 1971
A comercialização do primeiro computador pessoal da IBM (Personal Computer – PC), utilizando o processador Intel 8088 e o sistema operacional MS-DOS da empresa Microsoft , em 1981;
A idealização da World Wide Web por Tim Berners-Lee, em 1991.
O aumento da qualidade de equipamentos e o barateamento de custos para a aquisição dos computadores pessoais, que passaram a ser potencializadas como um material de consumo em massa, em 1995.
A disponibilização do serviço da World Wide Web, também em 1995, que transformou as relações entre as pessoas e os computadores, apresentando novas possibilidades de comunicação em
A evolução das TIC impulsionou uma rápida expansão da comunicação cientifica
Essa expansão alterou aspectos do processo de comunicação científica, transpondo barreiras físicas e geográficas na disponibilização de conteúdo; apoiando os processos de submissão e avaliação de manuscritos por meio de sistemas de gestão automatizados; e possibilitando o acesso instantâneo, por meio de hiperlinks, ao conteúdo a que a publicação científica faz referência.
Pontos críticos
Dificuldades ligadas à recuperação da informação e às limitações de acesso à informação.
Crescente volume de informação na internet
Bases de dados de informação cientifica ser propriedade de editoras cientificas.
Cobrança para acesso da informação.
Evolução das TICs
A intensificação de estudos sobre as formas de registrar, organizar, representar, distribuir, disponibilizar e acessar a informação científica.
Para ordenar o grande volume de informação na internet e superar a dificuldade de recuperação.
Sistemas informatizados
Bases de dados de informação científica e tecnológica
Podem ser classificados pelos critérios
Tipo
Conteúdo
Cobertura
Acesso
Período de cobertura
Web of Science, umas das principais fontes de informação de artigos científicos.
Objetivo de selecionar informações científicas relevantes em sistemas de informação automatizados, que forneçam uma lógica de representação e organização desse conteúdo e facilitem a recuperação da informação
A Crise dos Periódicos
Viés comercial ao acesso de dados da informação cientifica podem ser uma barreira ao acesso à informação
Modelo de comunicação científica
de Garvey e Griffith
PRODUÇÃO CIENTÍFICA: fica a cargo dos pesquisadores, por meio da confecção de manuscritos que contêm as informações e os conhecimentos obtidos a partir dos resultados de suas pesquisas.
DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO: ocorre a partir da publicação dos resultados de pesquisas em canais de comunicação, como livros, publicações em eventos e artigos de periódicos científicos.
USO DA INFORMAÇÃO: acontece quando a informação é consumida, servindo de insumo para retroalimentação do sistema
Possui falhas
Bases de dados restrito, de propriedade de editoras cientificas que cobram o acesso à esses dados.
Grande parte das pesquisas são feitas com recursos públicos
O acesso deveria ser PÚBLICO
Final de 1980 e começo da década de 1990
Retrata um cenário em que as
editoras científicas elevam substancialmente os valores de suas assinaturas
Representa dificuldades para que as instituições garantam o desenvolvimento de suas coleções
Passam a ser adotados critérios mais rigorosos para a seleção de assinaturas, o que é traduzido para as instituições e seus pesquisadores como barreiras de acesso à informação científica
Impacto na América Latina
Devido à alta dependência de conteúdo informacional oriundo de outros países
Ciclo 2
O Movimento de Acesso Aberto
Resultado da articulação e ações de grupos que possuem como interesse promover canais voltados ao livre acesso à informação científica
Busca criar alternativas diante das barreiras de acesso à informação, identificadas no modelo de comunicação científica tradicional, utilizando para isso a combinação de tecnologias de informação, padrões de comunicação e diretrizes.
Criação de PERIÓDICOS CIENTÍFICOS ELETRÕNICOS e os REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Popularização das TICs auxilia no movimento
arXiv.org
é um marco na utilização de tecnologias da informação
Vantagens
Disponibilização de preprints
Possibilidade do pesquisador debater com outros membros da comunidade científica os resultados de sua pesquisa
Pesquisas passam a ser feitas de forma colaborativa
Dados brutos passam a ser disponibilizados em repositórios especializados, como fomento a chamada ciência aberta.
Novos produtos e serviços são desenvolvidos a partir das disponibilidades tecnológicas e conteúdo disponível em acesso aberto
Formulação de padrões de comunicação e diretrizes para rede de informação em acesso aberto
Convenção de Santa Fé (1999)
Institui a Iniciativa de Arquivos Abertos
Determina o uso de ambientes informacionais digitais de acesso aberto (como os Repositórios Institucionais)
Uso do Dublin Core como padrão de descrição de metadados
OAI-PMH (Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting) como protocolo de comunicação destinado a possibilitar a interoperabilidade de metadados entre os sistemas de informação.
Iniciativa de Budapeste pelo Acesso Aberto (2002) - BOAI
Via verde
Promove a criação de Repositórios Institucionais como ambientes informacionais digitais voltados ao armazenamento e disponibilização da produção científica em acesso aberto
Via dourada
Promove a criação de periódicos científicos eletrônicos, pautados nos modelos utilizados pela comunicação científica tradicional, porém
sem apresentar custos para acesso ao seu conteúdo
No Brasil
Declaração de Salvador (2005)
Carta de São Paulo (2005)
Manifesto Brasileiro de Apoio
ao Acesso Livre ao Conhecimento Cientifico (2005)
Declaração de Florianópolis (2006
Atuação do o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) para a promoção do Acesso Aberto
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD)
Ambientes Informacionais Digitais
Ambientes informacionais são espaços que consideram o potencial de armazenagem de informações, bem como “os sujeitos que representam, tratam, armazenam, recuperam, acessam, usam, modificam e voltam a armazenar informações
No contexto digital, os ambientes informacionais são estruturados em linguagem binária e conhecidos como sistemas
As bibliotecas digitais são organizações que selecionam, estruturam, oferecem acesso, preservam a integridade e garantem a persistência, ao longo do tempo, de coleções no formato digital, para disponibilizar para uma comunidade definida ou conjunto de comunidades.
“o que caracteriza a biblioteca digital é uma mudança da tecnologia e de atividades conexas, mas não de funções” (TAMMARO; SALARELLI, 2008, p. 131)
Forma de trabalho mais flexível
Itens informacionais que compõem uma biblioteca digital
• Bases de dados com links para os documentos em meio digital ou impresso;
• Ferramentas de indexação e localização;
• Coleções de informações com apontamentos para recursos da Internet;
• Diretórios;
• Fontes primárias nos vários formatos digitais;
• Fotografias;
• Conjunto de dados numéricos;
• Revistas eletrônicas;
• Livros eletrônicos;
• Vídeos;
• Músicas;
• Verbetes de assuntos temáticos
TICs impulsionaram o avanço e número de bibliotecas digitais.
Democratização do acesso ao conhecimento
Promoção de informações à sociedade
Fortalecimento da comunicação e colaboração de grupos de pesquisadores
Fomentos de conhecimentos em áreas consideradas estratégicas
Inclusão social, digital, científica e cultural
Repositórios Institucionais (RI)
Caracteriza-se por “serem orientados para a informação produzida no ambiente das instituições, sendo desenvolvidos, implementados e mantidos por elas” (TOMAÉL; SILVA, 2007, p. 3)
O RI deve ser instituído oficialmente, adotar padrões de comunicação que o torne interoperável e disponibilizar, em acesso aberto, textos completos referentes a produção intelectual ligada a instituição que pertence
Elemento chave para promoção da via verde
Os RI comportam toda a produção científica da instituição que pode ser disponibilizada em acesso aberto
Características essenciais
Autossustentabilidade
: alimentação por autoarquivamento, que compreende a descrição padronizada dos metadados e o upload do arquivo em PDF ou outro formato de texto pelo próprio autor
Interoperabilidade entre os diferentes sistemas
Acesso livre para todos os
interessados em pesquisar e baixar arquivos depositados
Os RI proporcionam
O aumento da visibilidade das publicações institucionais
, uma vez que passarão a ser visíveis em outros sistemas de recuperação da informação em virtude dos protocolos de comunicação e interoperabilidade que adotam
Contribuem com a preservação digital da produção científica
e, consequentemente, com a preservação da memória institucional
3.
Facilitam a recuperação da informação
, uma vez que reúnem sob um único sistema de informação as publicações científicas da instituição, que são agrupadas em um único ambiente digital e organizadas sobre uma mesma lógica de representação
Viabiliza o diagnóstico da produção científica institucional
, que pode ser
realizada por meio da confecção de indicadores bibliométricos e cienciométricos.
Os trabalhos depositados continuam de propriedade dos autores, o RI tem apenas a custódia da informação que armazena e dissemina.
Pesquisador passa ter o papel de produtor-disseminador-consumidor
Nesse contexto, o bibliotecário, então,
começa a dividir sua função “no processo de tratamento e controle da produção científica”
Ciclo 3
Planejamento para Repositório Institucional
Definir a missão e os objetivos
Abordagem rígida
que permite o depósito somente de publicações que passaram pela avaliação pelos pares
Abordagem flexível
que prevê o depósito de itens
prévios à publicação, como os preprints
Definir a equipe técnica
Necessidade do recrutamento de bibliotecários, analistas de sistemas, profissionais de comunicação e gestores institucionais para compor a equipe dos RI.
Escolher o software
Devem ser considerados como critérios de seleção as características operacionais do sistema, a infraestrutura necessária, a capacidade de organização de conteúdo, a qualidade de interface e a permissão do uso de protocolos de comunicação para interoperabilidade, ou seja, para a troca de conteúdo com outros sistemas de informação.
Organizar o conteúdo
Possibilidade de definir diferentes tipos
de acesso para o gerenciamento de comunidades e coleções
Definir o padrão de metadados
Os metadados podem ser compreendidos como os recursos utilizados para representar os itens disponibilizados em ambientes informacionais digitais.
Dublin Core
Recomendado para a descrição de itens em repositórios institucionais
Para cada tipo de item previsto no RI, será necessária a criação de uma máscara de metadados específica, considerando as especificidades de cada material; sendo possível adicionar outros campos/etiquetas.
Definir os fluxos de trabalho
A definição de fluxos de trabalho (workflow) deve ser prevista na fase de planejamento, com o objetivo de determinar quais os processos ligados ao recebimento e disponibilização de itens para cada tipo de material previsto nas coleções do RI, assim como determinar quais os responsáveis pela realização de cada etapa
Submissão
Maneira centralizada
Realizada pela própria equipe do RI
Autodepósito
Consiste no próprio autor fornecer os metadados e
submeter o texto completo de sua publicação
Pós-submissão
Consiste na verificação do item quanto a integridade e padronização dos metadados e do texto completo submetidos
Validação da submissão
Revisão
Tratamento de informação
Depósito
Consiste em disponibilizar o item na respectiva coleção a que pertence, tornando-o disponível para consulta a partir da interface do repositório
institucional e para exibição em outros sistemas de busca
Planejar os custos
• os requisitos de hardware e software;
• a instalação e customização do sistema;
• a realização de treinamento e capacitação da equipe;
• as estratégias de promoção do RI para a comunidade acadêmica;
• os gastos com manutenção e suporte técnico ao sistema;
• a aplicação de mecanismos voltados a segurança da informação e preservação digital;
• o desenvolvimento de novos serviços de informação
Necessidade de espaço na infraestrutura dos RI destinado a armazenar os itens depositados, os quais, conforme seu tipo e formato, irão demandar grande volume para alocação.
A deve envolver representantes de bibliotecas, setores de informática, gestão institucionais, entre outros órgãos relacionados à produção científica e gestão da pesquisa. A criação de RI está ligada ao interesse de instituições em promover acesso e maior visibilidade a sua produção intelectual, mas também em atender demandas externas.
Definição de Políticas
Responsabilidade pela criação, implementação e manutenção do repositório
A equipe de um RI deve ser multidisciplinar. Tal multidisciplinaridade também é importante na fase de redação da política.
Deverá estar definido como será feita a gestão do repositório institucional e quais são suas responsabilidades.
Que incluem implantar e viabilizar a utilização do RI; criar normas para a gestão e o uso do RI; orientar a organização do conjunto de informações institucionais e o sistema de coleta e divulgação de dados; manter o conjunto de dados atualizados e organizados; estabelecer políticas para o arquivamento e a preservação de itens, entre outros
Conteúdo proposto e implementado
A definição do conteúdo que será depositado no RI deverá levar em conta a comunidade a que atende e, necessariamente, possuir algum tipo de vínculo com a instituição a qual pertence.
Os repositórios institucionais armazenam informações científicas, didáticas e burocráticas, bem como documentos ligados à memória organizacional da instituição.
O formato e o tamanho em que os documentos devem ser apresentados, bem como questões relacionadas aos direitos do autor
Submissão e depósito
A forma de arquivamento deve estar explícita na política. O auto-arquivamento é adotado pela maioria dos repositórios e é uma característica da via verde.
Obrigatoriedade do depósito. Essa estratégia é “uma das molas propulsoras do povoamento de
Repositórios Institucionais”.
Aspectos legais
As diretrizes relativas aos aspectos legais nos RI estão relacionadas à licença
para publicação e à propriedade intelectual, impactando na política de distribuição.
Embora o RI seja um serviço de acesso aberto, os trabalhos depositados são propriedade dos autores. Portanto, a responsabilidade sobre o que é submetido e a decisão sobre quais conteúdos poderão ou não ser acessados é do autor. Ao RI cabe somente a custódia da informação que armazena e dissemina.
Diretrizes para preservação digital
Deve prever estratégias para preservação digital, como migração do formato dos arquivos, quando necessário, visto que é essencial para garantir a permanência e o acesso ao conteúdo do repositório.
Níveis de acesso
Diz respeito à forma como o usuário poderá usufruir dos itens de informação disponíveis no repositório
Acesso livre
Sem restrições do material
Acesso restrito
O material não estará disponibilizado integralmente ou possui restrições
Engajamento de pesquisadores/autores
O engajamento dos pesquisadores/autores deve fazer parte da política de gestão do RI. O engajamento irá garantir o povoamento
do repositório e, consequentemente, o seu impacto na instituição e na sociedade.
A política é um instrumento que prevê
objetivos, diretrizes, práticas e intenções organizacionais, subsidiando e fortalecendo decisões da instituição e a comunidade científica
Sensibilizar e influenciar o comportamento
dos atores envolvidos no Movimento de Acesso Aberto
Elaboração deve ser participativa, pois o entendimento dos envolvidos é essencial para que a política do RI seja respeitada, a fim de que esforços que deveriam ser aplicados em superar desafios não sejam gastos na resolução de conflitos internos
O Movimento de Acesso Aberto está diretamente ligado às unidades de informação, sendo o processo de automação importante para a democratização do acesso à informação