Especulativa, questionadora e muitas vezes utópica, a teoria crítica que marcou o período enfocado por Nesbitt e Hays teria entrado em crise nos anos 1990, sobretudo em função de sua falta de correspondência com a prática. Segundo a autora, o que ocorre a partir dos anos 1990 não é uma descrença total na teoria, mas uma defesa grande da prática, da ação, do produto concreto, algo que “se tornou bastante atraente para os que se sentiam frustrados e desapontados com os processos conceituais mais abstratos, ligados à teoria arquitetônica tal como ela existia desde os anos 1960”.
É a partir da recuperação dos debates travados nesses eventos, revistas e também nas universidades e centros de pesquisas, notadamente nos Estados Unidos, que a organizadora seleciona os 28 textos que compõe sua antologia. Diferentemente da antologia organizada por Nesbitt, também editada pela Cosac Naify, em O Campo ampliado da arquitetura os textos são organizados não por temas, mas sim cronologicamente. Justificada a princípio pela falta de unidade do discurso teórico dos anos de 1993 a 2009, a escolha pela ordem cronológica mostra uma intenção de evitar classificações que poderiam limitar as interpretações dos textos e com isso impedir novos agrupamentos temáticos, garantindo mais liberdade aos professores que intentem rastrear temas conforme seus interesses e cursos específicos.