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Febre reumatica - Pediatria - Coggle Diagram
Febre reumatica - Pediatria
Definição
É uma complicação inflamatoria nao supurativa do Streptococcus beta hemolítico do grupo A, agente etiológico da faringoamigdalite estreptococica
Outra complicação é a glomerulonefrite pos estreptococica
Esta associada a individuos com pre disposição genética
Etiologia
Estreptococo beta-hemolitico do grupo A ou S. pyogenes
O estreptococo beta hemolítico do grupo A é responsável por 37% dos casos de amigdalite e desses 37% apenas 3% dos casos vai se desenvolver febre reumatica
Fisiopatologia
Ocorre devido a uma
reação autoimune por causa que o estreptococo do grupo A em um individuo geneticamente susceptivel
é semelhante a estruturas do organismo, como coração (cardite), cerebro (coréia), articulações (artrite), pele
Essa resposta pode ter latencia de 10 a 14 dias
Epidemiologia
Acomete mais
Crianças de 5 a 15 anos
Baixas condições sanitarias
Desnutrição
Moradias em aglomerações
Deficit de atendimento medico
A probabilidade de ocorre apos faringoamigdalite é de 1 a 5%, porem se o paciente ja apresentar episodio previo a chance de recidiva é de 50%
Causa mais comum de cardiopatia adquirida nos países em desenvolvimento
Manifestações clinicas (CANECA)
Artrite (mais comum, 75% dos casos)
Poliartrite migratoria (transitoria) assimetrica
, nao deixa sequela
Edema ou limitação do movimento
Dor, e sinais logísticos em articulação (calor, rubor, edema)
75% dos pacientes apresentam
Acomete grandes articulações, como cotovelo, punho, joelho
Coreia de Syndenham
Pode ocorrer de forma isolada
Coreia = Movimentos involuntarios e desordenados
Ocorre mais em MMSS e face
Manifestaçao tardia, podendo ocorrer apos meses ou anos apos surto de febre reumatica
Devido a isso provas inflamatórias e ASLO podem estar normais
Mais comum em crianças e no sexo feminino
Melhora com sono e repouso e piora com estresse e exercício
Ocorre labilidade emocional
Dura de 1 a 6 meses
Eritema marginado
Lesao macular (plano) com halo hiperemiado e centro opaco,
nao pruriginoso nem doloroso
, poupa face e é fugaz
Pode ter relação com cardite
Nódulos subcutâneos
Raros
Abaulamento mas com pele integra, indolor
Geralmente acomete regiao extensas e tendões
Pode ter
relação com cardite grave
Surge entre 1 a 2 semanas apos inicio do quadro
Cardite (50%)
Classificação
Subclinica
Alteração no ECO com insuficiencia mitral ou aortica leve
Leve
Sopro mitral discreto + Alteração em ECO com insuf moderada
Moderada
Dor precordial + sopro mitral e/ou cortiço exuberante + RX com aumento da area cardiaca + ECO alterado com insuf moderada
Grave
Taquidispneia + ECG com sobrecarga de átrios e ventrículos associado a arritmias
É a principal cardiopatia adquirida no Brasil em < 20 anos
Pode ser uma
pancardite, acometendo o miocardio, endocárdico (mais acometido) e epicardio
Endocardite = Acometimento de
Valva mitral (mais acometida) e aortica
Lesao cronica = Estenose mitral
Sopro diastólica em decrescente ou aspirativo
Lesao aguda = Insuficiencia mitral
Sopro sistolico em plato
Sopro em borda esternal esquerda baixa, melhor auscultado quando paciente se inclina para frente
Miocardite = Taquidispneia
Taquipneia, taquicardia com arritmia e palpitações
Hepatomegalia
Nauseas e vomitos
Pericardite = Dor toracica
Piora ao decubito dorsal, inspiração e tosse
Melhora a ortostase e inclinação para frente
Segunda manifestação mais comum
Unica manifestação que deixa sequelas
Pode apresentar sopro carey coombs
Se assemelha a estenose mitral
Diastolico em ruflar, sem estalido de abertura e sem hiperfonese de B1
Febre
Excelente resposta aos AINES
Diagnostico
Criterios de Jones atualizado (AHA) (Caneca Feia)
Criterios maiores (Caneca)
Coreia de Syndenham
Pode ocorrer de forma isolada
Artrite ou poliartralgia
Nódulos subcutaneos
Eritema marginado
Cardite
Cardite indolente
Ocorre quando o paciente nao tem diagnostico oficial de cardite mas possui estenose mitral
Criterios menores (Feia)
Febre ≥ 38,5
Elevação de PCR ≥ 3 ou VHS ≥ 30
Intervalo PR aumentado
So vale se o paciente nao tiver cardite
Artralgia
So vale de paciente nao tiver artrite
Diagnostico =
2 maiores ou 1 maior + 2 menores
Se Diagnostico de
recidiva
Com doença cardiaca ≥ 3 criterios menores
Sem doença cardiaca ≥ 2 criterios menores
Coreia ou cardite de inicio insidioso = critério unico
Se lesao valvar cronica tipica = nao precisa comprovar estreptococica
O diagnostico muda de acordo com o pais, se for de baixo risco (EUA) ou de mod/alto risco
Baixo risco
Poliartrite
Poliartralgia
TAX > 38,5
VHS > 60 mm na primeira hora
Mod/alto risco
Poli ou mono artrite (poliartralgia)
Monoartralgia
TAX > 38
VHS > 30 na primeira hora
Cultura para ESB ou ASLO/antiDNAse B
Evidencia de infecção estreptococica previa
Cultura de orofaringe
Teste rapido de estreptococo
Teste sorológico
ASLO
Anti DNASE
Anti hialuronidase
Exames complementares
ECG
Aumento do intervalo PR
Crianças PR > 0,18
Adolescentes PR > 0,2
RX torax
Aumento de area cardiaca
Aumento de trama vascular
Reagentes de fase aguda
VHS, PCR, Alfa 1 glicoproteína acida, alfa 2 globulina (eletroforese de proteina)
ECO
Hipertrofia e dilatação de VE
Estenose mitral e aortica com espessamento de cuspides
Tratamento
Artrite = AINE
Ibuprofeno ou naproxen de 4 a 8 semanas
Nao necessita se paciente usar corticoide
Cardite = Corticoide
Prednisolona 1 a 2 mg/kg/dia de 1 a 3x por dia de 4 a 8 semanas ou 12 semanas
Apos 2 a 3 semanas reduzir dose de corticoide
Coreia = Haldol
Haldol 1 mg/kg/dia 2 x ao dia
Valproato de sodio 10 mg/kg/dia
Carbamazepina 20 mg/kg/dia
Previnir o primeiro surto
Tratar faringoamigdalite com Penicilina G benzina
600 mil UI se < 20 kg
1.200.000 UI se > 20 kg
IM dose unica
Se alergia a penicilina
Azitromicina
Clindamicina
Eritromicina
Prevenir proximos surtos
Penicilina G benzatina IM a cada 21 dias
Se alergia
Sulfadiazina continuo
Eritromicina continuo
Duração
Se nao houver cardite previa = ate 21 anos ou ate 5 anos pos surto
O que dura mais tempo
Com cardite previa leve ou resolvida = Ate 25 anos ou ate 10 anos pos surto
Cardite residual moderada a grave = 40 anos ou por toda vida
Cirurgia valvar previa = Por toda vida
Criterios para internação
Cardite moderada ou grave
Artrite incapacitante
Coreia grave
Follow up
VHS e PCR a cada 15 dias
Se cardite = ECO, Rx torax e ECG a cada 4 semanas
Caso clinico
Janaina, 12 anos
HDA: Movimentos involuntarios, rápidos e irregulares em MMSS, MMII e face ha 20 dias, alem de incoordenação motora e dificuldade para deambular e habilidade emocional
HPP: AMigdalite de repetição com ultimo episódio ha 1 mes
EF: Hipremia e hipertrofia de amígdalas, sopro cardiaco
Exames complementares
Hb 12,5 Ht 38 Leuco 9500 neutrofilos 65% linfocitos 30% Plaq 250000
VHS 10 , PCR 2, ASLO 150
LCR sem alterações
ECG com aumento do intervalo PR
ECO COm insuficiencia mitral moderada sem dilatação de camadas cardíacas
Conduta
Penicilina benzatina 1.200.000 IM, dose unica
Haldol 0,5 mg 2x ao dia
Acompanhamento com psicologo devido labilidade emocional
Evolução
Entre o 4 ao 7 dia os movimentos cortiços diminuíram em frequencia e em intensidade
Alta + profilaxia com penicilina benzina a cada 21 dias devido acometimento cardiaco