As plataformas digitais, como o WhatsApp, precisam se legitimar como agentes de organização social, o que requer uma relação com instituições democráticas. Van Dijck (2014) destaca que essa legitimação é complexa, pois as plataformas, enquanto defendem valores democráticos, exploram dados de forma que pode comprometer a privacidade e a autonomia dos usuários.
Em resposta ao uso do WhatsApp para espalhar desinformação nas eleições de 2018, a Meta limitou o número de reenvios de mensagens para combater abusos. Paralelamente, desenvolveu o WhatsApp Business para permitir que empresas utilizem a plataforma de forma legítima e lucrativa.
A opacidade da tecnologia e a estratégia global de lucro dificultam a distinção entre controle para fins comerciais e políticos. Além disso, as práticas de controle associadas à plataforma não podem ser atribuídas apenas a usuários individuais, mas também à iniciativa privada que financia e se beneficia dessas estratégias.