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Diabetes Mellitus tipo 2 - Coggle Diagram
Diabetes Mellitus tipo 2
O que é a diabetes tipo 2?
Diabetes mellitus é uma doença crônica caracterizada por alterações no metabolismo de carboidratos, proteínas e gordura, resultando em hiperglicemia. A hiperglicemia decorre de deficiência absoluta ou relativa de insulina, associada a um excesso absoluto ou relativo de glucagon.
Ocorre preferencialmente em adultos, geralmente acima de 30 anos no diagnóstico, obesos e com história familiar da doença. Apesar da maioria dos pacientes serem obesos, a doença também ocorre em indivíduos não obesos, da mesma forma que pode ocorrer em qualquer idade.
Qual é a fisiopatologia do diabetes tipo 2?
Diabetes tipo 2 caracteriza-se por resistência à ação da insulina associada à disfunção progressiva das células beta do pâncreas, levando à deficiência relativa, e, em alguns casos, absoluta, da secreção deste hormônio.
Não há hiperglicemia a menos que a célula beta entre em disfunção, ou seja, todo paciente com diabetes tipo 2 tem algum grau de disfunção das células beta.
Qual a prevalência?
A incidência de diabetes está aumentando a cada ano, especialmente em razão do aumento da obesidade, resultante da modernização e mudanças de comportamento, com maior acesso a grandes quantidades de alimentos, com maior consumo e menor gasto calórico.
O diabetes tipo 2 é uma doença genética?
Sim, é uma doença genética na maior parte dos casos.
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Gêmeos idênticos apresentam concordância de 75% de desenvolvimento da doença. O risco genético é devido a interações entre múltiplos genes.
No entanto, exceto por raros casos de diabetes tipo 2, não há ainda um teste genético que identifique indivíduos com maior predisposição para desenvolver a doença.
Quais as complicações crônicas dos diabéticos?
São classificadas em macrovasculares e microvasculares.
As microvasculares incluem retinopatia, nefropatia (doença renal diabética) e neuropatia, enquanto as complicações macrovasculares constituem aterosclerose envolvendo as coronárias, vasos periféricos e a doença cerebrovascular.
Devido ao início “silencioso” do diabetes tipo 2, vários pacientes já apresentam algum grau de complicação crônica ao diagnóstico.
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Os pacientes com diabetes tipo 2 podem desenvolver complicações agudas?
Sim. A principal complicação aguda que pode ocorrer em pacientes com diabetes é a hipoglicemia, especialmente naqueles pacientes com tratamento intensivo, com uso concomitante de insulina e medicações hipoglicemiantes orais.
Entre os hipoglicemiantes, as sulfonilureias estão especialmente associadas a risco de hipoglicemia durante o tratamento e devem ser usadas com cuidado, principalmente em idosos.
Quais os objetivos do tratamento?
O tratamento do diabetes tipo 2 tem como principais objetivos evitar as complicações crônicas e aliviar sintomas da hiperglicemia, tais como a poliúria e a polidipsia. Além disso, a hiperglicemia por si induz resistência à insulina e prejudica a função da célula beta.
O controle glicêmico melhora a sensibilidade insulínica, a secreção de insulina, além de reduzir o risco de desenvolvimento e progressão das complicações crônicas (retinopatia, doença renal diabética e neuropatia).
A longo prazo, a glicemia elevada pode causar sérios danos ao organismo. Entre outras complicações, como as lesões e placas nos vasos sanguíneos, que comprometem a oxigenação dos órgãos e catapultam o risco de infartos e AVCs.
Os fatores genéticos da diabetes mellitus tipos 2 estão associados aos fatores ambientais. Ou seja, parentes de primeiro grau apresentam de 5 a 10 vezes mais risco de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que não possuem o histórico familiar.
Sendo assim, se a pessoa tiver o fator genético e ainda apresentar obesidade central e visceral está terá uma maior chance de desenvolver a resistência insulínica e por conseguinte a DM tipo 2.
O diabetes mellitus tipo 2 está se tornando cada vez mais comum nas crianças à medida que a obesidade infantil se tornou epidêmica.
Há determinantes genéticos claros, como evidenciado pela alta prevalência da doença em pessoas com ascendência africana, indo-americana, hispânica, nativa do Alasca e asiática americana
Sinais;
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Aumento na sinalização da secreção de pró-insulina, indicando um processamento de insulina prejudicado
Acúmulo de polipeptídeo amiloide das ilhotas pancreáticas (uma proteína normalmente secretada com a insulina)
A própria hiperglicemia pode alterar a secreção de insulina, pois as altas concentrações de glicose podem dessensibilizar as células beta e/ou causar disfunção das células beta (toxicidade à glicose).
A incapacidade de suprimir a lipolise no tecido adiposo aumenta as concentrações plasmáticas de ácidos graxos livres, que podem alterar o transporte de insulina estimulado por glicose e atividade da glicogênio sintase muscular.
O tecido adiposo também funciona como órgão endócrino, liberando vários fatores (adipocitocinas) que influenciam o metabolismo da glicose de modo favorável (adiponectina) ou adverso (fator de necrose tumoral-alfa, interleucina-6, leptina e resistina).
O retardo de crescimento intrauterino e o baixo peso ao nascimento também foram associados à resistência à insulina mais tarde na vida e podem refletir influências ambientais pré-natais adversas sobre o metabolismo de glicose.
Glicose no sangue:
Os três principais nutrientes que formam a maioria dos alimentos são os carboidratos, as proteínas e as gorduras. Os açúcares representam um dos três tipos de carboidratos, juntamente com amido e fibras.
Insulina:
hormônio secretado pelo pâncreas (um órgão que fica atrás do estômago que também produz enzimas digestivas), controla a quantidade de glicose no sangue.
A glicose na corrente sanguínea estimula o pâncreas a produzir insulina. A insulina ajuda a transportar a glicose do sangue para dentro das células.
Assim que entra nas células, a glicose é convertida em energia, que é imediatamente utilizada, ou ela é armazenada na forma de gordura ou do amido glicogênio até que seja necessária.
Certos distúrbios e medicamentos podem afetar a forma pela qual o organismo utiliza a insulina e podem dar origem ao diabetes tipo 2.
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Uma concentração elevada de corticosteroides (que costuma ocorrer devido ao uso de medicamentos corticosteroides, como a prednisona, ou à síndrome de Cushing)
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O diabetes também pode surgir nas pessoas com produção excessiva de hormônio do crescimento (acromegalia) e nas pessoas com determinados tumores secretores de hormônios.
A pancreatite grave ou recorrente e outros distúrbios que diretamente lesionem o pâncreas podem levar ao diabetes.
A síndrome de Cushing normalmente é causada quando a pessoa toma corticosteroides para tratar um problema médico ou por um tumor na hipófise ou na glândula adrenal que faz com que as glândulas adrenais produzam corticosteroides em excesso.
É possível que as pessoas com diabetes tipo 2 não apresentem nenhum sintoma durante anos ou décadas antes de serem diagnosticadas.
O aumento da micção e da sede no início é moderado, embora piore gradativamente após várias semanas ou meses.
A pessoa acaba se sentindo extremamente cansada, fica mais propensa a ter visão turva e pode ficar desidratada.
Quando a glicemia fica muito elevada, a pessoa pode apresentar desidratação grave, que pode dar origem à confusão mental, sonolência e convulsões, um quadro clínico denominado estado hiperglicêmico hiperosmolar.
Muitas pessoas com diabetes tipo 2 são diagnosticadas por meio de exames de glicemia rotineiros antes de apresentarem tais valores de glicemia extremamente elevados.
O diabetes lesiona os vasos sanguíneos, causando seu estreitamento e, portanto, limitando o fluxo sanguíneo
Uma vez que os vasos sanguíneos em todo o corpo são afetados, a pessoa pode apresentar muitas complicações do diabetes.
Conforme o diabetes tipo 2 avança, ocorre uma diminuição da capacidade de produção de insulina pelo pâncreas.
A obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e 80% a 90% das pessoas com este distúrbio estão acima do peso ou são obesas.
Uma vez que a obesidade causa resistência à insulina, as pessoas obesas talvez precisem de uma grande quantidade de insulina para consegui manter os valores de glicemia normais.
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Outros sintomas são; visão embaçada, sonolência, náuseas, diminuição da resistência durante atividade física.
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A doença geralmente se desenvolve em adultos e se torna mais comum com a idade; até um terço dos adultos com mais de 65 anos têm tolerância prejudicada à glicose.
Em adultos mais velhos, os níveis de glicose no plasma aumentam ainda mais depois de comer do que em adultos mais jovens, especialmente após refeições com cargas elevadas de carboidratos
Os níveis de glicose também demoram mais tempo para voltar ao normal, em parte por causa do maior acúmulo de gordura visceral/abdominal e massa muscular diminuída.
A própria hiperglicemia pode alterar a secreção de insulina, pois as altas concentrações de glicose podem dessensibilizar as células beta ou causar disfunção das células beta (toxicidade à glicose).
A obesidade e o ganho de peso são determinantes significativos da resistência à insulina no diabetes mellitus tipo 2.
Possuem alguns determinantes genéticos, mas também refletem a dieta, os exercícios e o estilo de vida.
Há resistência à insulina nas células, que gera um aumento da demanda de síntese da insulina na tentativa de compensar o déficit em sua ação.
O que acorre na diabetes tipo 2?
caracteriza-se por uma combinação de mau funcionamento da insulina e uma deficiência na produção deste hormônio pelo organismo.
Monitoramento regular;
Pessoas com diabetes tipo 2 devem monitorar regularmente seus níveis de glicose no sangue para garantir que estejam dentro da faixa
Monitoramento da pressão arterial;
Pessoas com diabetes tipo 2 também devem monitorar regularmente sua pressão arterial e níveis de colesterol, pois têm maior risco de doenças cardiovasculares.
Dieta mediterrânea;
Estudos mostraram que a dieta mediterrânea pode ser especialmente benéfica para pessoas com diabetes tipo 2, ajudando a controlar os níveis de açúcar no sangue e reduzir o risco de complicações.
Estresse;
O estresse pode afetar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes tipo 2, tornando o gerenciamento do estresse uma parte importante do cuidado com a saúde.
Monitoramento dos pés;
Pessoas com diabetes tipo 2 devem examinar regularmente seus pés em busca de sinais de lesões ou infecções, pois têm maior risco de problemas nos pés devido à neuropatia e problemas circulatórios.
Risco de infecções;
O diabetes tipo 2 pode aumentar o risco de infecções, pois o alto teor de açúcar no sangue pode dificultar o funcionamento adequado do sistema imunológico.
O diabetes gestacional é uma forma temporária de diabetes que pode ocorrer durante a gravidez em mulheres com predisposição ao diabetes tipo 2
Monitoramento durante a gravidez;
Mulheres com diabetes tipo 2 que engravidam ou têm diabetes gestacional devem ser monitoradas de perto durante a gravidez para garantir que seus níveis de glicose no sangue estejam sob controle.
Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA):
Algumas pessoas inicialmente diagnosticadas com diabetes tipo 2 podem, na verdade, ter LADA, uma forma de diabetes autoimune que se assemelha ao tipo 1.
Devido à sua crescente prevalência, o rastreamento do diabetes tipo 2 em pessoas em risco, como aquelas com histórico familiar da doença, pode ser recomendado para diagnóstico precoce e intervenção.
Ciclo vicioso;
O diabetes tipo 2 pode levar à obesidade e vice-versa, criando um ciclo vicioso que pode ser difícil de quebrar sem intervenções adequadas
Gestão a longo prazo;
O diabetes tipo 2 é uma condição crônica que requer gerenciamento a longo prazo, incluindo monitoramento regular.
Apesar de, como no tipo 1, não ser possível falar em cura para o diabetes tipo 2, é possível uma normalização dos níveis de glicose, em alguns indivíduos, após uma perda considerável de peso e mudança intensa de hábitos.
O que é diabetes?
É uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo.
Esse hormônio tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-as em energia para manutenção das células do nosso organismo.
Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e 2?
A principal diferença entre diabetes tipo 1 e 2 está na causa. Enquanto que a primeira está relacionada a um defeito no sistema imunológico, a segunda está mais relacionada aos hábitos de vida, como alimentação e exercícios.