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CASO 1 RCC, P15: Carolina Soeiro Martins Falcão - 20207062 Francisco…
CASO 1 RCC
Doenca Arterial Periférica (DAP)
Definição:
obstrução das artérias dos MMII.
Epidemiologia
: aumenta com a idade (> 40 anos)
Fisiopatologia:
danos --> inflamação --> defeitos estruturais nos vasos sanguíneos
Etiologia:
Placas de ateroma (principal causa)
Coarctação da aorta
Fibrodisplasia arterial
Tumor arterial
Dissecção arterial
Embolia arterial
Trombose
Vasoespasmo
Fatores de risco:
Tabagismo
Idade > 40 anos
Sedentarismo
DM
HAS
Hiperlipidemia
História de doença arterial coronariana ou de doença cerebrovascular
Classificação
Fontaine:
I. Assintomático
IIa. Claudicação leve (limitante)
IIb. Claudicação moderada a grave (incapacitante)
III. Dor isquêmica em repouso.
IV. Ulceração ou gangrena
Rotherford:
Grau 0
Categoria 0: Assintomático
Grau 1
Categoria 1. Claudicação leve
Categoria 2. Claudicação moderada
Categoria 3. Claudicação grave
Grau 2
Categoria 4. Dor isquêmica em repouso
Grau 3
Categoria 5. Pequena perda tecidual
Grau 4
Categoria 6. Grande perda tecidual
Diagnóstico inicial:
Índice Tornozelo-Braquial (ITB)
Exame de pressão segmentar
US Duplex Arterial
Registro de volume de pulso
ITB com exercício
Angiografia (arteriografia)
Angio TC
Angio RM
ITB:
0,90 a 1,09: normal
< 0,90: anormal (DAP)
0,90 a 0,41: DAP leve a moderada
< 0,40: grave
1,40 ou mais: artérias calcificadas anormais
Tratamento:
MEV (cessar tabagismo, estimular caminhada, manejo de fatores de risco)
Antiagregante plaquetário (AAS ou Clopidogrel)
Cilostazol (claudicação)
Estatinas
Anticoagulante em trombose arterial aguda
Rivaroxabana em baixa dosagem com AAS (menor morbimortalidade - estudo COMPASS))
Revascularização: fibrinolítico (em casos agudos e associado com angioplastia), angioplastia (1a escolha se possível), ponte arterial (quando a angioplastia não for indicada ou no seu insucesso), endarterectomia
Manifestações clínicas:
Cãimbras na panturrilha/pé que alivia com o repouso
Dor na coxa nádegas ao andar que alivia com o repouso
Disfunção erétil
Dor mais intensa em uma perna
Pulso reduzido
Se isquemia crítica:
Dor no pé em repouso
Gangrena
Feridas/úlceras no pé que não cicatrizam
Atrofia muscular
Rubor dependente
Palidez ao elevar a perna
Perda de pelos no dorso do pé
Unha do hálux espessada
Pele descamativa e brilhante
Se isquemia aguda:
Dor
Paralisia
Parestesia
Ausência de pelos
Palidez
Poiquilodermia
Critérios para rastreio:
65 anos ou mais
50 a 64 anos com fator de risco para DM, HAS, tabagismo, dislipidemia ou histórico de DAP familiar
Abaixo de 50 anos com doença aterosclerótica conhecida
Rastreamento:
Pacientes com DAP (1 vez ao ano)
Paciente em pós-operatório de revascularização (1,3,6,12,18 e 24 meses após o procedimento)
Pé Diabético
Conjunto de modificações no pé de pacientes portadores de diabetes decorrentes de alterações na circulação, na sensibilidade, na motricidade e no formato do pé
Tratamento
Conservador
Mudança de estilo de vida
Controle farmacológico (estatinas, antiagragantes plaquetários)
Controle das comorbidades
Cirúrgico
Terapia endovascular
Cirurgia de revascularização
Amputação
Diagnóstico
Angiotomografia
Exames laboratorias (glicemia, ureia, creatinina)
Quadro Clínico Inicial
dormência ou sensação de formigamento
dor
mudança na pele, pele ressecada e surgimento de fissuras
alteração no formato dos dedos (dedos em garra), calosidades nos pontos de apoio no chão
deformidades nas unhas
Neuropatia Diabética
→ Complicação crônica do DM, caracterizada por disfunção sensitivo-motor simétrica dos nervos periféricos e/ou autonômicos em paciente diabéticos, após exclusão de outras causas
Epidemiologia
É a complicação mais comum do Diabetes Mellitus
50% dos diabéticos apresentarão Neuropatia Diabética
Etiologia e Fatores de Risco
Pré-DM pode induzir lesão axonal
Diabetes Mellitus, relacionado a Hiperglicemia grave e/ou duradoura
Obesidade → Independente de outros diagnósticos, é 2º o principal fator de risco para Neuropatia
Hipertensão, TG alto, HDL baixo, independentemente da Hiperglicemia, associam-se a Neuropatias (Síndrome Metabólica)
Hiperlipidemia acelera a progressão da lesão axonal no DM1
Tabagismo
Tipos de Lesão
Neuropatias Difusas
Neuropatia Distal Simétrica (Neuropatia mais comum)
Padrão em Botas (MMII) é mais comum que em Luvas (MMSS)
Dor neuropática, parestesia (formigamento), hipo ou hiperestesia, disestesia (sensação desgradável) e cãibra
Fraqueza muscular, atrofia, marcha atáxica, distúrbios do equilíbrio
Pesquisar
Sensibilidade dolorosa - agulha
Sensibilidade tátil - monofilamento Semmes-Weinstein
Sensibilidade térmica - frio e quente
Sensibilidade vibratória - Diapasão
Reflexos Tendinosos - Aquileu, Patelar e Tricipital
Neuropatia Autonômicas
Cardiovascular
Hipotensão postural, Taquicardia de repouso, Síncope, Intolerância ao exercício
Queda da PAS > 20mmHg em Ortostase em relação ao decúbito
FC de repouso > 100bpm é muito sugestiva
Gastrointestinal
Gastroparesia: Plenitude pós-prandial, naúseas, vômitos, diarreia ou constipação, incontinência fecal.
Geniturinárias
Bexiga Neurogênica Hipotônica: Perda da sensibilidade da bexiga, hesitação, retenção, sintomas de cistite e predisposição para ITUs
Mononeuropatias
Mononeuropatias de Nervos Cranianos ou Periféricos Isolados
3° Par (Oculomotor): Falta de midríase (dilatação em ambiente menos luminoso), ptose palpebral (queda), oftalmoplegia (fraqueza dos músculos oculares), estrabismo divergente e diplopia (visão dupla)
Nervo mediano, ramo do Plexo Braquial é o mais comum de ser acometido, originando Síndrome do Túnel do Carpo
Moneurite Múltipla
Radiculopatias
Neuropatia Radiculoplexica
Radiculopatia Torácica
Tratamento
Controle glicêmico, cuidados com os pés (uso de calçado confortável), MEV (cessar tabagismo, estimular caminhada, mudança de hábitos alimentares), tratar dor neuropática (gabapentina, pregabalina, triciclicos), terapias tópicas
Rastreamento:
DM tipo 1: deve ser após 5 anos do diagnóstico
DM tipo 2: ao diagnóstico, em seguida deve ser de ano em ano
P15:
Carolina Soeiro Martins Falcão - 20207062
Francisco Rafael Coelho Gomes - 0014916
João Lino Monteiro - 19207095
Kleber
Mariane
Pedro Costa Tavares - 20207003
Referências:
BMJ Best Practice
. Jan 04, 2023.
Lower Extremity Peripheral Artery Disease: Contemporary Epidemiology, Management Gaps, and Future Directions:
A Scientific Statement From the American Heart Association
. Circulation;28 Jul 2021.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E DE CIRURGIA VASCULAR.
Pé Diabético
. Disponível em:
https://sbacvsp.com.br/pediabetico
. Acesso em: 21fev.2024.