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Cervicalgia APG1 Valeria Pagani, Há relação entre uso do celular com dor…
Cervicalgia APG1 Valeria Pagani
Morfofisiologia
Ossos da Coluna Cervical
Composta por 7 ossos quadrados que protegem a medula espinhal.
Permitem movimentação e são fundamentais para a estrutura do pescoço.
Músculos do Pescoço
Músculo Trapézio
Grande e triangular, cobre a parte superior e posterior do pescoço e a região superior das costas.
Músculo Esternocleidomastóideo (ECM)
Grande e proeminente, estende-se da base do crânio até a clavícula e o esterno.
Músculos Escalenos (Anterior, Médio, Posterior)
Localizados lateralmente no pescoço, entre as vértebras cervicais e costelas, essenciais para a respiração e elevação das costelas durante a inspiração.
Músculos Longuíssimo do Pescoço e Longuíssimo da Cabeça
Músculos extensores localizados na região posterior da coluna cervical.
Músculo Esplênio da Cabeça e do Pescoço
Músculos profundos na parte posterior, responsáveis pela extensão da coluna cervical e da cabeça.
Músculo Reto Anterior da Cabeça
Localizado na parte frontal do pescoço, auxilia na flexão do pescoço e cabeça.
Músculo Reto Lateral da Cabeça
Encontrado na parte frontal do pescoço, atua na inclinação lateral da cabeça.
Músculo Suboccipital
Grupo de pequenos músculos na base do crânio, envolvidos na rotação e inclinação da cabeça.
Anatomia e Função das Articulações
Articulações Cervicais (C2 a C7)
Articulações descobertas (Luschka) nos segmentos C3 a C7 podem hipertrofiar com degeneração do disco, levando a estreitamento do forame intervertebral e radiculopatia cervical.
Permitem aproximadamente dois terços de flexão e extensão, 50% de rotação e 50% de flexão lateral.
Articulação Atlantoaxial
Permite 50% da amplitude de movimento rotacional.
Entre a primeira e a segunda vértebras cervicais.
Articulação Atlantooccipital
Permite cerca de um terço da flexão e extensão e metade da flexão lateral do pescoço.
Entre o occipital e a primeira vértebra cervical.
Discos Intervertebrais
Função dos Discos
Pressão excessiva pode levar a deslizamentos ou hérnias de disco.
Amortecedores que proporcionam o amortecimento entre as vértebras.
Ligamentos
Lesões decorrentes de acidentes automotivos podem comprometer músculos, ligamentos e discos, especialmente devido ao movimento de chicote.
Limitam o movimento das vértebras cervicais.
Fisiopatologia
A dor no pescoço pode ser causada por diversos fatores
Como
Distensões musculares ou ligamentos
Artrite
Nervo comprimido
Sua classificação se encaixa
Em
Até 6 semanas: aguda
De 6 a 12 semanas: subaguda
Além de 12 semanas: crônica
Mulheres são mais normalmente acometidas por essa enfermidade
Tensão cervical (muscular)
Imobilidade e Dor no Movimento
A tensão cervical muitas vezes resulta de contraturas musculares nos músculos do pescoço, paravertebrais e trapézio.
Pode ser desencadeada por lesões prévias, sobrecarga muscular, estresse repetitivo ou posturas inadequadas.
História de Lesão Anterior
Lesões nos músculos paravertebrais cervicais podem ocorrer devido a traumas, quedas, acidentes automobilísticos ou esforço físico excessivo.
Cicatrização inadequada ou formação de pontos de gatilho nos músculos podem contribuir para a tensão cervical.
Causas Relacionadas a Hábitos de Sono e Postura
Má postura ao dormir, como dormir em posições que causam tensão no pescoço, pode levar a contraturas musculares.
Hábitos posturais incorretos no dia a dia, como sentar-se por longos períodos em frente ao computador, podem contribuir para a sobrecarga muscular.
Mielopatia espondilótica cervical
Alterações Degenerativas
Principalmente associadas ao envelhecimento, a estenose espinhal resulta de alterações degenerativas nas estruturas da coluna vertebral.
Degeneração dos discos intervertebrais, hipertrofia das facetas articulares e formação de osteófitos contribuem para o estreitamento do canal espinhal.
Estreitamento do Canal Espinhal
O estreitamento do canal espinhal ocorre devido à compressão das estruturas neurais, incluindo a medula espinhal e as raízes nervosas.
Compressão Neural
A compressão das estruturas neurais resulta em interferência na transmissão de sinais nervosos.
Pode afetar a função motora, sensorial e autonômica.
Manifestações clinicas
Tensão cervical (muscular)
Restrição de Movimento
Os pacientes frequentemente experimentam dificuldade em mover o pescoço livremente.
A amplitude de movimento pode estar limitada, causando desconforto ao virar a cabeça.
Dor durante Movimentos
A dor é um sintoma predominante, geralmente exacerbada durante atividades que envolvem movimentos cervicais.
Pode variar de uma sensação de aperto a uma dor aguda e lancinante.
Dor à Palpação
No exame físico, é comum encontrar áreas sensíveis à palpação ao longo dos músculos do pescoço e trapézio.
Pontos de gatilho podem ser identificados, contribuindo para a dor localizada.
Sensibilidade Muscular
A musculatura cervical e do trapézio pode apresentar sensibilidade aumentada.
A sensação de tensão muscular é frequentemente relatada pelos pacientes.
Possíveis Sintomas Associados
Dores de cabeça tensionais.
Irradiação da dor para os ombros ou parte superior das costas.
Fadiga muscular devido à constante contração.
Agravamento por Fatores Externos
A dor pode ser agravada por movimentos bruscos, posturas prolongadas, estresse emocional e má qualidade do sono.
Mielopatia espondilótica cervical
Fraqueza nas Extremidades Inferiores
Devido à compressão da medula espinhal, ocorre comprometimento da função motora, levando a fraqueza nas extremidades inferiores.
Dificuldade de Marcha ou Coordenação
A fraqueza e a interferência nos sinais nervosos podem resultar em dificuldade de coordenação e alterações na marcha.
Disfunção da Bexiga ou do Intestino
A compressão neural pode afetar os nervos responsáveis pelo controle da bexiga e intestino, resultando em disfunções como incontinência urinária e intestinal.
Sinal de Lhermitte Positivo
Um sinal clínico em que o paciente, ao realizar uma flexão passiva e ativa do pescoço, experimenta dor. Se houver dor durante o teste, é considerado Lhermitte positivo.
Evitar Manobras Provocativas
Manobras como a manobra de Spurling (extensão passiva seguida por lateralização e compressão da nuca em direção à coluna vertebral) devem ser evitadas, pois podem agravar os sintomas ao aumentar a compressão na medula espinhal.
Dor Radicular
Pacientes podem apresentar dor irradiando para os membros inferiores devido à compressão das raízes nervosas.
Piora com Atividades e Posições Específicas
Os sintomas podem piorar com atividades que aumentam a pressão no canal espinhal, como extensão da coluna vertebral.
Agravamento Progressivo
Os sintomas da estenose espinhal tendem a piorar gradualmente ao longo do tempo.
Tratamento
Farmacológico
Analgésicos Tópicos
Farmacodinâmica
Capsaicina age diminuindo a quantidade de substância P, um neurotransmissor envolvido na transmissão da dor.
Lidocaína atua bloqueando a transmissão de sinais de dor nos nervos periféricos.
Exemplos
Cremes ou patches contendo lidocaína ou capsaicina.
Corticosteroides (Em casos específicos)
Farmacodinâmica
Podem ser administrados oralmente ou, em casos mais graves, por injeção local.
Suprimem a atividade do sistema imunológico.
Reduzem a inflamação através da inibição de múltiplos mediadores inflamatórios.
Exemplos
Prednisona, Metilprednisolona.
Relaxantes Musculares
Farmacodinâmica
Mecanismo de ação exato não é totalmente compreendido, mas acredita-se que envolva uma depressão no sistema nervoso central, reduzindo a excitabilidade dos neurônios motores.
Atuam no sistema nervoso central, causando relaxamento muscular.
Exemplos
Ciclobenzaprina, Metocarbamol.
Analgésicos
Farmacodinâmica
Reduz a febre, mas tem efeito limitado na inflamação.
Não tem efeitos anti-inflamatórios significativos.
Inibe a síntese de prostaglandinas no sistema nervoso central, modulando a percepção da dor.
Atua principalmente no sistema nervoso central.
Exemplos
Acetaminofeno (paracetamol).
Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs)
Farmacodinâmica
Inibição das enzimas ciclooxigenase 1 (COX-1) e ciclooxigenase 2 (COX-2).
A inibição da COX-2 é responsável pelos efeitos anti-inflamatórios.
A inibição da COX-1 pode levar a efeitos colaterais gastrointestinais, como úlceras.
Redução da síntese de prostaglandinas, diminuindo a dor, a inflamação e a febre.
Exemplos
Ibuprofeno, Naproxeno.
Etiologia
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS
Contexto da Investigação
Autores correlacionam posturas convencionais de cabeça e pescoço durante o uso do celular com dor cervical.
Objetivo do Estudo
Verifique a associação entre o uso constante de celular e o desconforto na região cervical.
Avaliar as repercussões nas atividades diárias de estudantes universitários.
MÉTODOS
Desenho do Estudo
Estudo transversal realizado entre julho de 2019 e março de 2020.
Instrumentos Utilizados
Aplicação de questionários como Smartphone Addiction Inventory Instrument, Neck Disability Index e Young Spine Questionnaire.
Questionário abordando dados demográficos e socioeconômicos.
Avaliação do estado nutricional dos participantes.
Mensuração do grau de anteriorização da cabeça em relação ao processo espinhoso da sétima vértebra cervical.
RESULTADOS
Características dos Participantes
Média etária dos participantes: 18,47±0,65 anos.
Associações Estatísticas
Associação significativa entre o uso de celular e dor cervical.
Adolescentes com tempo prolongado de uso do celular apresentavam maior frequência de consulta médica por dor na região cervical.
Não Houve Associação
Ausência de associação entre uso de celular e ausência na escola ou não prática esportiva devido a dor na coluna.
Não foi visto associação com o estado nutricional, ângulo do pescoço e dor na coluna dos pais.
Dependência do Celular
Adolescentes com dependência de celular apresentam maior frequência de incapacidade leve a moderada nas habilidades das atividades diárias.
CONCLUSÃO
A dependência do celular está relacionada neste estudo com dores na coluna cervical e incapacidade nas habilidades das atividades diárias.
Há relação entre uso do celular com dor cervical e incapacidade nas
habilidades das atividades diárias em adultos jovens?
Qualis B1
https://www.scielo.br/j/brjp/a/XkVLSk98jfftKCPxCwpWNNd/?format=pdf&lang=pt
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