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Wilfred R. Bion - Coggle Diagram
Wilfred R. Bion
Foi um psiquiatra e psicanalista inglês (q nasceu na Índia 1897-1979) que desenvolveu pesquisas sobre a formação e fenômenos de grupo, entre outros assuntos.
Foi analisando de Melanie Klein, q o influenciou a abandonar o trabalho com grupos.
Grupo: conjunto de funções de um agrupamento de pessoas, q é maior do q a soma de indivíduos. Existem características individuais cuja compreensão só é possível dentro do grupo, de modo q a função grupal é parte integrante da investigação sobre o funcionamento mental humano.
O homem é um animal de grupo, gregário, de horda, portanto fenômenos mentais grupais são inerentes à mente humana.
Mentalidade Grupal: grupos funcionam como uma unidade, mesmo q sem consciência de tal, com uma atividade mental coletiva própria e que muitas vezes se conflita com a mentalidade singular de cada indivíduo.
Cultura Grupal: resultado da iner-relação entre mentalidade grupal e desejo dos indivíduos.
Conceitos ImportantesGRUPO DE TRABALHO (GT): todo grupo propriamente opera em 2 níveis que são simultâneos, opostos e interativos, embora bem delimitados entre si.
- Grupo de trabalho: voltado para os aspectos conscientes de uma determinada tarefa combinada por todos os membros do grupo e, se quisermos comparar com o funcionamento de um indivíduo, equivale às funções do ego consciente operando em um nível secundário do pensamento (conforme a concepção de Freud). Grupo q funciona maduramente em busca de uma solução harmoniosa, embora trabalhosa, para as suas necessidades e objetivos.
- Grupo de Pressupostos Básicos: radicado no inconsciente.
Suposições básicas (SB): estruturas específicas de forma de funcionamento adotadas por um grupo numa dada situação e momento (oposto do grupo de trabalho). Funcionam nos moldes do processo primário do pensamento e, portanto, obedecem mais às leis do inconsciente, buscando a satisfação instantânea dos desejos de seus membros. São estados emocionais q evitam a frustração rel. com o trabalho e o aprendizado dos próprios esforços, sofrimento e contato com a realidade. As SB é também conhecido por “pressuposto básico”, esse termo indica que, ao contrário da cooperação do grupo de trabalho (GT), nos supostos básicos prevalece um nível inconsciente em que as fantasias grupais adquirem uma das três formas típicas: de dependência; de luta e fuga; e de acasalamento/apareamento/pareamento. A mudança de uma SB para outra pode ser bem rápida. Nenhum grupo apresenta funcionamento de forma pura, há sempre um pouco de GT e de SB. Bion o SB, num setting favorável à regressão comporta-se de forma desconexa e pouco eficiente.
3 formas das fantasias grupais:
- Dependência (baD): condição de uma grande dependência do grupo em relação ao seu líder, geralmente de características carismáticas. Designa o fato de que o funcionamento do nível mais primitivo do todo grupal necessita e elege um líder de características carismáticas e onipotente em razão da busca do recebimento da proteção, segurança e de uma alimentação material e espiritual. Os vínculos com o líder tendem a adquirir uma natureza parasitária ou simbiótica, mais voltados para um mundo ilusório. Ex: grupos religiosos.
- Luta e Fuga (baF): alude a uma condição em que o inconsciente grupal está dominado por ansiedades paranoides e, por essa razão, ou a totalidade grupal mostra-se altamente defensiva e ‘luta’ com uma franca rejeição contra qualquer situação nova de dificuldade psicológica, ou eles ‘fogem’ da mesma, criando um inimigo externo, ao qual atribuem todos os males e, por isso, ficam unidos contra esse inimigo ‘comum’. O líder requerido por esse tipo de suposto básico grupal deverá ter características paranoides e tirânicas, inaprisionável. Para Ex: grupos militares.
- Acasalamento/apareamento/pareamento (boicote/baP): o grupo espera que um casal do grupo gerará um filho “Messias” que será o redentor de todos. Posteriormente, o conceito desse suposto básico deixou de levar em conta o sexo dos indivíduos envolvidos (daí a preferência pelo termo ‘Pareamento’). Destarte, as esperanças messiânicas do grupo podem estar depositadas em uma pessoa, uma ideia, um acontecimento, etc., que virá salvá-los e fazer desaparecer todas as dificuldades. Nestes casos, o grupo costuma se organizar com defesas maníacas, e o líder desse tipo de grupo deverá ter características messiânicas e de algum misticismo. Líder criativo.
Quando o líder não atende aos anseios do grupo: suas palavras ou escritos se tornam uma espécie de livro sagrado e o grupo tende a substituí-lo pelas suas manifestações verbais.
VALÊNCIA: termo extraído da Química, indica a maior ou menor disposição do indivíduo para fazer combinações com os demais, de acordo com a vigência do suposto básico em atividade. A predominância harmônica das valências é que dá uma força de coesão grupal.
Analista: importante um estado mental favorável à percepção das ocorrências emocionais no aqui e agora da situação analítica, cegando-se artificialmente para perceber o q acontece em seu grupo. Deve buscar ativamente excluir de si desejos, memórias na rel com o grupo (estado ideal inalcançável, mas q deve ser buscado).
As interpretações de Bion não visam uma formulação teórica, ou seja, não se fala dentro de um grupo em suposições básicas, valência e etc., assim como em psicanálise individual não se fala em complexo de édipo.
- Investigou pacientes psicóticos
- Preocupou-se com o funcionamento do par analítico paciente-analista