O médico, psicólogo e filósofo Franco Basaglia nasceu em onze de março de 1924, em Veneza, e foi uma figura de destaque na luta antimanicomial na Itália. Ao completar sua formação em medicina, Basaglia dedica uma década aos estudos psiquiátricos e filosóficos, que lhe dariam uma perspectiva tanto psiquiátrica quanto fenomenológica ao seu trabalho posterior, adquirindo em 1958 a livre-docência em psiquiatria, tendo escrito acerca dos mais diversos transtornos mentais e percebido o desinteresse para com os internados nos manicômios, que, diga-se de passagem, percebia como atrasados quando comparados aos serviços clínicos das potências da época. Basaglia, por volta de 1961, passa a pensar em uma forma de mudança que melhorasse a situação dos internos, atribui-se que uma prisão na juventude do psicólogo, enquanto lutava contra o movimento fascista italiano, teria sido um grande fomentador desta vontade de alterar os status quo (SERAPIONE, 2018).
Inclusive, quanto as potencias da época como estados unidos, Inglaterra e outros países da Europa que já haviam passado por uma reforma psiquiátrica, não necessariamente desinstitucionalizado
a ideia primeira foi de uma desospitalização, ou seja, a desocupação e 'despejo' de usuários com o intuito de diminuir custos, meramente camuflada de desinstitucionalização
o que veremos é a institucionalização ainda existindo com o mesmo peso, com outros serviços sendo de apoio
Podemos começar a pensar na necessidade de uma mudança/reforma, já que, por motivos de saúde, o paradigma funcionalista dos manicômios é a identificação do problema de saúde mental e, quando possível, sua solução/ cura, sendo assim, o foco é a doença mental, não o sujeito, que será colocado de lado, despersonalizado.
Além disso, esse espaço possui um caráter ocultador, afastador, separador dos doentes e 'perigosos' das pessoas 'normais', como um espaço de deposito de restos da sociedade
Em suma, temos um local de descarte, quase sempre eterno, das doenças mentais agregadas em corpos completamente ignorados, esquecidos.
A desinstitucionalização então teria como objetivo mudar tal cenário institucional mantendo a função terapêutica original
seria necessário:
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Decompor, pouco a pouco, o caráter rígido de instituto de dentro para fora, fomentando criação de novas estruturas substitutivas
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E, por fim, e um novo cenário, a mudança legal