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PROSTATA, PRÓSTATA - Coggle Diagram
PROSTATA
tem como alterações
-
CA de Próstata
é
- o segundo tumor maligno mais comum em homens
- em primeiro é os cânceres de pele não melanoma
- 90% de todas as neoplasias malignas da próstata são adenocarcinomas acinares
- 10% correspondem ao sarcomas, carcinomas epidermoides e carcinomas de células transicionais
Fatores de risco:
- idade
- etnia
- história familiar e genética
- dieta
- obesidade
- IGF-1
- prostatite
Idade:
- cerca de 75% dos casos de câncer de próstata atingem homens com idade superior a 65 anos
Etnia:
- homens negros tem cerca de 60% a mais de chance de desenvolver câncer de próstata em relação a caucasianos
História Familiar e Genética
- tem um componente hereditário importante
- principalmente se parente de 1 grau foi diagnosticado com câncer em idade inferior a 65 anos
Dieta:
- rica em gordura animal, carne vermelha e pobre em vegetais
Obesidade:
- a agressividade do câncer costuma ser maior nos pacientes obesos
- piora o prognóstico de cura e aumenta as chances de morte por câncer de próstata
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Fatores de proteção:
- licopeno e produtos derivados de tomate
- ingestão de soja
- ingestão de café
Licopeno e produtos derivados de tomate:
- o licopeno é uma potente substância antioxidante presente no tomate e em seus derivados.
- a ingesta deste reduz a incidência de câncer de próstata e o risco de cânceres de próstata letais.
Ingestão de soja:
- fitoestrógenos presentes na soja (flavonoides) são apontados como uma das causas de haver menor incidência de câncer de próstata entre asiáticos
Ingestão de café:
- parece estar associada a menor incidência de tumores prostáticos agressivos
Manifestação clínica:
- a maioria é assintomática
- 80% dos casos o tumor é restrito a prostata ainda não tendo invasão de órgãos adjacentes.
Sintomas:
- disúria
- hematúria
- hematospermia
caso metástase:
- dor óssea
- fraturas patológicas
- perda de peso e anemia
- paresia e ou parestesia de membros inferiores
-
Confirmação diagnóstica
- é realizado através da biópsia transretal guiada por ultrassom ou ressonância magnética.
- está indicada sempre que existirem alterações no toque retal ou quando os níveis de PSA forem maiores ou iguais a 4ng/ml.
- alterações dos valores de refinamento do PSA também indicam a necessidade de biópsia prostática
A biópsia prostática deve ser feita sempre que:
- toque retal alterado
- PSA maior ou igual a 4ng/ml
- densidade de PSA > 0,15ng/ml/cm³ de próstata
- relação PSA livre / PSA total < 10-15%
- velocidade de PSA > 0,75ng/ml/ano
- a coleta é feita com agulha grossa e recomenda-se a retirada de 12 amostras (6 fragmentos de cada metade)
- áreas suspeitas à ultrassonografia transretal ou à ressonância também devem ser biopsiadas
- uma vez confirmado a neoplasia é necessário a classificação histológica do grau de diferenciação celular.
- quanto mais indiferenciado o tumor, maior sua agressividade e pior o prognóstico.
- a classificação histológica é essencial para o estadiamento da lesão e para a definição do tratamento.
- usa uma tabela de classificação: Escore de Gleason (para estratificação dos adenocarcinomas da próstata)
- vai do Grau 1 ao Grau 5
- Grau : maior diferenciação celular (portanto células com arquitetura mais próximas do normal)
- Grau 5: menor diferenciação celular (caracterizando um comportamento mais agressivo)
Estadiamento clínico
- método utilizado para o estadiamento das neoplasias prostáticas.
- usa-se o TNM, valor de PSA e o Escore de Gleason
Avaliação T:
- avalia a extensão de acometimento local.
- extensão local do tumor geralmente compreende o toque retal e a realização de uma ressonância magnética
Avaliação N:
- avalia o acometimento linfonodal
- pode ser feita através de tomografia computadorizada ou ressonância magnética
- alguns casos utiliza o PET/CT
Avaliação do M:
- avalia as metástases à distância
- metástases originadas do câncer de próstata geralmente acometem os osso, e raro outros sítios
Tratamento
- Vigilância ativa
- Radioterapia
- Prostatectomia radical
- Deprivação androgênica
- Quimioterapia citotóxica
Vigilância ativa:
- é frequentemente usado como modalidade de escolha para os casos de muito baixo risco e baixo risco.
- realiza-se o toque retal e dosagem anual dos níveis de PSA, além de uma biópsia após o primeiro ano de seguimento
- Caso o Escore de Gleason mantenha-se baixo, realiza-se nova biópsia a cada 4 ou 5 anos.
- caso haja progressão, é indicado prostatectomia radical ou radioterapia
Radioterapia:
- pode ser feita por: radioterapia externa isolada, externa combinada à braquiterapia e braquiterapia isolada (alto risco)
- este procedimento quase sempre é associado a hormonioterapia pois apresenta melhores resultados em comparação à radioterapia isolada
- radioterapia externa é aplicada em ambiente hospitalar, através de um equipamento específico
- a braquiterapia é feita através da implantação de sementes radioativas no interior da próstata
- efeitos colaterais: inflamação crônica do reto, canal anal e bexiga (retite, proctite e cistite actinicas). Impotência e incontinência urinária também são complicações observadas nesse método terapêutico
Prostatectomia radical:
- é uma modalidade terapêutica aplicável a grande parte das neoplasia de próstata
- consiste na ressecção completa da próstata, vesiculas seminais e parte dos ductos deferentes
- a ressecção dos linfonodos pélvicos é opcional nas doenças de baixo risco e muito baixo risco
- complicações: impotência sexual (lesão dos nervos cavernosos), incontinência urinária (lesão do esfíncter uretral distal ou esfíncter externo da uretra)
Deprivação androgênica:
- reduz os níveis séricos de testosterona, diminuindo a proliferação e o metabolismo das células prostáticas
- formas de se realizar a terapia: orquiectomia bilateral (padrão-ouro), supressão da liberação hipofisária de LH e FSH (administra estrogênio ou análogos de GnRH) e bloqueio da ação androgênica a nível dos recepptores celulares (finasterida, flutaminda, nilutamida e bicalutamida)
Quimioterapia citotóxica:
- é implementada nos casos de doença metastática sem resposta à terapia de deprivação androgênica
- a ausência de resposta à terapia antiandrogênica é esperado na maioria dos pacientes e leva cerca de 3-4 anos para surgir
- a mitoxantrona e o docetaxel são drogas quimioterápicas comumente utilizadas nos casos de neoplasias prostáticas
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