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DOENÇA INTESTINAL ISQUÊMICA, Grupo 3: Ana Clara Santos Moura, Ana Júlia…
DOENÇA INTESTINAL ISQUÊMICA
Prevenção:
Primária:
Orientar os pacientes que os cuidados com estilo de vida em longo prazo e o tratamento clínico dos fatores de risco cardiovascular podem reduzir o risco de evoluir para doença intestinal isquêmica.
Secundária:
Orientar aos pacientes que tiveram a isquemia mesentérica aguda que devem a abandonar o hábito de fumar e começar o tratamento com estatinas e antiplaquetários (após a intervenção endovascular) ou anticoagulantes (na fibrilação atrial não valvar)
Definição
A doença intestinal isquêmica engloba um grupo heterogêneo de distúrbios causados por processos agudos ou crônicos, decorrentes de etiologias oclusivas ou não oclusivas, que resultam na diminuição do fluxo sanguíneo para o trato gastrointestinal. A evolução clínica pode variar de transitória e reversível a fulminante
Classificação
Isquemia mesentérica aguda
Êmbolo da artéria mesentérica superior
Trombose da artéria mesentérica superior
Isquemia mesentérica não oclusiva
Trombose da veia mesentérica superior
Isquemia segmentar focal
Isquemia mesentérica crônica
Isquemia colônica
Colopatia isquêmica reversível
Colite isquêmica ulcerativa transitória
Colite isquêmica ulcerativa crônica
Estenose do cólon
Gangrena colônica
Colite Isquemica universal fulminante
Tratamento
Agudo
evidencia de infarto, perfuração ou peritonite
ressuscitação e medidas de suporte + antibióticos empíricos (cefalosporina ou quinolona) + laparoscopia exploratória ou laparoscopia
êmbolo da artéria mesentérica superior: terapia endovascular + embolectomia aberta ou derivação arterial + ressecção intestinal
trombose aguda da artéria mesentérica superior: terapia endovascular + reconstrução ou derivação arterial + ressecção intestinal + heparinização pós operatória + infusão de papaverina
esquemia mesentérica não oclusiva: causa clínica subjacente correta + infusão de papaverina + ressecção intestinal + heparinização pos operatória
trombose da veia mesentérica: anticoagulação + tratamento endovascular + cirurgia por via aberta + trombectomia + ressecção intestinal
colite isquêmica fulminante: colectomia subtotal ou total
sem evidencia de infarto, perfuração ou peritonite
medidas de suporte + antibióticos empíricos
êmbolo da artéria mesentérica superior: terapia endovascular + embolectomia aberta ou derivação arterial + ressecção intestinal
trombose da artéria mesentérica superior: heparinização +terapia endovascular + reconstrução ou derivação arterial + ressecção intestinal + infusão de papaverina
isquemia mesentérica não oclusiva: infusão de papaverina + obsevação
trombose da veia mesentérica: anticoagulação + observação
vasculite associada a isquemia mesentérica: corticoterapia
Em curso
isquemia mesentérica crônica
candidato à cirurgia
otimização médica + derivação sistêmicomesentérica cirúrgica
não candidato à cirurgia
otimização médica + angioplastia
percutânea e colocação de stent
isquemia colônica não aguda
colite segmentar sintomática por >2 semanas ou colopatia com perda de proteína
colectomia segmentar
sepse recorrente em um paciente que se recuperou sintomaticamente de um
episódio agudo
estenose isquêmica crônica e sintomática resultado da cicatrização
após evento isquêmico
dilatação endoscópica da estenose ou
ressecção segmentar
depende do local anatômico e da gravidade da isquemia, da fisiopatologia subjacente e da evolução temporal. OBS: o apoio cirúrgico não deverá ser protelado na suspeita ou contastação de isquemia intestinal.
Diagnóstico
Radiografia abdominal
Pode demonstrar níveis hidroaéreos ou dilatação do intestino que pode ser o resultado da isquemia ou indicar a etiologia da isquemia, como uma obstrução distal.
Pode demonstrar distensão ou pneumatose em isquemia colônica avançada.
A presença do sinal de impressão digital, indicativo de edema mucoso, sugere um prognóstico pior.
TC com contraste/angiotomografia
A TC é a atual investigação de primeira linha escolhida quando há suspeita de isquemia aguda, e deve ser realizada logo no início.
A TC fornece evidências da extensão do comprometimento intestinal da isquemia. Ela também permite a estratificação dos pacientes para identificar quais deles se beneficiariam com a angiografia mesentérica e quais precisam de cirurgia primária.
A presença do sinal de impressão digital, indicativo de edema mucoso, sugere um prognóstico pior.
A angiotomografia substituiu a angiografia convencional como conduta padrão para diagnóstico de isquemia mesentérica aguda.
Os achados são geralmente inespecíficos sem diagnóstico de isquemia colônica; pode ser necessária colonoscopia.
Sigmoidoscopia ou Colonoscopia
O melhor exame para estabelecer o diagnóstico da isquemia colônica, avaliar sua gravidade e descartar causas alternativas de inflamação colônica. Pode ser repetida para acompanhar a progressão ou resolução da doença.
Não deve ser realizada nos casos de abdome agudo com intervenção cirúrgica iminente planejada.
Fisiopatologia
Para compreender a fisiopatologia é necessário saber quais as irrigações sanguíneas da área estudada, sendo essas,intestino delgado recebe sangue pela artéria celíaca e pela artéria mesentérica superior, o cólon
recebe o sangue pela AMS e pela artéria mesentérica inferior, o também recebe o sangue pelas ramificações da artéria ilíaca interna. A flexura esplênica e a junção retossigmoide são duas
áreas divisórias de perfusão nas quais a colateralização do fluxo sanguíneo pode ser limitada
A isquemia é secundária à hipoperfusão de um segmento intestinal, quando hipoperfusão é insidiosa no início, o fluxo sanguíneo colateral pode desenvolver, prevenir ou minimizar a isquemia ; no entanto, as regiões do intestino com um único suprimento arterial e as áreas divisórias de fluxo apresentam aumento do risco de evoluir para isquemia. O grau de lesão intestinal depende da gravidade e duração da isquemia, levando a resultados como descamação aguda ou subaguda da mucosa e ulcerações. A perda
da barreira mucosa permite a translocação bacteriana e a absorção de toxinas ou citocinas
A lesão por reperfusão também poderá ocorrer se o suprimento de sangue for restabelecido depois de uma interrupção prolongada. Os segmentos do intestino isquêmico que não sofrem necrose aguda ou perfuração podem cicatrizar com estenose ou estenose como sequela de longo prazo da isquemia intestinal. Os eventos tromboembólicos que levam à isquemia mesentérica geralmente envolvem a AMS em vez das outras artérias mesentéricas.
Epidemiologia
Frequentemente em idosos com morbidades coexistentes
Aproximadamente 0,1% das internações hospitalares
Etiologia
Comprometimento arterial:
embolia (mais comum)
trombose
vasculite
compressão externa
Comprometimento venoso:
trombose venosa
Hipoperfusão (isquemia não oclusiva)
ICC
diálise
uso de medicamentos
cirurgia ou trauma recente
infecção
pancreatite, policetemia vera, feocromocitoma e síndrome carcinoide
Acompanhamento
Monitoramento
Todo paciente que passou por cirurgia, ou teve isquemia aguda transitória deve fazer o monitoramento da cicatrização ou por estenoses respectivamente.
Instruções ao paciente
O paciente deverá procurar atendimento médico urgente se ocorrerem sintomas como dor abdominal,
náuseas ou vômitos persistentes, distensão abdominal ou fezes sanguinolentas.
Prognóstico
Isquemia colônica
A isquemia colônica apresenta o prognóstico mais favorável das várias formas de isquemia intestinal;
apesar disso, 20% desenvolverão colite isquêmica ulcerativa crônica.
Mesentérica crônica
As taxas de mortalidade para revascularização cirúrgica tendem a ser pequenas, variando de 0% a 16%
Mesentérica aguda
A isquemia mesentérica aguda resulta em taxas de
mortalidade de 60% a 100% em várias séries de casos extensas
Grupo 3: Ana Clara Santos Moura, Ana Júlia Martins Amorim, Bárbara Morais de Melo Oliveira, Isabella Ferreira Prado, Iza Bianca Targino Freire, Lucas Leal, Laura Carvalho, Mariana Nunes, Moser de Souza Caldeira.