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OBSTRUÇÃO INTESTINAL EM CRIANÇAS - Coggle Diagram
OBSTRUÇÃO INTESTINAL EM CRIANÇAS
INTUSSUSCEPÇÃO
DEFINIÇÃO
Parte do trato digestório se introduz (invagina) para dentro do lúmen
Mais frequente na região ileocecal
Facilitadores: Diâmetro e o ceco é fixo (não tem flexibilidade)
EPIDEMIOLOGIA
Principal obstrução em lactentes e pré-escolares
Mais comum até os 3 anos
Pico de incidência: 4 a 9 meses de vida
Ocorre mais em meninos 3:1
ETIOLOGIA
Primária
Idiopática
Hiperplasia das placas de Peyer e tecido linfoide
Por infecção viral prévia
IVAS, gastroenterites e vacinações
Historicamente era causada pela vacina rotavírus tetravalente, hoje em dia a monovalente tem menos risco
Secundária
Divertículo de Meckel
Em crianças maiores
Pólipos
Linfomas
FISIOPATOLOGIA
Irritantes dentro do lúmen intestinal ou qualquer lesão na parede do intestino podem alterar o padrão normal do peristaltismo
Inicia uma invaginação que leva a patologia
Obstrução do trato gastrointestinal,
Levando ao acúmulo de gases e fluidos próximo a porção intussusceptada
Ocorre distensão e aumento da pressão intraluminal
Aumento contínuo resulta em edema e sangramento da mucosa
QUADRO CLÍNICO
Dor abdominal em cólica intermitente
Durante as crises álgicas: Dobrar as pernas sobre o abdomen ou chutando o ar
Vômitos de início não biliosos e depois evoluem para biliosos
Sangramento retal: Fezes com aspecto de geleia de morango ou framboesa
Achado mais tardio nas primeiras 12h
Letargia
Febre
Mais tardia
Massa palpável
Formato de salsicha - Sinal do chouriço
Sinal de Dance
Fossa ilíaca direita vazia
DIAGNÓSTICO
USG abdominal
Exame de escolha
Sinal do alvo
Sinal do pseudo-rim
RX ou TC abdominal
Suspeita de perfuração: RX
TRATAMENTO
Estável
Ressuscitação fluídica + redução por enema com contraste + ATB amplo espectro
Sem sinais de perfurção
Contraindicação de enema por contraste e/ou instáveis:
Ressuscitação fluídica + redução cirúrgica + ATB amplo espectro
Laparotomia ou laparoscopia
Comprimir alça distal
Toda obstrução não tratada a tempo leva a perfuração!
ESTENOSE HIPERTRÓFICA DO PILORO
DEFINIÇÃO
Na estenose pilórica hipertrófica (EPH) infantil, a hipertrofia do esfíncter pilórico resulta no estreitamento do canal pilórico
Estreitamento e alongamento do canal pilórico
Trata-se da causa mais comum de obstrução da saída gástrica na faixa etária de 2 a 12 semanas de idade
EPIDEMIOLOGIA
Mais comum em meninos 4:1
Mais comum em primogênitos
ETIOLOGIA
Multifatorial
Ainda não bem definida
Uso de macrolídeos e eritromicina antes de 2 semanas de vida
FATORES DE RISCO
Tabagismo materno durante a gestação
Não aleitamento materno
Síndromes associadas: Trissomia 18, Turner, Cornélia de Lange
FISIOPATOLOGIA
Vômitos prolongados
Perda de eletrólitos e água
Alcalose metabólica, hipoclorêmica e hipocalêmica
Hipovolemia causa perda paradoxal de íons
QUADRO CLÍNICO
Crianças de 2 a 8 semanas de vida
Vômitos não biliosos (claros) e não sanguinolentos em JATO
De forma intermitente ou após cada mamada
Tempo de evolução >
Irritabilidade
Sinais de desidratação
Fontanelas deprimidas; membranas mucosas secas; lacrimejamento diminuído; turgor cutâneo deficiente; letargia e baixo débito urinário
Emagrecimento
+tardio
Constipação intestinal
Ao exame físico
Massa abdominal palpável dura do tamanho de uma azeitona
Oliva pilórica
Ondas peristálticas da esquerda para a direita
Ondas de Kusmall
Peristaltismo visível
DIAGNÓSTICO
Perfil eletrolítico
USG de abdome
Espessura do músculo pilórico >5mm e comprimento do canal >17mm
Achado
Sinal em alvo ou do biscoito em forma de rosca; bico do seio, duplo trilho e em corda
TRATAMENTO
Cirúrgico
Só deve ser iniciado após melhora do quadro de desidratação
Sonda gástrica e hidratação venosa
Piloromiotomia laparoscópica
De escolha
DOENÇA DE HIRSCHPRUNG
DEFINIÇÃO
É um distúrbio congênito do cólon decorrente de alteração da inervação intestinal parassimpática.
Também chamado de megacólon congênito
EPIDEMIOLOGIA
Mais frequente em meninos 4:1
Causa mais comum de obstrução do intestino grosso em crianças
Muito comum ser associada a anomalias congênitas (síndrome de Down)
80% dos casos acometem a região retossigmóide
FISIOPATOLOGIA
Falha na migração das células da crista neural em direção ao intestino distal (principalmente no nível retossigmoide)
Aumento da atividade parassimpática e ausência de atividades óxido-nítrico relaxadora e inibidora adrenérgica
Espasmo muscular contínuo e falta de peristalse da região afetada
QUADRO CLÍNICO
Período neonatal
Retardo na eliminação do mecônio nas primeiras 48h de vida
Distensão abdominal
Vômitos biliosos fecalóide
Constipação intestinal
Melhora do quadro após estímulo retal
Irritabilidade e baixa aceitação da dieta
Diarreia com fezes líquidas e fétidas
Lactentes
Constipação intestinal com distensão abdominal
Vômitos
Febre
Desidratação
Pré-escolares e escolares
Retardo no crescimento e desnutrição
Constipação intestinal crônica
Fecalomas palpáveis
Pode complicar para enterocolite
Diarreia fétida, com sangue e muco
DIAGNÓSTICO
Exame físico
Toque retal
Ampola vazia e eliminação explosiva de gases e fezes
RX de abdome
Baixo nível hidroaéreo
Enema opaco com bário
Exame de escolha
Revela zona de transição entre o intestino espástico (doente) e o dilatado
Biópsia retal
Padrão ouro
Ausência de células ganglionares
TRATAMENTO
Cirúrgico
Ressecção do segmento aganglionar e reconstrução do trânsito intestinal.