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25 Abril O 25 de abril de 1974 e o regime democrático - Coggle Diagram
O 25 de abril de 1974 e o regime democrático
O desenrolar da Revolução
No dia 24 de abril de 1974, tropas militares lideradas pelo MFA começaram a mobilização em várias cidades do país.
As tropas entraram em ação, ocupando pontos estratégicos em Lisboa, como o Quartel da GNR, o Rádio Clube Português, Emissora Nacional, aeroporto e ministérios.
A emissão da canção "Grândola Vila Morena", de Zeca Afonso, foi o sinal para a mobilização de tropas a nível nacional.
O capitão Salgueiro Maia e os seus soldados cercaram o quartel da GNR no Largo do Carmo em Lisboa.
Marcello Caetano rendeu-se ao general António de Spínola, no final da tarde.
A população apoiou de forma efusiva esta revolução que decorreu de forma pacífica.
Razões que levaram à Revolução
Crise económica: Portugal enfrentava uma crise económica que afetou, principalmente, a classe trabalhadora. O desemprego crescia, a produção agrícola estava parada, a indústria estava em declínio.
Forças Armadas: Pretendiam recuperar o prestígio das Forças Armadas. E Portugal estava envolvido em guerras coloniais na Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, que custaram vidas e recursos significativos.
Regime autoritário (Ditadura): Portugal vivia sob um regime autoritário desde 1926, com o Estado Novo liderado por António de Oliveira Salazar. O governo era marcado pela censura, repressão e falta de liberdade de expressão e de associação.
Movimento dos estudantes: Eles estavam insatisfeitos com o sistema de educação e com as restrições à liberdade de expressão e de associação. Começaram a se organizar em manifestações e protestos, que foram reprimidos pelo governo.
Movimento dos operários: A classe trabalhadora estava descontente com as condições de trabalho e com a falta de direitos dos trabalhadores. Começaram a organizar greves e manifestações, que também foram reprimidas pelo governo.
Oposição política: Houve um aumento da oposição política ao regime autoritário, incluindo partidos políticos clandestinos, grupos de oposição armada e a Igreja Católica.
Preparação do Golpe Militar pelo Movimento das Forças Armadas (MFA)
O golpe militar de 25 de abril de 1974 em Portugal foi planeado e organizado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), um grupo de oficiais (sobretudo Capitães) militares que se opunham ao regime do Estado Novo.
O MFA organizou-se em segredo durante vários anos, e contou com a participação de oficiais de vários ramos das Forças Armadas, que inicialmente era conhecido como "Movimento dos Capitães".
O MFA também se preocupou em manter o controle da situação após o golpe, estabelecendo uma Junta de Salvação Nacional para governar o país durante o período de transição para a democracia.
Fim da Ditadura e instauração da Democracia
No dia 26 de abril, o general António de Spínola divulgou o programa do MFA. Acabava-se com a Ditadura e com Estado Novo.
Iniciou-se a Democracia: o governo e o presidente da república foram destituídos e partiram para o exílio; a Assembleia Nacional foi dissolvida; a policia politica (PIDE) foi extinta imediatamente; houve a abolição da censura e os presos políticos foram libertados. Foi negociado o fim da Guerra Colonial.